Ricardo de Oliveira Costa (Marília, 30 de julho de 1970), também conhecido como Ricardo Polegar, Ricardo Costta ou Ricardo Maia, é um músico e político brasileiro conhecido por ter sido baterista da banda Polegar.
Biografia Conforme informou em uma Live (videoconferência) de 2 de outubro de 2020, mesmo tendo frequentado igrejas evangélicas e centros espíritas, sua orientação religiosa é o espiritualismo. Sua família sempre foi de situação bem humilde.
Tanto pela situação social da família quanto pelo temperamento instável, explosivo, impulsivo e autoritário, Ricardo não teve visibilidade no meio estudantil, vindo a ser um aluno mediano e reprovando alguns anos escolares, até vir a largar os estudos. Outro fator que contribuiu para sua inexpressividade estudantil foi que sua família constantemente se mudava durante sua infância (chegou a morar em várias cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo).
Segundo relato do próprio Ricardo em sua rede social, descobriu aos 5 anos que aquele que chamava de pai não era seu pai biológico. A crença é de que Ricardo seria filho ilegítimo de um "fazendeiro muito rico" e sua mãe teria sido empregada de sua fazenda.
Em meados de 1984, o apresentador e empresário Gugu Liberato (que se desdobrava entre sua carreira televisiva e também comandava programas nas rádios América — hoje Rádio Canção Nova —, comandando o Viva Feliz e Capital, transmitidos por diversas emissoras de rádio do Brasil), inspirado no sucesso avassalador da boy band porto riquenha Menudo, criou a Produtora Promoart e lançou o grupo Dominó (1984-2009) durante o programa Viva a Noite.
Com o impacto da onda Boys Band, Ricardo decidiu buscar fama e (de acordo com declarações em seu blog e depoimentos em rede social) teria iniciado sua busca pelo estrelato em meados de 1986/87 participando de vários processos seletivos de emissoras. Mesmo tendo ido fazer teste para outro programa (Eu Quero Ser Artista), acabou sendo redirecionado para participar como figurante no programa Viva Noite da antiga TVS (atual SBT) e após isso vindo a ser chamado esporadicamente (a partir de 1987) para participar trabalhando como ajudante e animador de palco da caravana Viva Noite. Foi desempenhando esta função que conheceu Gugu e acabou se aproximando e estreitando laços com o apresentador.
Em declaração feita pelo próprio Ricardo, seu contato com Gugu iniciou intensamente aos 16 anos, vindo a render jantares, passeios e presentes por parte de Gugu. Em 1988 Gugu idealizou a formação de uma segunda boy band e, para se diferenciar do Dominó, os integrantes portariam instrumentos (em programas de auditório, o baterista Ricardo tocava apenas um prato, em vez da bateria inteira). Gugu criou então o grupo Garotos da Cidade através da mesma produtora Promoart, e convidou seu então amigo, Ricardo, juntamente com outros quatro integrantes selecionados pessoalmente por Gugu, iniciando sua vida musical atuando como baterista. Após 6 meses o grupo viria a mudar seu nome, vindo a adotar o nome Polegar ainda em 1988/89 e duraria mais 5 anos (segundo relato do próprio Ricardo). Uma curiosidade é que as músicas não eram de autoria de nenhum dos integrantes mas sim de um grupo mexicano de nome Timbiriche, que começou em 1982 e se desintegrou em 1994.
Utilizando-se da mesma estratégia aplicada no grupo Dominó, Gugu insere o grupo Polegar no programa Viva a Noite levando a Boy Band a conquistar vários recordes de venda em 1989. Nisso Ricardo já teria seus 19 anos e o despreparo financeiro, imaturidade e impulsividade o levam a gastar inconsequentemente todo seu cachê. Carros de último tipo, Jet Skis, baladas e mulheres acabaram se tornando itens vitais em suas prioridades.
No mesmo ano (1989) Ricardo teve um suposto relacionamento com a apresentadora Mara Maravilha que durou aproximadamente 8 meses. Mara desmentiu o fato mas, aparentemente, nesta época, Ricardo teria levado Mara ás pressas para o hospital mediante um “aborto espontâneo”. Mara declarou que realizou sim um aborto proveniente de um relacionamento de pouquíssimos meses de um rapaz de nome “Antônio”. Ricardo não desmentiu que ele mesmo poderia ter sido o pai.
Com visibilidade nacional, o temperamento agressivo e abusivo de Ricardo é exposto e publicado em inúmeras mídias como é o caso relatado na revista Amiga de 27 de Outubro de 1992 onde o então diretor artístico da Promoart, Luiz Carlos Fernandes relatou que “esse garoto (Ricardo) vive aprontando. Além dos problemas já conhecidos pela imprensa, Ricardo brigou de soco com Alan (outro integrante do Polegar), agrediu o segurança de Roberta Miranda e ameaçou pegar de faca o segurança de um hotel. Agora atacou (pelas costas) nosso funcionário Luiz Alberto Pereira, motorista e responsável pelo Polegar em Shows”.http://revistaamiga-novelas.com/2014/06/amiga-n-1173-271092.html
Na ocasião, o diretor da Promoart foi entrevistado enquanto fazia um Boletim de Ocorrência contra o próprio Ricardo na 7ª Delegacia de Polícia de São Paulo devido a essa agressão, e ainda relatou que o artista era “maluco, gosta de escândalos e, entre outras coisas ‘já foi advertido (anteriormente) 15 vezes por atrasos em compromissos. [...] Assim como Luiz Alberto, os músicos Marcelo, Alan, Alex e Andrezinho, do Polegar, também tem queixas de Ricardo, com quem nem conversam mais [...], ‘na verdade, eles não querem mais Ricardo no grupo...”.
Boatos no YouTube dão conta que, durante o auge do Polegar, Ricardo ficava na porta de colégios de Mogi das Cruzes com “carrões” paquerando meninas. Reportagens também da Revista Amiga informam que Ricardo foi preso praticando rachas de carro, tendo sido encontrado uma arma no carro.
Mesmo diante de inúmeros casos relatados (e mesmo os não divulgados), Gugu consegue manter Ricardo no grupo. O que motivou Gugu a não afastá-lo ainda é caso de especulação.
A partir de 1992 (devido fama e visando maior visibilidade) os integrantes do grupo polegar são chamados para participar de alguns filmes, contracenando com outros atores, cantores e apresentadores brasileiros. É neste mesmo ano (19 de agosto) que nasce sua primeira filha, Priscilla Lopes Zaborszky Costa, filha de Aryadne Lopes Zaborszky Zabor.
Com incentivo de Gugu (que já previa o fim do grupo), Ricardo finaliza o ensino médio e, supostamente, em 1993 conclui o curso de Ator, vindo a participar de poucas peças.
Em 1994 o grupo Polegar é extinto pela primeira vez. Alan Frank passa em medicina, vindo a se tornar médico oftalmologista, já tendo trabalhado também como oficial da Aeronáutica. Denis Schlang Alves (irmão de Alan Frank) se formou em direito e atualmente é delegado e professor universitário na cidade de Concórdia (SC), ainda atuou como oficial da Marinha. Marcelo Souza seguiu a carreira de Advogado. Bem-sucedido, ele mantém um escritório na cidade de Barueri (SP), que conta com filial na Europa. Alex Gill permanece no meio musical, sendo reconhecido como multi-instrumentista, compositor e produtor musical. Rafael Ilha permanece como ator, cantor, músico, apresentador e repórter.
Ricardo ainda relata ter iniciado seus estudos em direito no ano de 1994 na Faculdade Brás Cubas (de Mogi das Cruzes) e que teria finalizado em 1999/2000 pela UNESP, unidade Presidente Prudente. Tal informação é duvidosa pois não há registro de sua aprovação no processo seletivo na Faculdade Brás Cubas, muito menos o registro de conclusão junto á UNESP. Outro detalhe é que a unidade da UNESP de Presidente Prudente não oferece nenhum curso na área de Humanas (sendo assim, não há o curso de direito na UNESP de Presidente Prudente).https://www.fct.unesp.br/#!/ensino/graduacao/cursos/ Já em seu Instagram, Ricardo informa ter concluído seus estudos em 2000 pela UNOESTE, onde também não há registro algum de emissão de diploma. Mas, a comprovação crucial é constatada no site da UOL referente sua candidatura à vereador em 2012 na cidade de Mogi (SP) onde o Grau de Instrução informado é “Ensino Médio Completo” e não “Superior”. Mesmo não possuindo comprovação (diploma), Ricardo continua afirmando ser advogado.
Não há registros expressivos entre os anos de 1994 a 2002, vindo somente a desempenhar funções de pouca visibilidade como locutor de rádio, “diretor” de eventos, aparições durante a madrugada em programas de televisão. Tudo isso enquanto tentava se estabelecer entre Presidente Prudente e cidades do ABC Paulista. O único fato mais relevante deste intervalo é o nascimento de sua segunda descendente Larissa Rosas Perine Oliveira Costa em 1997, filha de Leda Marta Perine Rosas.
Em 2003 Ricardo supostamente começa a estudar violão e guitarra para o relançamento do grupo. Em 2004, Alan, Alex e Ricardo se reuniram com seu amigo Fernando Kitagawa (professor de música, bateria e produtor musical) aproveitando o revival dos anos 80 e retomam o grupo Polegar. Gravaram um novo disco com suas principais músicas em novas versões e fizeram participações em programas de TV. Mais uma vez, em 2005, a banda sai do negócio e cada membro de volta para seguir suas carreiras paralelas.
No dia 13 de agosto de 2003 Mara Maravilha participou de um quadro no programa Superpop (RedeTV!) no qual declarou que seu contato com o ex-polegar (falado anteriormente) tinha sido um lance passageiro, negando também que Ricardo a tivesse levado para o hospital quando teve um aborto espontâneo. No dia posterior, convidado pelo programa, Ricardo compareceu ao programa para dar sua versão. Ele não quis falar sobre a história do aborto, mas levou recortes de jornais da época para provar fatos sobre o namoro (8 meses segundo ele). “Não entendo por que ela nega uma relação que foi tão legal”. É sabido (através de fragmentos de conversas em rede social com outro ex-Polegar) que Ricardo moveu processo judicial contra a emissora (motivo pelo qual não aparece mais na mesma), mas não se sabe em quais termos e nem o que o teria feito desistir de seguir em frente com a ação.
Ainda em 2005, com o segundo término do grupo Polegar, Ricardo tenta formar uma nova Banda, encontrando os integrantes na extinta rede social Orkut. A Banda Orkut tocava músicas nacionais que fizeram sucesso nos anos 80/90/2000. Mesmo com músicos profissionais e única música autoral (Toque Pink)https://www.letras.mus.br/banda-orkut/1087228/ não fez sucesso e a banda chegou a tocar em diversas boates LGBT mas não durou muito.
Segundo próprio relato (em seu blog pessoal) Ricardo diz finalizar o curso de gastronomia em 2006, com incentivo de Gugu. Assim como o “curso de Direito”, este também não tem comprovação. Em Instagram e vídeo, Ricardo informa ser Anhembi Morumbi a instituição cursada, mas este curso (bem como o de Direito) também não foi citado no momento de sua candidatura, segundo site das Eleições de 2012 da UOL.
Em julho de 2007 Ricardo comparece ao programa de Márcia Goldschmidt (Rede Bandeirantes) expondo estar passando por necessidade e que queria “trabalhar, fazer show, montar banda” ou trabalhar na TV, ou mesmo em restaurante. Durante o programa, emitido ao vivo, um tal “Márcio” (se dizendo amigo a 17 anos de Ricardo) liga para o programa e fala que não sabia que Ricardo estava passando por tal situação e que, inclusive, chamaria a banda do Ricardo (Banda Orkut) para se apresentar em seu bar.https://www.youtube.com/watch?v=nxXSHZKGg8w
Gugu deixa o SBT e estreia na Record no dia 30 de agosto de 2009. Nesta nova emissora, tenta trazer Ricardo para mídia, mas só consegue algumas breves aparições. Nada de substancial ocorre entre os anos de 2006 e 2011, exceto pela única união formal dele com a advogada Anna Cristina Farina Gatolini. Deste casamento nasce seu terceiro descendente (João Pedro) em meados de 2009. O relacionamento não dura muito, mas gera um compromisso que futuramente viria a acarretar problemas para Ricardo, inclusive prisão por não pagamento de pensão.