Lyces fulvia é um inseto da ordem Lepidoptera; uma mariposa neotropical da família Notodontidae, classificada em 1822 por Jakob Hübner, na página 19 da obra Zuträge zur Sammlung exotischer Schmetterlinge, volume 2 (descrição nº 145.), sob a denominação Josia fulvia; também denominada Lyces aurimutua na primeira metade do século XXI até o ano de 2024, data da publicação do texto The identity of Bombyx jesuita Fabricius, 1775 (Lepidoptera: Notodontidae, Dioptinae, Josiini), por Vitor O. Becker; citada, em sua distribuição geográfica, da Bahia e Espírito Santo até São Paulo, na Região Sudeste do Brasil; o seu holótipo descrito como uma fêmea "Do Brasil. Obtido como presente do Sr. Berg".

Descrição Sobre Lyces fulvia ("Josia Fulvia"), ao estabelecer os notodontídeos do gênero Lyces Francis Walker afirma, no livro onde descreve o sinônimo Lyces aurimutua (List of the Specimens of Lepidopterous Insects in the Collection of the British Museum, volume 2; 1854; página 292), que "A faixa nas asas dianteiras é mais estreita do que a das asas traseiras, mas ambas são variáveis ​​quanto à largura". Faixa esta de coloração alaranjada. Também cita a localidade Suriname mas, neste caso, Lyces fulvia ocorre apenas ao longo da costa sul do Brasil; a localidade anterior compatível com a de Josia jesuita (Fabricius, 1775), mariposa parecida, porém com as suas faixas alaranjadas mais engrossadas e distribuída da Região Amazônica até Minas Gerais, sendo L. fulvia e J. jesuita espécies alopátricas, embora miméticas.

Planta-alimento As suas lagartas apresentam um padrão de manchas enfileiradas branco-amareladas sobre negro, quando desenvolvidas, se alimentando de plantas da família Passifloraceae e gênero Passiflora (o maracujá Passiflora alata).

Categoria:Nistaleíneos Categoria:Lepidópteros descritos em 1822