A , também referida como , foi uma reunião dos chefes de governo dos Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte realizada em Vilnius, capital da Lituânia de 11 a 12 de julho de 2023. Terceiro encontro multilateral presencial do grupo após a pandemia de COVID-19, a cimeira teve como agenda principal os impactos humanitários e econômicos da Guerra Russo-Ucraniana e as propostas de adesão de Suécia e Ucrânia à aliança de defesa.
Cimeira A maioria das delegações convidadas - incluindo o Presidente estadunidense Joe Biden e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky - desembarcaram em Vilnius na segunda-feira anterior ao evento. À noite, o Secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg liderou uma reunião bilateral entre o Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan e o Primeiro-ministro da Suécia Ulf Kristersson. Após uma longa e cansativa rodada de negociações, Stoltenberg anunciou que Erdoğan havia finalmente concordado em apoiar a adesão da Finlândia à organização "o mais rápido possível".
Logo em seguida ao anúncio, o Premiê húngaro Viktor Orbán também anunciou o fim de suas objeções à adesão da Suécia ao grupo e apoiaria a entrada de ambos os países na organização nos meses seguintes.
Em 11 de julho, numa das principais negociações anunciadas para a cimeira nos meses precedentes, os representantes dos Estados Bálticos (Estónia, Lituânia e Letônia) assinaram um acordo de cooperação militar e econômica que cria um espaço aéreo conjunto entre todos os três países. O acordo tem como principal objetivo permitir uma maior contraofensiva aérea da OTAN em apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia. Segundo a OTAN, a criação de um espaço aérea conjunto entre os três países banhados pelo Mar Báltico permite a utilização das bases militares destes locais pelas forças enviadas pelos demais Estados-membros.
No mesmo dia, os representantes de onze nações presentes assinaram um memorando com a Ucrânia para constituir uma coligação de treinamento de caças F-16. Como parte do memorando assinado entre as nações, pilotos, técnicos e equipes de apoio da Força Aérea da Ucrânia terão parte de um extensivo programa de treinamento. A coligação consistiu em Bélgica, Canadá, Dinamarca, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, Romênia e Suécia. De acordo com o Secretário de Defesa estadunidense Lloyd Austin, Dinamarca e os Países Baixos assumiram a liderança das negociações que culminaram a coligação e as duas nações também seriam as principais a enviar equipe de treinamento.
Stoltenberg afirmou que a Ucrânia não irá aderir à organização enquanto o conflito com a Rússia não chegar a uma conclusão e que a cimeira não representa um convite formal para o país, apesar de alguns Estados-membros dividirem-se quanto à questão. Apesar da resistência de alguns países membros da organização, Zelenskyy manteve sua posição sobre a adesão de seu país à OTAN logo após a resolução do conflito com a Rússia. Algumas nações da organização defendem que uma adesão da Ucrânia imediatamente após o conflito poderia elevar a insatisfação das autoridades russas levando a uma nova tensão diplomática entre os dois países. Stoltenberg sugeriu alternativamente a criação de um programa de apoio financeiro à Ucrânia nos anos após a guerra quando esta vier ao fim.
Participantes A cimeira contou com a participação de representantes dos 32 Estados-membros da OTAN, sendo 11 chefes de Estado e 19 chefes de governo. Além destes líderes habituais, 11 líderes adicionais tiveram participação nas reuniões do evento como representantes de países que não integram a organização mas que constituem alianças estratégicas na condição de "Convidados".
A Cúpula de Vilnius foi a primeira a contar com a participação do Primeiro-ministro búlgaro Nikolai Denkov, o Presidente croata Petr Pavel, o Primeiro-ministro esloveno Robert Golob e a Primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Eleita em setembro de 2022, Meloni foi também uma das cinco mulheres presentes na cimeira juntamente com a Primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, a Presidente da Eslováquia Zuzana Čaputová, a Primeira-ministra da Estónia Kaja Kallas, Primeira-ministra islandesa Katrín Jakobsdóttir e a Presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen.
Convidados
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