Guadua chacoensis, popularmente conhecida como taquaruçu, é uma espécie de bambu neotropical que ocorre nos estados brasileiros do Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, na Bolivia, Argentina e no Paraguai. Habita as matas e várzeas da Bacia do Rio Paraná.
Distribuição É típico das matas e várzeas do Rio Paraná no Brasil, áreas do Chaco boliviano, leste e centro do Paraguai, nordeste da Argentina e extremo noroeste do Uruguai.
No Brasil está distribuído nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Paraguai vive nos departamentos de Caazapá, Central, Guairá e San Pedro. Está presente no vale do Alto Paraná e seus afluentes; Além disso, é encontrado ao longo da bacia do rio Paraguai. No Uruguai vive no Departamento de Artigas. Na Argentina vive nas costas dos grandes rios das províncias de Formosa, Chaco, nordeste de Santa Fé, grande parte de Corrientes, e Misiones, até o nordeste de Entre Ríos.
Descrição Planta rizomatosa, perene, possui caules de 6 a 20 m de altura e lâminas foliares linear-lanceoladas. Seu diâmetro máximo é de 20 cm. Ela floresce apenas uma vez na vida. Prefere solos profundos, arenosos-siltosos e argilosos; com temperatura média anual entre 18 e 28 Cº, precipitação superior a 1200 mm e umidade relativa de pelo menos 80%. Forma grandes bambuzais próximos a várzeas e rios.
Usos É cortado de 4 a 5 anos após o plantio. É utilizado em construções; proteção de mananciais e matas ciliares de rios e córregos; fabricação de móveis e artesanato; fabricação de laminados, aglomerados, parquetes; fixador temporário de dióxido de carbono. Peças com nó na base servem de recipiente para líquidos e sólidos. Os entrenós contêm água pura que pode ser bebida na floresta. Vassouras artesanais são feitas de galhos laterais do taquaruçu.
Nomes comuns No Brasil: taquaruçu. No Paraguai: tacuarusu. Na Argentina e Uruguai: tacuaruzú e tacuara brava.
Referências
Categoria:Guadua Categoria:Flora do Brasil