Paulo Nozolino (Lisboa, 1955) é uma das figuras centrais da fotografia contemporânea portuguesa e mundial. Considerado fotógrafo do escuro, do choque, da violência entre outros temas, afirma que "as fotografias sombrias para si próprio são a realidade".
O seu percurso começa na década de 1970 em Londres, capital do Reino Unido, para onde foi morar. Seguiu-se Paris, em França, a partir do final dos anos 1980 e ao longo dos anos 1990, foi a base para uma longa série de viagens pelo mundo árabe, bem como pela Europa, após a queda do Muro de Berlim.
Livros como "Penumbra" e "Solo" são bons exemplos das suas preocupações políticas com uma sociedade em constante mudança. Regressou a Portugal em 2002, após a exposição antológica "Nada" realizada na Maison Européenne de la Photographie em Paris. Em 2005, o Museu de Serralves, no Porto, convidou-o para uma nova antológica – "Far Cry" – pela primeira vez a mostrar trabalhos de um fotógrafo português.
Artista frontal, Nozolino vê a fotografia da mesma forma que vê a vida, utilizando-a para compreender o mundo e a si mesmo, levando-a aos limites da sua busca, das suas respostas e das suas experiências.
A Imprensa Nacional-Casa da Moeda dedicou-lhe o segundo volume da série Ph., uma coleção bilingue de monografias dedicadas a fotógrafos portugueses contemporâneos. Com textos de Sérgio Mah e Rui Nunes, o livro percorre a obra de Paulo Nozolino desde a década de 1970 com trabalhos realizados nas suas múltiplas viagens.
Em 2022, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian adquiriu duas obras de Nozolino para a sua Coleção: Agrigento e Obs.1.
Os seus trabalhos fotográficos estão em coleções de museus e entidades tão variadas como a Biblioteca Nacional de França, o Maison Européenne de la Photographie, a Coleção FNAC em Paris, o Musée Suisse de l’Appareil Photographique, o Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, a Fundação Casa de Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian, a coleção da Caixa Geral de Depósitos, a Fundação EDP, o London College of Printing, entre muitos outros.
Publicações 1982 - "Para Sempre", edição de autor, Portugal 1989 - "Kuan", Ether, Portugal 1990 - "Fotoporto - Bienal de Fotografia", Fundação de Serralves, Portugal 1996 - "Penumbra", Scalo, Suíça 1997 - "Tuga", Encontros de Fotografia, Portugal 1997 - "Suspiros de Chumbo, Teatro Nacional S. João, Portugal 1998 - "Solo", Vevey, Grand Prix de la Photographie 2001 - "Lisboa", Fundação Oriente, Portugal 2003 - "Nuez", Frenesi, Portugal 2005 - "Far Cry", Steidl 2011 - "Bone Lonely", Steidl 2011 - "Makulatur", Steidl 2015 - "J’étais là", Editions GwinZegal 2018 - "Loaded Shine", Steidl
Prémios 1984 - Prémio de Fotografia, CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal 1988 - Kodak Award, Portugal 1989 - Fundação Leica, França 1994 - Villa Médicis Hors les Murs, Paris, França 1995 - Grand Prix de la Photographie, Vevey, Suíça 1998 - Oskar Barnack Award, Honorable Mention, Arles, França 2005 - Deutscher Fotobuchpreis, Estugarda, Alemanha 2006 - Prémio Nacional de Fotografia, Portugal 2012 - Deutscher Fotobuchpreis, Medalha de Prata, Estugarda, Alemanha 2013 - Prémio Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) para Melhor Trabalho Fotográfico, Lisboa, Portugal
Referências
Ligações externas Paulo Nozolino no Museu de Arte Contemporânea do Luxemburgo Paulo Nozolino no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian
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