Eurytrema pancreaticum é um verme plano da classe Trematoda, subclasse Digenea. Afeta moluscos e bovinos, mas não causa mal à saúde de seres humanos, direta nem indiretamente.

Descrição O verme foi descrito como Distomum pancreaticum por Jansen, em 1889, e posteriormente movido para o gênero Eurytrema por Looss, em 1907.

Ecologia Tem como hospedeiro intermediário o molusco Bradybaena similaris. O desenvolvimento do verme dentro do molusco leva seis meses, variando de acordo com a época de infecção. Após este período os esporocistos de segunda geração migram para o pneumóstoma.

Tem como hospedeiro definitivo mamíferos, incluindo o boi. Se aloja no fígado do hospedeiro. Não há possibilidade de migração para as glândulas mamárias da vaca.

O verme já foi encontrado em diversos lugares do mundo, como Europa, Madagascar, Ásia e América do Sul. No entanto, não ocorre atualmente no Brasil.

No estágio larval, E. pancreaticum é parasitado pelo hiperparasita Nosema eurytremae (um microsporídio).

Doenças Apesar de informações divulgadas em redes sociais, não há evidências científicas de que este verme possa causar doenças em pessoas. Produtores de conteúdo afirmaram sem provas que o leite produzido por vacas infectadas poderia causar câncer ou diabetes em humanos. A agência Reuters consultou o Instituto Nacional de Câncer (Inca), um oncologista da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), uma mastologista e uma nutricionista, e um professor de parasitologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e todos confirmaram não haver relação entre o verme, o consumo de leite, e as doenças mencionadas.

Categoria:Trematoda