Ubirajara é um filme mudo brasileiro do gênero drama, dirigido por Luiz de Barros em 1919. O roteiro feito por Barros é uma adaptação do romance homônimo do escritor José de Alencar, publicado originalmente em 1874. Além de dirigir e roteirizar, Barros também exerceu as funções de cenógrafo e montador. João Stamato, que havia trabalhado com Barros anteriormente, foi o operador da câmera. A Guanabara-Film foi a companhia produtora, sendo a Empresa Cinematográfica Americana a distribuidora.
Nos papeis principais estavam os atores Álvaro Fonseca, Antônia Denegri, Otília Amorim, Manoel F. de Araújo e João de Deus. Lançado no Cinema Parisiense, no Rio de Janeiro, em 20 de junho de 1919, marcou a estreia de Adhemar Gonzaga, futuro fundador da Cinédia, nas telas do cinema. BARROS, Luiz de Minhas memórias de cineasta Artenova, 1978
Ubirajara é considerado um filme perdido, pois nenhuma cópia da obra é conhecida.
Sinopse Ubirajara, chefe dos Araguaias, é noivo de Jandyra. Um dia, porém, apaixona-se por Aracy, filha de Itaquê, chefe dos Tocantins e irmã de Pojucã, seu prisioneiro. Liberta Pojucã, para poder declarar guerra a Itaquê e buscar-lhe a filha. Itaquê é ferido por outros inimigos. Fica cego. As duas tribos unem-se e elegem Ubirajara para chefe.
Elenco Álvaro Fonseca como Ubirajara Antônia Denegri como Jandyra Otília Amorim como Aracy Manoel F. de Araújo como Cacique Itaquê João de Deus como Pojucã Fausto Muniz como Chefe índio Cândida Leal Teixeira Pinto J. Lourenço António Silva Adhemar Gonzaga
Produção Para o local de filmagem foi escolhido o Parque Lage, que oferecia um aspecto bem "selvagem". Os figurinos foram confeccionados pelos operários de uma fábrica de tecidos, e que tiveram de ser pintados o corpo todo com uma tinta feita por eles mesmos com vermelhão de sapateiro e glicerina. Os enfeites, os arcos, as tábuas, as flechas e os demais ornamentos foram cedidos pela Seção Etnográfica do Museu Nacional e pela Seção de Proteção aos Índios.
Recepção Crítica especializada A imprensa do Rio de Janeiro, no geral, fez elogios a fita, dizendo ser trabalhada com muita arte e perfeição.
O periódico Rio-Jornal, do Rio de Janeiro, fez um crítica positiva ao filme. "É um trabalho bem feito, muito nítido, tendo seus interpretes representado a valer. O assunto foi extraído com habilidade do romance de José de Alencar "Ubirajara".".
O jornal A Época, também do Rio de Janeiro, elogia o filme e a produtora, Guanabara-Film. "Essa fábrica brasileira de filmes conseguiu extrair do romance "Ubirajara", de José de Alencar, um trabalho cinematográfico, no qual, é de crer, observa todos os pormenores, dando ás figuras os relevos mais característicos, e reconstruindo cenários naturais.".
Ligações externas
Categoria:Filmes dirigidos por Luiz de Barros Categoria:Filmes em preto e branco do Brasil Categoria:Filmes do Brasil de 1919 Categoria:Filmes de drama do Brasil Categoria:Filmes do Brasil em domínio público Categoria:Filmes perdidos do Brasil Categoria:Filmes baseados em obras de autores do Brasil Categoria:Filmes baseados em obras de José de Alencar