The Tortured Poets Department (estilizado em letras maiúsculas, também abreviado como Tortured Poets ou TTPD coloquialmente) é o décimo primeiro álbum de estúdio da artista musical estadunidense Taylor Swift, lançado em 19 de abril de 2024, através da gravadora Republic Records. O álbum foi expandido em um álbum duplo, com o segundo volume com o subtítulo The Anthology lançado de surpresa no mesmo dia. Swift começou a desenvolver The Tortured Poets Department logo depois de terminar seu décimo álbum, Midnights (2022), e continuou durante a The Eras Tour em 2023, sendo produzido pela própria cantora juntamente com Jack Antonoff e Aaron Dessner.
Descrito por Swift como uma "tábua de salvação", ela concebeu The Tortured Poets Department como um projeto de composição crucial em meio à sua crescente fama e ao escrutínio da mídia. Em termos musicais, é principalmente um álbum de synth-pop minimalista, chamber pop e folk-pop com influências de rock e country. A melodia é predominantemente de ritmo médio, impulsionada por sintetizadores e baterias eletrônicas ao lado de piano e guitarra. As canções refletem sobre sua vida pública e privada, explorando tumulto e tristeza através de temas como autoconhecimento, ilusão, raiva, luto e humor. Post Malone e Florence and the Machine são os convidados do projeto.
The Tortured Poets Department gerou opiniões divergentes entre os críticos quando foi lançado: a maioria dos críticos elogiaram a composição catártica de Swift pela sua ressonância emocional e inteligência, mas alguns consideraram que era longo demais e sem profundidade. Os jornalistas atribuíram a recepção mista à fama de Swift, priorizando fofoca e sensacionalismo em vez de avaliação artística. Algumas avaliações subsequentes apreciaram as nuances musicais e líricas que surgiram após ouvirem mais vezes. Com seis indicações na 67.ª edição do Grammy Awards em 2025, Swift se tornou a artista mais indicada na categoria Álbum do Ano, com sete indicações no total.
Comercialmente, o álbum registrou vários recordes, tanto em vendas quanto em streaming. Ele registrou o maior número de streams globais em um único dia e em uma única semana para um álbum no Spotify, e liderou as paradas de diversos territórios da Europa, Ásia-Pacífico e Américas. Nos Estados Unidos, The Tortured Poets Department estreou em primeiro lugar na Billboard 200, vendendo 2,6 milhões de unidades na primeira semana, marcando a maior semana de vendas de Swift e o seu sétimo lançamento a estrear com mais de um milhão de unidades. Suas faixas fizeram de Swift a primeira artista a ocupar as 14 primeiras posições da Billboard Hot 100, com o primeiro single "Fortnight" no topo. A partir de maio de 2024, Swift renovou o repertório da The Eras Tour para incluir canções de The Tortured Poets Department.
Antecedentes e concepção Swift lançou seu décimo álbum de estúdio, Midnights, em 21 de outubro de 2022, alcançando amplo sucesso comercial e crítico. Em 2023, ela lançou duas regravações, Speak Now (Taylor's Version) e 1989 (Taylor's Version), como parte de seu projeto de regravação. Em 4 de fevereiro de 2024, durante o Grammy Awards, onde Midnights estava indicado, Swift insinuou o lançamento de um novo álbum ao mudar suas fotos de perfil em suas contas nas redes sociais para preto e branco. Os fãs especularam que ela estava se preparando para lançar Reputation (Taylor's Version), uma regravação de seu sexto álbum de estúdio, Reputation (2017). O site de Swift também apresentou problemas técnicos, exibindo um código de estado HTTP não normalizado incomum 321, juntamente com o código de erro "hneriergrd", que os fãs decifraram como sendo um anagrama para "pista falsa". O código-fonte do site continha palavras que não estavam em inglês.
Em 4 de fevereiro de 2024, Swift ganhou o Grammy de Melhor Álbum Vocal de Pop e Álbum do Ano por Midnights; em seu discurso de aceitação para o primeiro, ela anunciou um novo álbum de estúdio no qual havia trabalhado desde 2022, intitulado The Tortured Poets Department, com lançamento previsto para 19 de abril de 2024. A capa do álbum foi publicada em suas redes sociais, juntamente com uma foto de uma nota manuscrita, que incorporava traduções em inglês das palavras do código-fonte. E então eu entro com evidências / Meu brasão manchado / Minhas musas, adquiridas como hematomas / Meus talismãs e encantos / O tique, tique, tique das bombas de amor / Minhas veias de tinta preta / Vale tudo no amor e na poesia...Atenciosamente, a presidente do Departamento dos Poetas Torturados. A ausência de um apóstrofo no título oficial, como em The Tortured Poets' Department, gerou um debate sobre correção gramatical. Especialistas explicaram que Swift usou Tortured Poets como um substantivo atributivo, similar ao uso em Dead Poets Society, filme dramático de 1989, e não como um substantivo possessivo que necessitaria de um apóstrofo. A capa do álbum, fotografada pela fotógrafa norte-americana Beth Garrabrant, é uma foto glamorosa em preto e branco de Swift deitada em uma cama, usando lingerie preta: um top transparente e short de cintura alta, das marcas de moda The Row e Yves Saint Laurent. Tanto a arte quanto o título foram parodiados por diversas marcas, organizações, times esportivos e franquias, inspirando inúmeros memes. A mídia descreveu a estética visual do álbum como dark academia.
Swift descreveu The Tortured Poets Department como uma "tábua de salvação"—algo que ela sentia que "realmente precisava" fazer. Ela começou a conceber o álbum imediatamente após entregar Midnights à sua gravadora, Republic Records, e continuou trabalhando nele em segredo durante a etapa norte-americana da The Eras Tour em 2023. Enquanto criava o álbum, sua vida amorosa continuou sendo amplamente abordada pela imprensa, que noticiou seu envolvimento com o ator Joe Alwyn, o cantor Matty Healy e o jogador de futebol americano Travis Kelce. Segundo Swift, a criação do álbum confirmou o papel crucial da composição em sua vida. Ela declarou: "nunca tive um álbum em que precisasse mais de composição do que em Tortured Poets". Em uma postagem no Instagram anunciando o lançamento do álbum, Swift descreveu-o como "uma antologia de novos trabalhos que refletem eventos, opiniões e sentimentos de um momento fugaz e fatalista, um momento que foi, ao mesmo tempo, sensacional e triste em igual medida".
Composição Temas e letras
The Tortured Poets Department é composto por 16 faixas na edição padrão e apresenta dois artistas convidados—o rapper estadunidense Post Malone em "Fortnight" e a banda britânica de indie rock Florence and the Machine, liderada pela cantora e compositora Florence Welch, na canção "Florida!!!". O álbum foi principalmente escrito e produzido por Swift em colaboração com seus parceiros de longa data Jack Antonoff e Aaron Dessner; Malone e Welch também co-escreveram suas respectivas colaborações com Swift.
O álbum tem suas raízes na composição pessoal, explorando as reflexões de Swift sobre os eventos em sua vida privada e pública. Ela se inspirou em seus relacionamentos tumultuados e na percepção pública de sua celebridade para criar narrativas líricas que são confusas, desinibidas e sem restrições, contendo referências pessoais através de alusões e nomeações. O tema principal é a desilusão amorosa, expressa por meio de temas variados como delírio, raiva, luto e morte. Enquanto as letras evocam sentimentos vulneráveis e devastadores, também incorporam humor e hipérbole. Swift considerou o álbum um exercício catártico e descreveu o conteúdo como "fatalista", com temas predominantes de "desejo, saudade, sonhos perdidos".
Os críticos caracterizaram The Tortured Poets Department como um álbum pós-término de relacionamento. Ann Powers, da NPR, observou que ao longo do álbum "Swift está explorando como ocorre a violência emocional". O professor de música Samuel Murray, para o The Conversation, opinou que o álbum usa o melodrama como um dispositivo narrativo "para celebrar a vulnerabilidade emocional, compartilhando seus pensamentos mais íntimos". Callie Ahlgrim, do Business Insider, descreveu o conteúdo do álbum como "o mais confuso, sensual e engraçado de Swift". Para o The Independent, Helen Brown sugeriu que a composição de Swift se baseia em suas raízes na música country para explorar narrativas ricas em detalhes. Enquanto alguns críticos argumentaram que o álbum é autobiográfico, Shaad D'Souza, do Pitchfork, observou que ele transita entre o confessional e a narrativa fictícia.
Estrutura musical A parte padrão do álbum é principalmente synth-pop, com uma produção de andamento médio que incorpora sintetizadores sutis e baterias eletrônicas espaçadas. Os críticos consideraram a produção minimalista, e compararam essa abordagem sonora baseada em sintetizadores ao som do álbum anterior de Swift, Midnights. Igor Bannikov, da PopMatters, descreveu como "simplista, com toques indies e quase abafado". Alexis Petridis, do The Guardian, escreveu que também apresenta "o pop-rock brilhante influenciado pelos anos 80" do álbum de 2014 de Swift, 1989, enquanto Will Hodgkinson, do The Times, descreveu o álbum como uma mistura de synth-pop e power ballads dos anos 1980. Swift canta principalmente em seu registro vocal mais baixo para entregar versos conversacionais semelhantes a rap. Samuel Murray, do The Conversation, analisou que o álbum utiliza alguns dos recursos familiares de Swift, como melodias de uma única nota e uma entrega recitativa que segue o ritmo da fala comum.
Várias faixas apresentam uma instrumentação mais simplificada, impulsionada por piano ou guitarra, com estilos de diversos gêneros; "But Daddy I Love Him" e "Guilty as Sin?" incorporam baterias ao vivo e influências do country e do rock, "Down Bad" evoca R&B em suas mudanças dinâmicas e cadências, "Fresh Out the Slammer" traz guitarras elétricas do Western-rock, e "I Can Fix Him (No Really I Can)", "Florida!!!", e "Who's Afraid of Little Old Me?" experimentam o country gótico. Tyler Foggart, do The New Yorker, descreveu The Tortured Poets Department como uma mistura de dream pop e country gótico com algumas "vibes country", enquanto Josh Kurp, do Uproxx, considerou o álbum sem gênero definido.
A segunda parte do álbum duplo, intitulada The Anthology, é composta principalmente por baladas de piano de chamber pop e folk-pop. Swift e Dessner produziram a maior parte do segundo volume, que possui um som acústico e voltado para o folk, com instrumentação de violão acústico dedilhado, piano suave e sintetizadores sutis, comparado pelos críticos ao som dos álbuns de Swift de 2020, Folklore e Evermore. Neil McCormick, do The Daily Telegraph, argumentou que esse som mais suave permite uma abordagem mais sutil nas letras, que exploram estudos de personagens de Swift ("Cassandra", "Peter", "Robin") e autorreflexão ("The Albatross", "The Bolter", "I Look in People's Windows", "I Hate It Here").
Lançamento e promoção Após o anúncio no Grammy, Swift revelou a lista de faixas da edição padrão nas redes sociais em 6 de fevereiro de 2024. Durante os shows da The Eras Tour na Austrália e em Singapura, ela anunciou quatro edições físicas, cada uma nomeada com o título de uma faixa bônus correspondente: "The Manuscript", "The Bolter", "The Albatross" e "The Black Dog". Swift fez uma parceria com a Target para lançar uma edição exclusiva em vinil colecionável chamada "Phantom Clear".