miniaturadaimagem|193px|Urubu-preto (Coragyps atratus): ave epônima da imagem e do golpe financeiro miniaturadaimagem|193px|Um fac-símile da versão original da imagem utilizada nos golpes miniaturadaimagem|193px|Versão memética (ou humorística) da imagem, apresentando-se com uma resolução melhorada (pretensamente em 4K)

Urubu do Pix, também conhecida como Pássaro do Pix, é uma imagem brasileira que ganhou notoriedade devido ao seu massivo compartilhamento em redes sociais como Facebook e WhatsApp (além de uma menor presença no Instagram e TikTok), sendo utilizada originalmente para a aplicação de golpes financeiros por meio do Pix.

Origem e conteúdo

A imagem tem autor e data de criação desconhecidos. Começou a ser fortemente difundida online no período inicial de adoção do serviço de pagamentos brasileiro Pix, sobretudo no ano 2022. Seu conteúdo consistia normalmente do título "URUBU DO PIX", acompanhado da logomarca do sistema de pagamentos; no lado direito, uma fotografia de um urubu-preto (uma edição espelhada de uma obra do fotógrafo belga Philippe Clement, enviada à Internet pela primeira em março de 2006), à cuja esquerda havia uma tabela de trocas (denominada "Tabela Trading" na imagem), a qual informava os valores de retorno para as vítimas (os investidores), sendo exageradamente altos, com o anúncio prometendo transferir de volta até dez vezes o valor original do suposto investimento: R$ 3000 por 300, por exemplo. No canto inferior esquerdo, havia sinais de visto ao lado de três palavras ("Seguro", "Prático" e "Rápido"; uma por linha) que serviam para obter a confiança da vítima, classificando a transação como algo legítimo e conveniente. Uma terceira versão da imagem—a maior de todas, com 18,5 megabytes e 90,25 megapixels (9500x9500)—desta vez já não mais séria (sendo de natureza humorística), incluía também, abaixo das mesmas três palavras, o aviso "Agora em Dólar!" , indicando que o investidor receberia uma soma em dólares ao transferir em reais.

Memetização

No fim, certos fatores—a saber: a própria natureza duvidosa da imagem, os valores absurdamente irreais prometidos em retorno, a própria qualidade da imagem (muitas vezes com resoluções muito baixas), e o inusitado uso de um urubu como "mascote" da "campanha"—acabaram por afetar a utilidade golpista original da imagem, tornando-a coisa cômica, objeto de troça, de modo que passou a fazer parte da cibercultura dos memes brasileiros.

Referências

Categoria:Fenômenos da Internet no Brasil Categoria:Crimes comerciais