Huayhuash (possivelmente do quíchua waywash, doninha,Diccionario Quechua - Español - Quechua, Academía Mayor de la Lengua Quechua, Gobierno Regional Cusco, Cusco 2005: achuqalla. - s. Zool. (Mustela frenata Lich.) Comadreja. Mamífero mustélido, semiplantígrado, cuerpo sumamente flexible. SINÓN: ... Pe.Anc: Caj: waywash, mashallu. ou waywashi, esquilo) é uma cadeia de montanhas dos Andes peruanos no entorno das regiões de Âncache, Lima e Huánuco.escale.minedu.gob.pe - UGEL map of the Cajatambo Province (Lima Region) Desde 2002 é uma área protegida da Zona Reservada da Cordilheira Huayhuash.

Geografia miniaturadaimagem|268x268px| A Cordilheira Huayhuash, vista da Estação Espacial Internacional em 2008. A Cordilheira Huayhuash possui 30 km de extensão de norte a sul, incluindo sete picos com mais de 6.000 m, incluindo Yerupajá, que, com 6617 metros, é o segundo pico mais alto do Peru. Outro pico notável, Siula (6.344 m) ficou através das palavras do montanhista Joe Simpson em seu livro Touching the Void. Em comparação com a vizinha Cordilheira Branca, a Cordilheira Huayhuash possui vales mais estreitos e passagens mais altas nas montanhas. Há diversos picos menores ao redor dos cobertos por gelo, e muitas passagens que excedem 5.000 m de altitude. É necessário percorrer uma distância considerável para encontrar terreno abaixo de 3.000 m, mesmo em vales. As áreas vegetadas da cordilheira fazem parte da ecorregião da puna úmida andina central .

Em 2002, o Ministério da Agricultura do Peru declarou a cordilheira de Huayhuash uma "zona reservada" e proibiu certas atividades econômicas, incluindo qualquer mineração futura.

Geomorfologia miniaturadaimagem|A montanha Yerupaja Grande, localizada na Cordilheira Huayhuash. A cordilheira forma uma crista axial serrilhada, coberta de neve e gelo, com cerca de 40 quilômetros de extensão e mais de 5 000 metros de altitude, estendendo-se na direção norte, próxima à longitude 75° 55' oeste, entre as latitudes 10° 4' e 10° 25' sul.

A seção central da crista axial é dominada por um conjunto de seis picos que ultrapassam os 6 000 metros de altitude, incluindo o Yerupajá (6 634 metros), a segunda montanha mais alta do Peru. A partir desse conjunto de cumes elevados, estende-se uma projeção proeminente coberta de neve e gelo, que se prolonga em direção ao sudoeste por cerca de 10 quilômetros.

Etimologia O seu nome provém de Huáyhuash, cujo significado em quéchua corresponderia ao de um tipo de doninha das altitudes; também é conhecido em quéchua como mashallu. Ver o Diccionario de quechua ancashino, de Francisco Carranza.

Hidrografia O sistema hidrográfico da área está dividido em duas vertentes: a vertente do Pacífico, que drena o flanco ocidental através dos afluentes do rio Pativilca; e a vertente amazônica, que drena o flanco oriental através dos afluentes do rio Marañón.

miniatura|280px|Cordilheira Huayhuash vista da estrada Chiquián–Conococha, Áncash. 280px|miniatura|direita|Da direita para a esquerda: Jurau, cumes do Siula Grande e Sarapo, Yerupajá Grande e o Yerupajá; vistos do Paso San Antonio, Lima.

Clima

Em curtas distâncias, a altitude varia enormemente, o que faz com que a temperatura oscile bastante, com climas que vão do semitropical ao polar. Isso é especialmente válido para as áreas elevadas localizadas nas cabeceiras dos vales e nas montanhas. Nos vales mais baixos, o clima é temperado, tornando-se mais quente em direção aos vales dos rios Pativilca e Marañón.

A temperatura média nos vales é de 20 °C durante o dia. À noite, varia entre 5 e 15 °C. A 4 000 metros de altitude, o sol ameniza o frio durante o dia, mas à noite a temperatura pode cair abaixo de 0 °C.

As precipitações normalmente começam no mês de outubro e se estendem até março. Na estação de Aquia (3 200 m s.n.m.), registraram-se entre 618 e de precipitação anual (1966–1968), enquanto em Chiquián () foram registrados em 1970.

Flora e fauna Assim como a Cordilheira Branca, apresenta grande diversidade de flora e fauna. O Instituto de la Montaña, na cordilheira Huayhuash, identificou 272 espécies de plantas, agrupadas em 148 géneros e 55 famílias. Foram também registadas 61 espécies de aves, 14 mamíferos, dois anfíbios e dois peixes, incluindo espécies de aves ameaçadas de extinção. Há ainda lagos de cor turquesa onde podem ser encontradas trutas.

Existem cinco zonas ecológicas na cordilheira, entre as quais: floresta ribeirinha (bosque de galeria), vegetação arbustiva (matagal), matagais e pastagens de Puna (relvados e pajonais de puna), floresta de montanha, e zonas húmidas e lagos (lagunas e bofedais).

Em 2002, o Ministério da Agricultura do Peru declarou a cordilheira Huayhuash como uma "Área Reservada", proibindo determinadas atividades económicas, incluindo futuras explorações.

Turismo miniatura|280px|Llamac.

É considerada uma das regiões mais pristinas do mundo devido à sua extrema inacessibilidade, pois percorrê-la implica caminhar por terrenos acima dos 4 300 metros. Ao contrário da sua vizinha, a Cordilheira Branca, apresenta baixa afluência de turistas.

Para ingressar na reserva, faz-se escala na pequena cidade de Chiquián, conhecida como a porta de entrada para a cordilheira. A partir daí, segue-se por um caminho transitável apenas em veículos 4x4 até o povoado de Llamac, "Pórtico de Huayhuash". Desde este ponto, pode-se seguir pela rota mais conhecida, Llamac – Pampa Llamac – Jahuacocha, ou pela alternativa Cuartelhuain – Rondoy – Jahuacocha.

A partir dessa região, é possível realizar trekking e ecoturismo. O "Circuito de Huayhuash" leva o caminhante ao redor da cordilheira em cerca de sete dias, sempre ao pé dos nevados e atravessando múltiplas lagunas de origem glaciar.

Huayhuash é também uma área de atração para a prática do andinismo profissional, devido ao desafio de escalar suas paredes e arestas quase verticais, compostas por rocha e gelo, que frequentemente superam em dificuldade os picos da Cordilheira Branca.

Desde a década de 1970, antes mesmo da criação da escola da associação de Guías de Montaña del Perú em Huaraz, um habitante de Llamac já havia alcançado os cumes de Huayhuash. Isso ocorreu graças a uma expedição espanhola que ensinou técnicas de escalada a Primitivo Nazario Antaurco, conhecido como "Chévere" ou "Primish", que alcançou os picos Rasac e Yerupajá em 1971 com o apoio de uma expedição francesa. Seu feito foi reconhecido pelo INRENA e pelo Congresso da República do Peru. Ele também fundou o Clube de Andinismo de Chiquián, o primeiro clube legalmente reconhecido pelo Estado peruano e pelo INRENA, composto por habitantes de Llamac que atuavam como guias e arrieros.

Cabe destacar que, em 1955, Sacarias Ocrospoma foi o primeiro contratante a organizar um grupo para guiar e transportar equipamentos de exploradores; entre os membros estava o jovem Primitivo Nazario. Nesse ano ocorreu a primeira expedição de reconhecimento da cordilheira, cujo acampamento base foi estabelecido na lagoa Carhuacocha, na província de Lauricocha, em Huánuco.

Em 1975, Primitivo Nazario alcançou o nevado Rasac, onde colocou uma fotografia do então presidente do Peru, Juan Velasco Alvarado. Também escalou o nevado Tuco (Chiquián) em comemoração ao aniversário da província de Bolognesi.

Também merece menção Victorino Basilio Huaranga, natural de Llamac, integrante da primeira turma da escola de alta montanha de Huaraz, que se destacou no andinismo peruano ao alcançar cumes tanto em Huayhuash quanto na Cordilheira Branca. Por essas razões, Llamac é considerado pioneiro no turismo e no andinismo na cordilheira Huayhuash. Atualmente, há um grande número de habitantes locais dedicados a esse esporte de aventura, escalando montanhas no Peru e no exterior.

Llamac possui duas belas lagoas, Solteracocha e Jahuacocha. Devido ao efeito de reflexão dessas águas ao pé do Jirishanca, os habitantes locais viam nelas um espelho natural, razão pela qual Llamac recebeu o apelido de "Espelhinho do Céu".

Picos

Os picos mais altos da cordilheira Huayhuash estão listados abaixo.

Yerupajá, Siula, Sarapo, Jirishanca, Yerupaja Chico, Rasac, Carnicero, Rondoy, Seria N, El Toro, Tsacra (or Sacra), Mituraju, Jurau, Trapecio, Huacshash, Suerococha, Huacrish, Ninashanca, Quesillo, Pariauccro, Mitopunta, Seria Punta, Ancocancha, Auxilio, Cuyoc, Huaraca, Pumarinri, Jirishanca Chico, Sueroraju, Rajucollota, Puscanturpa, Jullutahuarco, Sarapococha, Alcay, Paria, Suerococha (Ancash), Suerococha (Cajatambo), Julcán, Gasha,

Trekking A cordilheira se tornou conhecida pela atividade de trekking na forma do Circuito Huayhuash, que é considerado uma trilha desafiadora e, sem dúvida, muito mais exigente do que a famosa Trilha Inca no sul do Peru. Há menos pessoas percorrendo a Cordilheira Huayhuash do que a vizinha Cordilheira Branca. O circuito completo tem cerca de 130 km de extensão e dura entre dez e quatorze dias (dependendo da variante).

A maioria partes das caminhadas e a maioria dos acampamentos estão acima da linha de árvores dos 4000 metros, de modo que a paisagem parece montanhosa, proporcionando vistas amplas. A região conhecida por seus espetaculares lagos glaciais. Há também a presença de fontes termais, mais precisamente na base de acampamento Viconga. A fauna é diversa, e podem ser vistos condores, lhamas, alpacas e viscachas. O trekking tem maior procura nos meses secos de inverno, de maio a setembro, e as cidades de Huaraz e Caraz (a 100 e 167 km de distância) são usualmente os pontos iniciais para contratar a atividade.

Ainda mais desafiador é o Circuito Alpino de Huayhuash, que circunda os picos mais próximos. O circuito Alpino envolve escalada e atravessar geleiras e leva de 8 a 10 dias para ser concluído.

Geologia A região é composta principalmente de calcário, presente com de arenito e ardósia. Essas rochas sedimentares se originaram como depósitos no fundo do oceano, posteriormente elevadas e dobradas por convergência das placas tectônicas . Com o tempo, essas rochas sofreram erosão e adquiriram rachaduras. Fósseis marinhos, como bivalves e amonitas, podem ocasionalmente ser encontrados incrustados na rocha da cordilheira.

Biodiversidade A área preserva pradarias andinas de alta altitude com manchas florestais. Algumas das espécies arbóreas nativas presentes na área são o amieiro andino e as árvores do gênero Polylepis.

Os animais que podem ser encontrados na área incluem o saí-grande (Conirostrum binghami), o azulito-alto-andino (Xenodacnis parina), o pato-das-torrentes, o gato-das-montanhas-andinos, a taruca, o condor-dos-andes, o falcão-peregrino, a galeirão-gigante, etc.

Estado de conservação A Cordilheira Huayhuash é um dos ecossistemas mais frágeis do Peru, mas, felizmente, ainda se encontra praticamente intacta.

O isolamento a que esteve sujeita durante décadas evitou o nível de degradação observado em outras cordilheiras mais acessíveis, como a sua vizinha ao norte, a Cordilheira Branca (no Parque Nacional Huascarán). No entanto, esse isolamento vem diminuindo devido à construção de novas estradas, ao crescimento do turismo e ao aumento da exploração mineira.

Referências

Ligações externas

Cordilheira Huayhuash. - Google Maps Cordilheira Huayhuash. - Mapa interativo.

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