O Nordeste Independente (NEI) é uma organização que busca a independência da Região Nordeste do Brasil. É representada pelo economista, engenheiro e professor universitário Jacques Ribemboim, o qual promove o separatismo nordestino desde a década de 1990. Em 2017, o grupo possuía cerca de 57 membros.

História A ideia do movimento surgiu no final da década de 1990, em uma turma de mestrado em Economia da Universidade Federal de Pernambuco.

Entre 1992 e 1994, Jacques Ribemboim criou o Grupo de Estudos sobre o Nordeste Independente (Gesni), cujas ideias são apresentadas no livro de sua autoria Nordeste Independente. O Gesni propunha a secessão e unificação dos estados nordestinos, com exceção da Bahia e do Maranhão, devido às "diferenças culturais" entre essas regiões e o restante do Nordeste. A nova nação seria dividida em 12 estados e receberia o nome de "República do Nordeste". Posteriormente, o Gesni foi sucedido pelo NEI.

Entretanto, há divergências quanto à alegada distinção cultural da Bahia em relação ao restante da região. Diversos estudos históricos apontam que a Bahia exerceu papel formativo no Nordeste, especialmente durante o ciclo do gado, quando a Casa da Torre, no Recôncavo baiano, dominou grande parte do sertão nordestino, lançando os fundamentos da pecuária interiorana e do ofício do vaqueiro (vaqueiro nordestino).Ofício de Vaqueiros. Salvador: Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, 2013. (Coleção Cadernos do IPAC, v. 6). Registro estadual nº 13.150/2011. 94 p.BanDeira, Luiz Alberto Moniz, O feudo: a Casa da Torre de Garcia d’Ávila: da conquista dos sertões à independência do Brasil Além disso, um ritmo comum no nordeste a partir do século XIX denominado baiano ou baião (que tem sua origem na Bahia) influenciou fortemente a música nordestina, foi urbanizado, e popularizado pelo Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, sendo o principal precursor do gênero do forró.Dias, Ivan; Dupan, Sandrinho (2017). O que é Forró?. [S.l.]: Editora da Universidade Federal da Paraíba. A religião afro-brasileira e o sincretismo do candomblé (xangô) também tiveram difusão regional a partir da Bahia.

Em 2016, o NEI e outros movimentos separatistas no Brasil receberam notoriedade após a conclusão do referendo do Brexit. Nas redes sociais, o grupo começou a ser chamado de "Nordexit".

Motivos No livro Nordeste Independente, os motivos para a separação do Nordeste são apresentados, que englobam a vontade natural do separatismo na história de outras nações, a autodeterminação do povo nordestino e o favorecimento econômico e político, combinado com a concentração de renda, das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Além disso, é defendido que a independência do Nordeste promoveria um desenvolvimento mais rápido em seus estados.

Ribemboim afirma que o Nordeste padece pelo "neocolonialismo interno", em que os estados do Sudeste possuem maior poder econômico que os privilegiam sobre os do Nordeste, retirando destes matéria-prima e mão de obra. Em razão disso, ele acredita que a independência seria a melhor solução para a situação.

Ver também

Movimentos separatistas no Brasil Lista de movimentos separatistas

Referências

Categoria:Movimentos separatistas no Brasil Categoria:Região Nordeste do Brasil