miniatura|200px|A Microrregião do Salgado A microrregião do Salgado Paraense é parte integrante da Mesorregião do Nordeste Paraense, e compreende 11 cidades da costa do Pará: Colares, Curuçá, Magalhães Barata, Maracanã, Marapanim, Salinópolis, São Caetano de Odivelas, São João da Ponta, São João de Pirabas, Terra Alta e Vigia.

Características geográficas O Salgado Paraense está localizado entre a foz do rio Pará e a foz do rio Gurupi, com ecossistemas que incluem manguezais.

Histórico A origem das principais cidades do Salgado Paraense remonta ao século XVII, com a fundação de Salinópolis (1693) e Vigia (1698); no Período pombalino (século XVIII), as antigas missões jesuítas foram elevadas à condição de vilas e receberam nomes portugueses, como Colares, em 1757. A mudança de status, apenas formal, terminou por desestruturar a organização produtiva criada pelos religiosos (expulsos por ordem do Marquês de Pombal) contribuindo para o esvaziamento populacional da região.

Características econômicas Inserido na Amazônia Atlântica, o Salgado apresenta como principais atividades econômicas a pesca artesanal e o turismo, sendo este último melhor estruturado na cidade de Salinópolis, que é considerada a cidade-polo da região devido ao seu PIB e as suas taxas de IDH, com festividades de cunho religioso e profano, como o carnaval em Curuçá e Vigia. A pesca industrial, voltada para a exportação, está em expansão na região, o que tem causado impacto negativo junto aos pescadores artesanais.

A região compreende ainda as reservas extrativistas Mãe Grande de Curuçá, São João da Ponta, Caeté-Taperaçu, Tracuateua, Araí Peroba, Gurupi-Piriá, Chocoaré-Mato Grosso e Soure, onde predominam atividades ligadas ao artesanato, pesca artesanal e cata do caranguejo (ou de mariscos).

Há ainda exploração da fruticultura nos municípios de Colares, São Caetano de Odivelas e Vigia, principalmente de banana da variedade pacová, de alta produtividade e elevada resistência a doenças.

Localidades do Salgado

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