Cadmo (), segundo a História da Armênia de Moisés de Corene, foi um nobre lendário da Armênia.

História

Cyril Toumanoff sugeriu que seu nome derivou do siríaco qadmoio ou qadmo ("primeiro", "primogênito") e pode, por coincidência, estar relacionado ao Cadmo da mitologia grega. Segundo Moisés de Corene, era filho de Armenaco e neto do patriarca Haico. Sabe-se que tinha como irmão Arameis. Segundo um dos relatos a respeito de Armenaco, ele nasceu e viveu por algum tempo na Babilônia. Em dado momento, fugiu com Cadmo à planície de Ararate, onde Haico fundou uma residência para seu neto. Belo os atacaria e seria derrotado e morto em Haiose Zor (lit. "vale dos armênios"). Como essa vitória, Haico mudou-se para Arquena e deixou com Cadmo boa parte do butim da guerra e parte de seu séquito pessoal. Gerações depois, no tempo de Aramo, a descendência de Cadmo recebeu o controle da planície assíria depois que Barxã (o deus Barxamim) foi derrotado e morto pelos armênios. No reinado de (), sua descendência recebeu propriedades na fronteira oriental do Reino da Armênia.

Historicidade

Cyril Toumanoff propôs que Cadmo tenha sido epônimo de alguma antiga família nobre (nacarar) armênia, já extinta no tempo que Moisés de Corene redigiu sua obra. As menções à família de Cadmo são genéricas e não permitem rastrear sua origem e história, um ponto agravado pela inexistência de menções a ela em obras de outros historiadores armênios. Nicholas Adontz e Josef Markwart propuseram que Cadmo era epônimo da linhagem nobre de Corduena, mas Hakob Manandian propôs que fosse epônimo de Cademuqui / Catemucu (Kadmuhi/Katmuhu), que foi mencionada em textos neoassírios. A Lista Militar (, Zōrnamak), o documento que indica a quantidade de cavaleiros que cada uma das famílias nobres devia ceder ao exército real em caso de convocação, afirmou que essa família (Kadmeac'i) podia arregimentar cavaleiros. O mesmo documento associou-os ao Reino de Adiabena.

Bibliografia

Categoria:Dinastia haíquida