Joana Barra Vaz é uma argumentista, realizadora, compositora e cantora portuguesa.

Co-fundadora do arquivo A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, em 2011. Argumentista e Realizadora do documentário Meu caro Amigo Chico (2012).

Compositora, letrista e intérprete do EP Passeio Pelo Trilho (2012) e do LP Mergulho em Loba (2016).

Intérprete da canção Anda Estragar-me os Planos de Francisca Cortesão e de Afonso Cabral, no Festival da Canção 2018.

Biografia Joana Barra Vaz é formada em argumento cinematográfico e som para cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto politécnico de Lisboa e pós-graduada em Artes da Escrita na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Possui formação em piano clássico e em fotografia.

Em 2004, transcreveu e traduziu "Uma Lição de Cinema", do argumentista e poeta Tonino Guerra, posteriormente editada na revista Verónica do Citeci (Centro de Investigação em Teatro e Cinema - IPL) e Revista Drama.

Em 2011, funda o arquivo A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, com o realizador Tiago Pereira.

Em 2012, ante-estreia o documentário musical Meu Caro Amigo Chico, do qual é realizador e produtora, escrito em conjunto com Maria João B. Marques, no Indie Lisboa´12. O documentário foi seleccionado para a Mostra Internacional de Cinema de S.Paulo 2012, e seleccionado pelo público para competição, tendo sido exibido em diversos locais da cidade de S.Paulo, Brasil.

Foi realizadora de vídeos para diversas instituições e artistas: Festival Estoril Lisboa, Ricardo Jacinto, Márcia, David Pires, Verão Azul, Cineconchas, entre outros.

Em 2012, estreia-se como compositora e escritora de canções em nome próprio, lançando o Ep Passeio pelo Trilho pela editora Azáfama, iniciando a sua carreira na música. Segundo Lugar do Festival termómetro em 2012, e participante no Talentos Fnac em 2012. Foi convidada por Sérgio Godinho para o espetáculo Liberdade, em 2014, apresentando no Jardim de Inverno do S. Luiz uma previsão do LP Mergulho em Loba, editado em 2016, destacado na imprensa nacional e nas listas de melhores discos do ano.(Público, Sound And Vision, Máquina de Escrever, Sábado, Blitz.

Em 2018, participou no RTP Festival da Canção com a canção Anda estragar-me os planos, dos autores Francisca Cortesão e Afonso Cabral, tendo ficado em sétimo lugar na final.

Em 2022, foi intérprete convidada de "Nem te Vi", do músico Beato em dueto com o mesmo.

Tem-se dedicado à escrita desde 2021: editou crónicas no Público, Rimas e Batidas, Comunidade Cultura e Arte. Trabalhou em argumento em "¿De qué casa eres?" (2024) de Ana Perez Quiroga e "O Palácio de Cidadãos" (2024) de Rui Pires.

Tem sido activista sobre questões de igualdade de género e de sustentabilidade na indústria da cultura.

Obra

OBRA

É a co-autora do arquivo A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, em conjunto com Tiago Pereira, sendo responsável pelas suas características audiovisuais (plano de sequência); filosofia de arquivo vivo e democratização de estilos musicais (360º); adaptação a redes sociais e migração de audiências; narrativa e características comunitárias (open-source; criação de comunidade; anotação geográfica; desenvolvimento de website em mapa, que criou com o designer do projecto em 2011); tendo sido também produtora e realizadora de dezenas de vídeos, em parceria com Ivo Costa e em co-produção com Nélia Marques Martins. No final de 2011, afastou-se do projecto por diferentes visões na defesa dos direitos de autor dos músicos retratados no projecto, entre outras questões.

Em 2012, o documentário musical Meu Caro Amigo Chico, escrito em conjunto com Maria João B. Marques estreou no Indie Lisboa´12. O filme é uma resposta à canção Tanto Mar, do músico brasileiro Chico Buarque, criando um retrato de Portugal pós Revolução do 25 de Abril através das canções e testemunhos de vários artistas portugueses, entre eles: António Zambujo, Couple Coffee, José Eduardo Agualusa, JP Simões, Márcia, Ornatos Violeta e Sérgio Godinho. O documentário tem sido estudado nas academias de Portugal e Brasil e foi exibido em diversos festivais: na Mostra Internacional de Cinema de S.Paulo 2012, seleccionado pelo público para competição; Festival Atlântico da Philharmonie du Luxembourg 2018; IN Edit Brasil 2022; Muvi'14 '18 '19; Muma'19.

No contexto da Pandemia Covid'19, parabenizando Chico Buarque pela atribuição do Prémio Camões, Meu Caro Amigo Chico foi exibido online extraordinariamente e de forma gratuita, em site próprio, entre 25 de Abril e 1 de Maio de 2020. O filme ficou viral no Brasil. Por ocasião do dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, Meu Caro Amigo Chico voltou a ser exibido no Brasil, na Cinemateca Brasileira em S. Paulo e no Consulado Geral de Portugal em S. Paulo, no contexto do Festival In Edit´22.

É autora de canções para TV Rural, e letrista de Turista, de Bernardo Barata.

Em 2012, estreia-se como compositora e escritora de canções em nome próprio, lançando o Ep Passeio pelo Trilho (Ed. Azáfama), produzido por José de Castro e Bernardo Barata, iniciando uma carreira em paralelo na música. O single Vai, dedicado á nova vaga de emigração portuguesa, foi incluído na compilação Novos Talentos Fnac '12, o projecto ficou em segundo lugar do Festival Termómetro, e o disco contou com o apoio da Antena 3.

Em 2016, lança o LP Mergulho em Loba, produzido pela própria com co-produção de José de Castro e de Luis Nunes, editado pela Bi-du-á (que fundou em 2014), do qual sairam os singles Tanto Faz com Selma Uamusse, A Demora, Loba e Casa é Canção. O disco foi apresentado em diversos festivais e palcos pelo país: Vodafone Mexefest, Bons Sons, entre outros palcos.

Mergulho em Loba foi elogiado na imprensa nacional e destacado nas listas de melhores discos do ano de 2016.

Em 2018, Joana foi intérprete da canção Anda Estragar-me os Planos, de Francisca Cortesão e Afonso Cabral, no RTP Festival da Canção 2018, ficando em sétimo lugar na final. A canção foi teve várias releituras por parte de Salvador Sobral, Tim Bernardes, e Clã.

Tem-se dedicado à escrita e ao activismo sobre questões de género e de sustentabilidade na indústria da cultura, sendo autora dos textos E se todo o mundo é (2022) no Jornal Público e Stop, uma floresta virgem musical (2023) no site Rimas e Batidas, O medo de Mulheres e o Medo das Mulheres, na Comunidade Cultura e Arte.

Enquanto argumentista, escreveu também o argumento do documentário ¿De qué casa eres? de Ana Pérez-Quiroga em 2021 e foi consultora narrativa do documentário O Palácio de Cidadãos de Rui Pires.

Em 2025, em conjunto com Daniela Geraldes e Beatriz Pequeno, criou a plataforma SOS Incêndios para dar assistência a bombeiros e população nos incêndios de 2025.

Aguarda-se um novo disco em 2026.

AUTORA + REALIZAÇÃO

Meu Caro Amigo Chico (2012) Documentário Músical

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria (2012) Arquivo

DISCOGRAFIA 2012 - Passeio Pelo Trilho (Ed. Azáfama) EP Apoio Antena 3

2016 - Mergulho em Loba (Ed. Biduá) LP Apoio Antena 3 SINGLES 2012 – Vai (Novos talentos Fnac 2012) 2013 – A Catraia 2014 – O Vento (single duplo + com remix de Tupã Cunun) 2015 – Tanto Faz 2016 – Casa é Canção 2016 – A Demora 2016 – Loba 2018 — Anda Estragar-me os Planos FEAT 2022 – Nem te vi (com Beato)

Referências

Ligações Externas

Site pessoal de Joana Barra Vaz

RTP | Joana Barra Vaz interpreta a canção Anda estragar-me os planos, no Festival da Canção de 2018

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