O enigma () é um conto de fadas alemão compilado pelos Irmãos Grimm. É o conto número 22 (KHM 22). Conta a história de um príncipe que decide viajar pelo mundo e leva consigo um criado fiel. Após várias peripécias, deparam com uma princesa que "havia mandado proclamar que o homem que apresentasse um enigma que ela não conseguisse decifrar seria seu marido". Enquadra-se no Tipo 851 do Sistema Aarne-Thompson-Uther de classificação de contos folclóricos, sobre conquistar uma princesa com um enigma.

Origem A história foi publicada pelos Irmãos Grimm na segunda edição de Kinder- und Hausmärchen in 1819, e expandida na terceira edição em 1837. Sua fonte foi a contadora de histórias alemã Dorothea Viehmann (1755–1815), e outro informante não nomeado. Ashliman, D. L. (2002). "The Riddle". University of Pittsburgh.

História Era uma vez um príncipe que decidiu fazer uma viagem com seu criado. Em uma floresta escura, eles chegaram a uma pequena casa, onde uma donzela avisou que sua madrasta era uma bruxa que não gostava de forasteiros, mas mesmo assim resolvem pernoitar lá por falta de outra opção. A donzela também alertou que não comessem ou bebessem nada que a bruxa oferecesse, porque poderia estar envenenado. Dito e feito. Na manhã seguinte, a bruxa entrega ao criado uma bebida, que acaba matando seu cavalo. Eles matam um corvo que estava comendo o cadáver do animal e o levam consigo. Ao anoitecer, chegam a uma estalagem e entregam o corvo ao estalajadeiro para que prepare uma sopa. Na verdade, tratava-se de um covil de ladrões. A sopa envenenada acaba matando os malfeitores.

Continuando, o príncipe e seu criado chegam a uma cidade onde uma princesa se casaria com quem lhe apresentasse um enigma que ela não conseguisse decifrar. O enigma foi: "O que não matou nenhum, no entanto matou doze"? A princesa, incapaz de decifrá-lo, enviou sua criada para ver se o príncipe revelava a resposta durante o sono. Nas duas primeiras noites, o príncipe fez seu criado dormir na sua cama, e este expulsou a espiã, ficando com seu manto. Na terceira noite, o príncipe dormiu em sua própria cama, e a própria princesa entrou. O príncipe fingiu estar dormindo e revelou a resposta ao enigma, mas ficou também com o manto da princesa.

Na manhã seguinte, a princesa anunciou a resposta ao enigma: "O que não matou nenhum foi um corvo que comeu de um cavalo morto e morreu envenenado. E ainda assim matou doze ladrões que comeram o corvo." O príncipe declarou que a princesa não havia resolvido o enigma por si própria, mas o questionara enquanto dormia. Os juízes da cidade pediram provas, e o príncipe mostrou os três mantos. Os juízes ordenaram que o manto cinzento da princesa fosse bordado com ouro e prata para servir de vestido de casamento.

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