O Museu Nacional de Belas-Artes () é um dos mais importantes museus de arte da Suécia. Localizado em Estocolmo, a capital do país, este museu alberga impressionantes colecções de arte europeia.
Histórico
As coleções do Museu Nacional começaram a ser formadas no século XVI pelo rei Gustavo I Vasa no Castelo Gripsholm e em outras residências reais, sendo ampliadas por doações, aquisições e espólios de guerra quando a Suécia era uma potência militar no século XVII. Contudo, parte da coleção, especialmente pinturas renascentistas, foi levada para Roma quando a Rainha Cristina abdicou e fixou residência na Itália. Outras perdas significativas aconteceram em 1697, quando um incêndio destruiu parte do Castelo Tre Kronor.
Ao longo do tempo dois patronos foram especialmente importantes para a construção do notável acervo de arte que hoje é preservado no Museu Nacional: Carl Gustaf Tessin, embaixador da Suécia na França na década de 1740, que adquiriu numerosa coleção de grande qualidade, e o rei Gustavo III, que além de ser um grande colecionador ordenou a doação das suas obras privadas ao estado após sua morte, que formaram o primeiro Museu Real em 1792. Quando as coleções passaram para um novo prédio em 1866, a sede atual, um edifício imponente com traços da arquitectura florentina e veneziana renascentista, o museu mudou sua denominação para Museu Nacional. alt=|miniaturadaimagem|Alexander Roslin: Retrato de Gustavo III O museu, actualmente, conta com mais de um milhão peças entre desenhos, esculturas, gravuras e pinturas, uma enorme e riquíssima colecção de porcelanas, com especial destaque para as porcelanas chinesas, e uma óptima colecção de arte moderna. Para além disso o Museu Nacional alberga uma boa biblioteca de arte.
Departamentos Pinturas e Esculturas
Esta seção compreende mais de 16 mil obras, sendo de especial interesse a coleção de pintura, com itens de Perugino, Rembrandt, Tiepolo, Hals, La Tour, Chardin, Rubens, Goya, Renoir, Manet, Degas, Camille Pissarro, Cézanne, e Gauguin, e autores suecos como Carl Larsson, Ernst Josephson, Carl Fredrik Hill e Anders Zorn, abrangendo um período que vai da Idade Média até a contemporaneidade. Merecem atenção as grandes coleções de ícones russos, de pinturas flamengas e de peças francesas do século XVIII, estas perfazendo uma das melhores coleções em seu gênero em todo o mundo.
Artes Aplicadas e Design A coleção de artes aplicadas e design cobre um grande período, desde o século XIV até os dias de hoje, possuindo cerca de 30 mil objetos, dos quais um terço são cerâmicas, além de têxteis, vidros, metais, mobília, livros e outros tipos de obras. A seção de artes aplicadas não está em exposição, aguardando novos espaços que estão sendo preparados. thumb|Giulio Romano: Apolo e Ciparisso
Gravuras e Desenhos
A maior seção do Museu Nacional é a de desenhos, com mais de 700 mil obras da Idade Média até c. 1900, com trabalhos de Rembrandt, Antoine Watteau, Manet, Johan Tobias Sergel, Carl Larsson, Carl Fredrik Hill, Ernst Josephson e numerosos outros mestres, sendo uma das melhores coleções do mundo. Suas peças são exibidas em caráter temporário, em vista da fragilidade dos suportes e de sua grande sensibilidade à luz.
O núcleo da coleção são as cerca de 2 mil obras adquiridas por Carl Gustav Tessin durante sua permanência na França, adquirindo finas criações dos melhores artistas de sua época, como Watteau e Boucher, além de trabalhos mais antigos de Rafael, Rubens e Rembrandt. Este departamento também preserva uma rica coleção de projetos e desenhos de arquitetura que datam desde o Renascimento até o início do século XX.
Na seção de gravuras, com mais de 10 mil peças, destacam-se as obras italianas e francesas dos séculos XVI a XVIII.
Coleções dos Castelos Reais thumb|Piero di Cosimo: 'Madonna com a criança e o filho João Batista' Além das obras preservadas em sua sede principal, o Museu Nacional administra a maior parte das obras de arte espalhadas por 18 residências reais, entre castelos e mansões, erguidas pelos antigos monarcas suecos. As coleções mais importantes estão nos seguintes palácios:
Castelo Gripsholm, construído por Gustavo Vasa em 1537 como uma fortaleza, embora desde o início fosse inadequado para esta função e nunca teve de ser submetido à prova do fogo inimigo. Reformado várias vezes nos séculos seguintes, hoje abriga a maior das coleções do Museu Nacional fora de sua sede, a Galeria Nacional de Retratos, com cerca de 4 mil pinturas. Museu De Vries, anexo ao Palácio Drottningholm, com a maior reunião de obras em todo o mundo do notável escultor maneirista Adriaen de Vries, que chegaram à Suécia como resultado do saque de Praga pelas tropas suecas na Guerra dos Trinta Anos. Originalmente as esculturas adornavam os jardins do palácio, mas atualmente estão preservadas no museu, e réplicas foram instaladas em seu lugar. O Palácio Drottningholm é uma atração por si mesmo, com diversos apartamentos estatais com rica decoração abertos à visita. Palácio Rosesberg, projetado por Gustaf af Sillén em 1797, ainda preserva suas decorações originais em excelente estado, contando com uma rica coleção de tapeçarias entre suas atrações principais. Palácio Real de Estocolmo, com a coleção de antigüidades e esculturas de Gustavo III. Mansão Leufsta, com importante biblioteca do século XVIII. Palácio Ulriksdal, Castelo Läckö, Palácio Strömsholm, Castelo Vadstena e Mansão Nynäs, todos com ambientes originais decorados com muitas obras de arte. Museu de Porcelana de Gustavsberg, incorporado ao Museu Nacional no ano 2000, com grande número de peças coletadas nos últimos 175 anos, doadas pela KF (União Cooperativa Sueca e Sociedade de Atacadistas), sob administração conjunta do Museu Nacional e a municipalidade de Värmdö.
Ligações externas Página oficial do Museu Nacional de Belas Artes
Nacional de Belas-Artes da Suécia Categoria:Museus de Estocolmo Belas Artes Suecia Categoria:Museus fundados em 1792 Categoria:Fundações na Suécia em 1792 Categoria:Arquitetura neorrenascentista