María Izquierdo, nascida María Cenobia Izquierdo Gutiérrez (San Juan de los Lagos, 30 de outubro de 1902 - Cidade do México, 2 de dezembro de 1955) foi uma pintora mexicana. Ela é conhecida por ser a primeira mulher mexicana a ter sua arte exibida nos Estados Unidos. Ela dedicou sua vida e carreira à arte que exibia suas raízes mexicanas e se manteve entre artistas mexicanos famosos como Diego Rivera, José Clemente Orozco e David Alfaro SiqueirosFerrer, Elizabeth (1997). The true poetry : the art of María Izquierdo. New York: Americas Society. ISBN 1-879128-15-2..
Biografia María Izquierdo casou-se aos quatorze anos com um militar, com quem teve três filhos, tendo se divorciado posteriormente, fato considerado incomum para a época. Aos 25 anos, ingressou na Academia Nacional de Belas Artes, onde seu trabalho chamou a atenção de Diego Rivera, então diretor da instituição. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1929, na Galeria de Arte Moderna, na Cidade do México.
No ano seguinte, apresentou seus trabalhos no Arts Center de Nova York, tornando-se a primeira mexicana a realizar uma mostra no país. Em 1945, María foi convidada pelo Governo para pintar um mural em uma escadaria do Palácio do Distrito Federal, mas o projeto foi cancelado após interferência de Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros. O episódio teve grande impacto em sua vida profissional e pessoal.
A artista faleceu em 1955, em decorrência de uma embolia.
Obras Inspirada por sua infância no campo, a artista trabalhou com diversos temas, como cenas circenses, paisagens, retratos, autorretratos, figuras alegóricas, naturezas-mortas e altares. Em suas obras, as mulheres aparecem como protagonistas, fortes, audazes, sagazes e corajosas, em oposição aos estereótipos femininos da época, que valorizavam a abnegação, a pureza e o pudor. Alguns de seus trabalhos foram:
1947 - Sueño y presentimiento – óleo sobre tela, coleção particular. 1940 - Autorretrato – óleo sobre tela, Blaisten Collection Museum, Cidade do México. 1937 - Alegoría de la libertad – aquarela sobre papel, Blaisten Collection Museum, Cidade do México. 1936 - Alegoría del trabajo – aquarela e têmpera sobre papel, Blaisten Collection Museum, Cidade do México. 1932 - Amazona blanca – aquarela e guache sobre papel, Blanton Museum of Art, Texas.
1928 - Retrato de Belem – óleo sobre tela, Blaisten Collection Museum, Cidade do México.
Reconhecimento Em 2021, mais de cem mulheres se reuniram para recriar o mural que María Izquierdo deveria ter pintado. Intitulado “O mural que deveria ter sido”, o trabalho foi realizado no bairro de Jalatlaco, em Oaxaca de Juárez, e foi uma recriação e protesto. A ação baseou-se nos esboços originais da artista, mas excluiu as figuras masculinas presentes na proposta inicial. No total, 160 mulheres participaram do projeto, das quais 110 atuaram diretamente na pintura. Entre as participantes estavam historiadoras, curadoras e outras profissionais das artes, muitas não eram pintoras. As organizadoras pretendem que, futuramente, pintoras profissionais executem no mesmo local o mural que María Izquierdo não chegou a realizar, o qual permanece vazio até hoje.
A artista também foi reconhecida como a primeira pintora mexicana a ter uma exposição individual nos Estados Unidos.
Ver também Autorretrato feminino na pintura
Categoria:Pintoras do México