As eleições estaduais em Goiás em 1905 ocorreram durante a República Oligárquica, no dia 2 de março daquele ano. Foram eleitos os deputados e senadores estaduais e o presidente (governador) de Goiás. Tal eleição resultou em uma crise política, pois o partido predominante, o Partido Republicano de Goiás, havia dividido-se em dois grupos: o xavierismo, ligado ao ex-presidente e deputado federal José Xavier de Almeida, à frente da política administrativa de Goiás e o bulhonismo, comandado por Leopoldo de Bulhões. O grupo bulhonista homologou seu candidato derrotado, José Joaquim de Sousa, contra o vencedor do pleito, Miguel da Rocha Lima. Tal fato gerou uma dupla administração na presidência do Estado, que foi solucionado por uma Comissão Julgadora do Congresso Nacional do Brasil, cujo relator era o deputado federal por Minas Gerais, Estevão Lobo Leite Pereira; que oficializou a vitória de Lima. O caso seria um dos fatores da Revolução de 1909.
Contexto histórico
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José Xavier de Almeida era um deputado federal e secretário estadual de Goiás, integrante ao principal partido da unidade federativa, o Partido Republicano de Goiás. Ele foi lançado como candidato à presidência do Estado em 1901, apoiado pelo PRG e por Leopoldo de Bulhões; vencendo a disputa e tomando posse. No entanto, José se afastou do bulhonismo, iniciando desde seu casamento com a filha do rival político dos Bulhões, Hermenegildo Lopes de Morais, em 5 de junho de 1902, até às políticas de arrocho financeiro. Compuseram seu governo os seguintes vice-presidentes:
Bernardo Antônio de Faria Albernaz Hermenegildo Lopes de Morais Frederico Ferreira Lemos
As eleições Em 1904, ocorrem as eleições legislativas que elegem a maioria dos grupos situacionistas. Tal fato foi importante pois, esses grupos iriam se aliar ao grupo de Leopoldo de Bulhões, em especial a família Caiado, encabeçada por Totó Caiado. Em 2 de março de 1905, ocorre o pleito eleitoral, vencendo o candidato apoiado por Xavier de Almeida, Miguel da Rocha Lima com 23.404 votos. O grupo de Bulhões, que seria derrotado por Brás Abrantes na disputa senatorial em 1906, homologou a vitória de seu candidato, José Joaquim de Sousa, criando uma duplicidade na presidência, uma crise de dois presidentes.
Comissão Julgadora do Congresso Nacional do Brasil A crise que se sucedeu foi sanada em julho daquele ano, quando enfim o deputado federal mineiro Estevão Lobo Leite Pereira, ao chefiar a Relatoria da Comissão Julgadora do Congresso Nacional, declarou a vitória à Miguel da Rocha Lima e negou o pedido de intervenção federal em Goiás, solicitado por Leopoldo de Bulhões. A questão levaria à uma rechaça futura dos grupos de oposição, a Revolução de 1909, que levaria à renúncia de Rocha Lima e o retorno do grupo político de Bulhões de volta ao poder.
Consultoria Geral da República Por sua vez, a Consultoria-geral da República, órgão que fiscalizava as Juntas Apuradoras e Verificadores de cada unidade federativa, na figura de seu titular Araripe Júnior, declarou que:
Ver também
Xavierismo Revolução de 1909 Partido Democrata (1909) Partido Republicano de Goiás
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