Uma hipotética vitória militar das potências do Eixo sobre os Aliados da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) é um tema comum na literatura especulativa. Obras de história alternativa (ficção) e de história contrafactual (não-ficção) incluem histórias, romances, performances e mídia mista que muitas vezes exploram a vida pública e privada especulativa em terras conquistadas pelo eixo, cujos principais poderes eram a Alemanha nazista, o Japão imperial e a Itália fascista.Hoare, Callum. Daily Star. Nazi coin from 'future' FOUND – sparking claims of parallel universe WW3. Retrieved on 15 Oct. 2023
A primeira obra do gênero foi Swastika Night (1937), de Katherine Burdekin, romance britânico publicado antes da Alemanha nazista lançar a Segunda Guerra Mundial em 1939. Romances posteriores de história alternativa incluem The Man in the High Castle (1962) de Philip K. Dick, SS-GB (1978) de Len Deighton e Fatherland (1992) de Robert Harris . As histórias tratam da política, da cultura e das personalidades que teriam permitido as vitórias fascistas contra a democracia e da psicologia da vida cotidiana nas sociedades totalitárias . Os romances apresentam histórias de como os cidadãos comuns teriam lidado com a ocupação militar fascista e com os ressentimentos de estarem sob dominação colonial .
A literatura usa o termo latino Pax Germanica para descrever esses resultados fictícios do pós-guerra. O termo Pax Germanica foi aplicado à hipotética vitória imperial alemã na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O conceito é derivado daquele de Pax Romana e segue a tendência dos historiadores cunharem variantes do termo para descrever outros períodos de paz relativa, seja estabelecida ou tentada, como Pax Americana, Pax Britannica, Pax Sovietica.
Acadêmicos como Gavriel David Rosenfeld em The World Hitler Never Made: Alternate History and the Memory of Nazism (2005), pesquisaram as representações da mídia sobre a 'vitória nazista'. Uma hipotética vitória militar das potências do Eixo sobre os Aliados da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) é um tema recorrente e profundamente explorado na literatura especulativa. Obras desse gênero dividem-se entre a história alternativa (ficção) e a história contrafactual (não-ficção), incluindo contos, romances, performances e mídias mistas. Essas produções frequentemente investigam os desdobramentos da vida pública e privada em territórios globais conquistados pelas principais potências do Eixo: a Alemanha nazista, o Japão imperial e a Itália fascista.
Desenvolvimento Literário A primeira obra notável a explorar esse cenário foi Swastika Night (1937), um romance britânico escrito por Katherine Burdekin, publicado antes mesmo de a Alemanha Nazista deflagrar a Segunda Guerra Mundial em 1939.
Nas décadas seguintes, o subgênero se consolidou com romances de história alternativa aclamados mundialmente, incluindo: The Man in the High Castle (1962), de Philip K. Dick (que inspirou a série de televisão homônima de 2015, notória por retratar a ocupação das principais cidades aliadas, como Vancouver, no Canadá). SS-GB (1978), de Len Deighton. Fatherland (1992), de Robert Harris.
Essas narrativas geralmente abordam a complexa rede de política, cultura e personalidades históricas que teriam viabilizado essas vitórias fascistas contra as democracias liberais. Além disso, aprofundam-se na psicologia da vida cotidiana sob o jugo de sociedades totalitárias, demonstrando como os cidadãos comuns teriam lidado com a brutal ocupação militar fascista e com os profundos ressentimentos de estarem submetidos a uma dominação colonial.
Terminologia e Análise Acadêmica No âmbito literário e acadêmico, convencionou-se o uso do termo latino Pax Germanica para descrever esses resultados fictícios de hegemonia do pós-guerra. O conceito, derivado diretamente da Pax Romana, segue a tendência histórica de historiadores cunharem variantes do termo para descrever longos períodos de paz relativa (seja ela estabelecida pela força ou tentada), a exemplo da Pax Americana, Pax Britannica e Pax Sovietica. O termo Pax Germanica também já foi aplicado historicamente a cenários que analisavam uma hipotética vitória imperial alemã na Primeira Guerra Mundial (1914–1918).
No campo não-ficcional da história contrafactual, especialistas dedicam-se a estudar o impacto cultural e político desse conceito na sociedade. Acadêmicos como Gavriel David Rosenfeld, em sua obra The World Hitler Never Made: Alternate History and the Memory of Nazism (2005), realizaram extensas pesquisas sobre como a mídia e a literatura representam e constroem a memória em torno dessa suposta "vitória nazista".
Categoria:Segunda Guerra Mundial na ficção Categoria:Histórias alternativas