Terezina Severino Ramos foi prefeita de Mariana, entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012. Foi a primeira mulher a chegar ao executivo marianense.

Política Terezinha Ramos (PTB), utilizando-se da memória do falecido marido, candidatou-se ao pleito de 2008, para prefeita de Mariana, conjuntamente a Roberto Rodrigues (PTB). Seu marido, João Ramos Filho, que tinha sido prefeito da cidade, era pré-candidato para aquele pleito, mas acabou sendo assassinado por inimigos políticos.

Sua chapa acabou ficando em segundo lugar, tendo a chapa vencedora, formada por Roque Camêllo (PSDB) e José Antunes Vieira (PL), assumido em 1 de janeiro de 2009. Todavia, os dois políticos haviam sofrido um processo eleitoral, e foram cassados, sob a suspeita de compra de votos. Nesse contexto, a justiça eleitoral decidiu que o Presidente da Câmara assumiria o poder executivo marianense até a diplomação da chapa que ficou em segundo lugar, ou seja, de Terezinha Ramos.

Em abril, foi enviado pelo Juiz Eleitoral de Mariana um agravo determinando o afastamento de Terezinha Ramos do cargo de prefeita, por conta de irregularidades nas contas da campanha. Em março, o pedido foi acolhido. Em maio, a prefeita foi cassada. Assumindo os presidentes da Câmara Raimundo Horta (PMDB, de maio a dezembro de 2010) e Geraldo Sales (PDT, de janeiro a setembro de 2011). A chapa de Terezinha Ramos apresentou um recurso. A juíza do TRE reconduziu Terezinha ao cargo, dizendo que a decisão de seu afastamento tinha sido precipitada.

Quando foi reconduzida ao cargo, sofreu grandes ameaças, tendo que mobilizar 120 guardas municipais para a sua escolta, durante a posse. Acabou perdendo cada vez mais, seu apoio político, tendo, inclusive, ocorrido um racha com seu vice-prefeito. Na Câmara já possuia forte oposição, com 8 dos 10 vereadores contrários a sua pessoa. Acabou sofrendo um processo de impeachment em fevereiro de 2012, sob a justificativa de usar recursos públicos para fins privados. Com seu afastamento, assumiu seu vice, Roberto Rodrigues, ficando no cargo até dezembro de 2012.

Processo judiciário Em 2019 foi condenada pelo TCE, por superfaturamente de contratos. Ela foi obrigada a devolver aos cofres municipais R$ 76.293,70, pelo superfaturamente no contrato nº 350/11, firmado, via dispensa licitatória, com a Construtora Terrayama Ltda, para a operação e manutenção do aterro sanitário da cidade.

Referências bibliográficas

Categoria:Políticos de Minas Gerais do século XXI Categoria:Naturais de Mariana Categoria:Prefeitos de Mariana Categoria:Membros do Partido Trabalhista Brasileiro (1979)