O Cerco de Lisboa de 1142 foi uma primeira tentativa, falhada, feita pelo rei D. Afonso Henriques para se apoderar da cidade de Lisboa, então sob poder muçulmano, com o auxílio de uma frota de cruzados.

História Após a Batalha de Ourique, o comandante muçulmano Iáia ibne Isaque Almassufi (o rei Esmar das crônicas), que fora derrotado, resolvera desforrar-se e, enquanto D. Afonso Henriques combatia contra os leoneses no Torneio de Arcos de Valdevez, Iáia destruiu Leiria e atacou Trancoso. Firmadas as pazes com o seu primo Afonso VII de Leão, desceu D. Afonso Henriques com as suas tropas a Trancoso para socorrer a região e combateu contra os mouros, que derrotou em dois confrontos.Carlos Selvagem: Portugal Militar - Compênio de História Militar e Naval de Portugal, Imprensa Nacional, Lisboa, 1931, pp. 39-40.

As cidades muçulmanas de Lisboa, Santarém e os castelos vizinhos pagavam um tributo a D. Afonso Henriques para que não lhes atacasse as terras.Marco Oliveira Borges: Em Torno da Preparação do Cerco de Lisboa (1147) E De Uma Possível Estratégia Marítima Pensada Por D. Afonso Henriques Não obstante, após a destruição de Leiria e Trancoso, decidiu D. Afonso Henriques que convinha capturar aquelas posições para melhor garantir a segurança da fronteira meridional de Portugal.

Chegado a Gaia, encontrou no porto desta cidade uma frota de 70 navios de cruzados ingleses e normandos, de Southampton e Hastings, liderados por Guilherme Vítulo e o seu irmão Radulfo, a caminho da Terra Santa e que fortuitamente haviam ali procurado refúgio devido ao mau tempo.H. V. Livermore: A History of Portugal Cambridge University Press, 1947, pp. 71-72. Logrou D. Afonso convencê-los a ajudá-lo a conquistar Lisboa.

Acertados os pormenores do auxílio, deu a frota cruzada entrada no Tejo enquanto D. Afonso Henriques se dirigiu para Lisboa com as suas tropas por terra.

A comarca de Lisboa foi devastada e os arrabaldes da cidade destruídos, porém, atacado o burgo, não pôde este ser conquistado na ocasião devido a desavenças entre o rei português e os seus aliados norte-europeus.

Na ida para Lisboa, ou de regresso, D. Afonso Henriques refundou o castelo de Leiria, destruído dois anos antes pelos mouros, segundo entendeu António Brandão.António Brandão: Terceira Parte da Monarchia Lusitana, Lisboa, 1632, fl. 135.

Ver também Cerco de Lisboa (1147) Reconquista Portugal na Reconquista Conquista da Estremadura

Referências

Categoria:Batalhas envolvendo o Condado Portucalense Categoria:Batalhas envolvendo o Império Almorávida Categoria:História de Lisboa Categoria:1142 Categoria:Batalhas do século XII