Frigga é um gênero da aranha da família Salticidae, aranhas saltadoras. O nome do gênero é uma referência à divindade Frigg (=Frigga). O gênero Frigga foi estabelecido por Carl Ludwig Koch em 1850.
Espécies do gênero Frigga são de porte médio para aranhas saltadoras, tipicamente com aproximadamente 8-9 mm de comprimento corporal. O corpo apresenta abdómen ovado; o cefalotórax (carapaça) visto de cima tem forma de “pera” ou oval, sendo mais largo atrás dos olhos posteriores laterais. As pernas posteriores (geralmente a 4ª par) frequentemente são as mais longas, sugerindo adaptação à locomoção via salto ou movimentação rápida. Nos machos, palpípedes (órgãos copulatórios) com tibía que apresenta apófises longas e curvadas (nos registros de Frigga para Austrália/introduzidos).
O gênero Frigga é primariamente neotropical, com várias espécies registradas na América do Sul e América Central. Algumas espécies têm distribuição mais ampla ou mesmo introduções: por exemplo, Frigga crocuta foi registrada nativa da América do Sul (Colômbia, Peru, Equador, Ilhas Galápagos) e introduzida em regiões como a Austrália (Queensland) e Ilhas do Pacífico.
Como membro da família Salticidae, Frigga são predadores ativos: usam visão aguçada e saltos para capturar presas em vez de construir teias para emboscada. Observações de campo indicam que algumas espécies ocorrem em ambientes de folhas ou serrapilheira, ou em vegetação mais baixa. Em termos de comportamento: embora não haja estudos extensos para todas as espécies, padrões morfológicos (como as pernas posteriores longas) sugerem locomoção rápida e saltos frequentes. Ainda faltam dados detalhados sobre ciclo de vida, reprodução, hábitos específicos de caça ou preferência por micro-habitat para muitas espécies no gênero.
O gênero foi elevado de subgênero de Euophrys para gênero pleno por María Elena Galiano em 1979. Várias espécies foram sinonimizadas ou reagrupadas; a WSC lista um bom número de sinônimos para Frigga. A revisão e chaves modernas incluem trabalhos como “Factsheet – Frigga C.L. Koch, 1850” que traz diagnóstico e morfologia. Como predadoras de pequenos artrópodes, aranhas do gênero Frigga provavelmente têm papel funcional nos ecossistemas de serrapilheira e vegetação baixa, ajudando no controle de insetos ou outros invertebrados. Não há avalições específicas (como status de conservação) visíveis para o gênero como um todo. Porém, perda de habitat, desmatamento ou alterações de solo/vegetação poderiam afetar espécies que dependem de micro-habitats particulares. Exemplos de registros para áreas de biodiversidade: por exemplo, Frigga quintensis aparece listada em “Diretrizes para Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de São Paulo” como espécie alvo.
Espécies Frigga coronigera (C. L. Koch, 1846) Frigga crocuta (Taczanowski, 1878) Frigga finitima Galiano, 1979 Frigga flava (F. O. Pickard-Cambridge, 1901) Frigga kessleri (Taczanowski, 1871) Frigga opulenta Galiano, 1979 Frigga pratensis (Peckham & Peckham, 1885) Frigga quintensis (Tullgren, 1905) Frigga rufa (Caporiacco, 1947) Frigga simoni (Berland, 1913)
Categoria:Gêneros de salticídeos