Maria Manuela Furtado (4 de junho de 1935 - 3 de setembro de 2021) foi uma apresentadora e locutora da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e a primeira mulher a ocupar um cargo na direção na RTP, de que foi diretora das Relações internacionais durante 20 anos.
Foi a primeira porta-voz do júri português do Festival Eurovisão da Canção, entre as edições de 1964 e 1969, falando fluentemente francês e inglês.
Foi ainda a primeira mulher a presidir ao júri do Rose d'Or, em 1991.
No Festival RTP da Canção 1999 foi a presidente do júri nacional.
De 2013 a 2016, foi, por eleição, presidente da direção da ASAS - Associação para Serviços de Apoio Social, instituição particular de solidariedade social, dirigida à terceira idade, mas que, para além do lar residencial, centro de dia e apoio domiciliário facultado aos seus utentes, igualmente desenvolveu ajuda à comunidade em situações de crise ou catástrofe, sendo de destacar a atribuição de bolsas de estudo e instrumentos de trabalho, visitas e apoio a bairros carenciados, em Lisboa e na sua periferia, e ainda do subsídio destinado à reconstrução de casas após o grande sismo dos Açores de 1980Conforme cópias das atas da assembleia-geral da ASAS (Associação para Serviços de Apoio Social) e relações dos membros dos órgãos sociais da instituição, enviadas ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e arquivadas naquele departamento governamental, consultadas em 28 de agosto de 2025, bem como aos seus Estatutos publicados no Diário da República n.º 54 (IIIª Série), de 5 de março de 1977. miniaturadaimagem|As dirigentes da ASAS: (em cima da esquerda para a direita) Maria Manuela Furtado e Maria Rosa Gonçalves Ferreira, (em baixo à esquerda) Maria do Pilar Mourão-Ferreira e (em baixo da direita para a esquerda), Maria José Gama e Maria Amélia Furtado Luzes, Lisboa, 15 de novembro de 2012 Vida pessoal Nasceu em 4 de junho de 1935, sendo filha do militar e médico, Diogo Guilherme da Silva Alves Furtado, que foi professor da faculdade de medicina, diretor do Hospital Militar Principal, diretor dos serviços de neurologia dos hospitais civis de Lisboa, investigador do instituto nacional de oncologia, dirigente do Sporting Clube de Portugal e fundador da Casa de Saúde de Carnaxide, de que Maria Manuela Furtado foi coproprietária, por herança do pai.
Era irmã de Maria Amélia Macedo Teixeira Alves Furtado Luzes (1931-2020), enfermeira, política e dirigente associativa, e cunhada de Pedro Rodrigues Formigal Luzes (1927-2012), professor universitário da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa), médico neurologista e psiquiatra, fundador da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo sido seu presidente, bem como foi fundador da Revista Análise Psicológica e seu primeiro diretor, e também diretor da Revista da Associação Portuguesa de Psicologia.
Teve duas filhas: Ana Isabel Furtado Mariano de Carvalho (1954) e Joana Maria Furtado Mariano de Carvalho Marques Guedes, enfermeira-chefe da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo , que, do seu casamento com o político Luís Marques Guedes, lhe deu duas netas: a atriz Mariana Marques Guedes Sacadura (1990) e Catarina Marques Guedes, advogada e diretora de recursos humanos.
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