O quilombola na Amazônia é a pessoa que reside no quilombo presente na floresta amazônica.

A , Floresta Amazônica, Floresta Pluvial, ou Hileia Amazônica, é uma floresta latifoliada úmida que cobre a maior parte da bacia Amazônica na América do Sul; onde esta bacia (rios Marañon, Solimões, Amazonas) abrange 7 milhões de quilômetros quadrados distribuído por nove país: Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e, Suriname (atual Amazônia Natural).

Inicialmente no período da escravidão o termo quilombola representava os africanos escravizados e os afrodescendentes que fugiram dos engenhos de açúcar, fazendas e pequenas propriedades para formar os vilarejos chamados quilombos, contemporaneamente este refere-se aos descendentes dessas pessoas que foram escravizadas, que vivem em comunidades rurais, suburbanas e urbanas caracterizadas pela agricultura de subsistência e por manifestações culturais que têm forte vínculo com o passado africano.

No Brasil do século XIX os africanos escravizados trabalhavam na coleta do látex, no cultivo de cacau e, na produção de gado na floresta latifoliada Amazônia, principalmente este ultimo nas regiões brasileiras de Óbidos e Santarém, e ao fugirem tinham amparo nas aldeias indígenas (apoio aos escravizados em fuga). Atualmente estas comunidades preservam a história e a resistência deste povo traficado. A formação de quilombos ocorreu junto com o aumento do cultivo de cacau. Na Amazônia brasileira uma região é reconhecida como comunidade quilombola através do processo identificação da remanescência quilombola, assim este título oferece o direito às políticas públicas.

Comunidades tradicionais As comunidades tradicionais são grupos que possuem uma cultura diferenciada da cultura predominante local, que mantêm um modo de vida intimamente ligado ao meio ambiente natural em que vivem. Através de formas próprias: de organização social, do uso do território e dos recursos naturais (com relação de subsistência), sua reprodução sócio-cultural-religiosa utiliza conhecimentos transmitidos oralmente e na prática cotidiana. As relações de produção e de sobrevivência, as características:

Dependência da natureza, constroem o "modo de vida" a partir dos ciclos naturais e os recursos naturais renováveis. Esse conhecimento é transferido entre gerações por via oral; Noção de território onde o grupo se reproduz econômica e socialmente; Moradia nesse território por várias gerações, ainda que alguns membros individuais desloquem-se para os centros urbanos e depois retornam para a terra dos antepassados; Predominância da atividades de subsistência, ainda que o comércio possa ser desenvolvido; Reduzida acumulação de capital; Importância dada à unidade familiar e às relações de parentesco ou de compadrio para o exercício das atividades econômicas, sociais e culturais; Importância de rituais associados à caça, à pesca e extrativismo; Uso de tecnologia simples, de impacto reduzido sobre o meio ambiente Reduzida divisão técnica e social do trabalho, sobressaindo o trabalho artesanal. Onde o produtor e sua família, dominam o processo de trabalho até o produto final; Fraco poder político, que em geral reside com os grupos de poder dos centros urbanos; Auto identificação ou identificação pelos outros de pertencer a uma cultura distinta da maioria.

Em 2007, as comunidades tradicionais foram reconhecidas oficialmente pelo Governo do Brasil (decreto 6 040 de 7 de fevereiro). Através da política de desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais (PNPCT), o governo ampliou o reconhecimento que havia sido feito parcialmente na Constituição de 1988, agregando aos indígenas e aos quilombolas outros povos tradicionais, a saber: caiçara, castanheira, catador de mangaba, cigano, retireiro, cipozeiro, extrativista, faxinalense, fecho de pasto, geraizeiro, ilhéu, isqueiro, morroquiano, pantaneiro, pescador artesanal, piaçaveiro, pomerano, terreiro, quebradeira de coco-babaçu, seringueiro, vazanteiro e, veredeiro.

No Brasil No Brasil após a cana-de-açúcar o cacau foi o segundo grande sistema agrícola de plantation (monocultura de exportação) que surgiu no Brasil, pois este crescia naturalmente em abundância na bacia hidrográfica do rio Amazonas.Wood, G. A. R. "History and development". In: Wood, G. A. R, & Lass, R. A. Cocoa. Agawam: Blackwell Science, 1985, 4. ed., p. 1-10Müller, M. W. & Valle, R. R. "Ecofisiologia do cultivo do cacaueiro". In: Valle, R. R. Ciência, tecnologia e manejo do cacaueiro. Brasilia: CEPLAC/CEPEC, 2012, p.31-66. O cultivo do cacau tornou-se forte na região da Amazônia e no estado da Bahia, e assim como no ciclo da cana-de-açúcar os africanos escravizados foram importantes na coleta e exportação de desta commodity. Somado a este o início da exploração do látex, que levou população de escravizados na região ser de aproximadamente 30 mil pessoas entre as décadas de 1820 à 1870 (redução no início da década de 1880). Estas commodities levaram a região à ter ligação com a economia mundial capitalista do século XIX, quando o Brasil esteve entre a primeira e segunda posição na produção mundial.Franco, Gustavo Barreto et al. "Aspectos demográficos e socioeconômicos dos municípios inseridos na Bacia do Rio Almada - BA: reflexos da crise cacaueira". In: Caminhos da Geografia, 2016; 17 (60)

Comunidades Na Amazônia ainda é desconhecido o número exato de comunidades quilombolas, porém o estado brasileiro do Pará é a região que possui mais comunidades quilombolas reconhecidas, sendo 55 comunidades. Segundo o censo do IBGE, aproximadamente um terço dos quilombolas no Brasil estão na região da Amazônia Legal, que equivalem a mais de 420 mil pessoas que se autodeclaram quilombolas. Ainda segundo o IBGE, o censo de 2022 estima-se que no Brasil exista mais de 5 mil comunidades, onde esta população quilombola estaria estimada em 1,32 milhão de pessoas.Os territórios quilombolas titulados, que são Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQ) certificadas pela Fundação Cultural Palmares, por órgãos fundiários estaduais e municipais e, também as comunidades quilombolas "informais" (ou em processo de titulação): EstadoMunicípiosComunidade QuilombolaÁreaGPSIBGERefAMManausQuilombo Barranco de São BeneditoAMBarreirinhaQuilombo Boa Fé1300508AMBarreirinhaQuilombo ItuquaraAMBarreirinhaQuilombo São PedroAMBarreirinhaQuilombo Tereza do Matupiry1300508AMBarcelos, Novo AirãoQuilombo Tambor, Rio dos Pretos719 880,6773 ha1303205AMBarreirinhaQuilombo Trindade1300508AMItacoatiaraQuilombo Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa EstadoMunicípiosComunidade QuilombolaÁreaGPSIBGERefAPMacapáQuilombo Abacate da Pedreira1600303APMacapáQuilombo Alegre da Pedreira1600303APMacapáQuilombo Ambé14.105,8970 haAPCalçoeneQuilombo Cunani1600204APFerreira GomesQuilombo Igarapé do Palha1600238APLaranjal do JariQuilombo São JoséAPMacapáQuilombo Campina Grande1600303APMacapáQuilombo Campos do Laguinho1600303APMacapáQuilombo Carmo do Maruanum1600303APMacapáQuilombo Casa Grande1600303APMacapáQuilombo Cavalo da Pedreira1600303APMacapáQuilombo Conceição do Macacoari8 475,6311 ha1600303APMacapáQuilombo Conceição do Maruanum1600303APMacapáQuilombo Coração1600303APMacapáQuilombo Curiaú1600303APMacapáQuilombo Curralinho1600303APMacapáQuilombo Igarapé do Lago1600303APMacapáQuilombo Ilha RedondaAPMacapáQuilombo Lago do PapagaioAPMacapáQuilombo Lagoa de Fora1600303APMacapáQuilombo Lagoa dos índios1600303APMacapáQuilombo Lontra da PedreiraAPMacapáQuilombo Maruanum1600303APMacapáQuilombo Matapi1600303APMacapáQuilombo Mel da Pedreira2 629,0532 ha1600303APMacapáQuilombo Pirativa1600303APMacapáQuilombo Porto do Abacate1600303APMacapáQuilombo Ressaca da Pedreira1600303APMacapáQuilombo Rio PescadoAPMacapáQuilombo Retiro do Santo Antonio1600303APMacapáQuilombo Rosa4 984,4857 ha1600303APMacapáQuilombo Santa Lúzia do Maruanum I1600303APMacapáQuilombo Santa Maria do Maruanum1600303APMacapáQuilombo Santo Antônio da PedreiraAPMacapáQuilombo Santo Antônio do Matapi1600303APMacapáQuilombo São João do Maruanum IIAPMacapáQuilombo São João do Matapi1600303APMacapáQuilombo São José do Mata Fome1600303APMacapáQuilombo São José do Matapi do Porto do Céu1600303APItaubalQuilombo São Miguel do Macacoari1600253APMacapáQuilombo São Pedro do CaranãAPMacapáQuilombo São Pedro dos Bois7 189,3251 ha1600303APMacapáQuilombo São Sebastião do MaruanumAPMacapáQuilombo Torrão do Matapi1600303APMacapá, SantanaQuilombo São Raimundo da PirativaAPMazagãoQuilombo Igarapé do Lago1600402APMazagãoQuilombo Carvão1600402APMazagãoQuilombo Laranjal do Maracá APMazagãoQuilombo CONCEICAO DO MARACA1600402APMazagãoQuilombo Mazagão Velho1600402APMazagãoQuilombo MariAPOiapoqueQuilombo Kulumbú do Patuazinho1600501APOiapoqueQuilombo Vila Velha do CassiporéAPMacapá, SantanaQuilombo Alto Pirativa1600600APSantanaQuilombo Cinco Chagas do Matapi 1600600APSantanaQuilombo Engenho do Matapí1600600APSantanaQuilombo Igarapé do Lago1600600APSantanaQuilombo N. S. do Desterro dos Dois Irmãos1600600APSantanaQuilombo São Francisco do MatapíAPSantanaQuilombo São Raimundo do Pirativa23,4184 ha1600600APSantanaQuilombo Vila Nova1600600APTartarugalzinhoQuilombo São Tomé do Aporema1600600APVitória do JariQuilombo Taperera