Os posicionamentos de Elon Musk têm sido frequentemente descritos como libertários, em grande parte devido à sua oposição aos confinamentos durante a pandemia de COVID-19 e ao seu apoio a uma liberdade de expressão absoluta e irrestrita, mas descreve-se a si próprio como centrista. Suas opiniões, no entanto, foram se tornando mais direitistas e conservadoras ao longo do tempo, às vezes sendo descritas como de extrema-direita. Os comentários e ações de Musk receberam críticas de alguns líderes mundiais.

No contexto da política americana, Musk apoiou candidatos democratas até 2022, altura em que votou num republicano pela primeira vez. Ele declarou apoio à renda básico universal, direitos às armas, liberdade de expressão, imposto sobre as emissões de carbono. Também expressou preocupação sobre questões como a inteligência artificial (IA) e as alterações climáticas e tem sido um crítico do imposto sobre a riqueza, das vendas a descoberto, dos subsídios governamentais e da Wikipédia. Sendo ele próprio um imigrante sul-africano, Musk foi acusado de ser anti-imigração e culpa regularmente as políticas imigratórias pela entrada de imigrantes ilegais. Ele também é um pró-natalista que acredita que o declínio populacional é a maior ameaça à civilização e acredita nos princípios do cristianismo.

Musk promoveu várias teorias da conspiração e fez declarações controversas que levaram a acusações de sexismo, antissemitismo, transfobia, disseminação de desinformação e apoio ao orgulho branco. Ao descrever-se como um “pró-semita”, os seus comentários sobre George Soros e as comunidades judaicas foram condenados pela Liga Antidifamação e pela Casa Branca. A biografia de Musk escrita por Isaacson argumentou que algumas das suas opiniões de extrema-direita foram "parcialmente desencadeadas" pela transição de gênero da sua filha, Vivian Jenna Wilson. Musk foi criticado durante a pandemia de COVID-19 por fazer alegações epidemiológicas infundadas, desafiar as restrições e apoiar os protestos de caminhoneiros no Canadá contra a vacinação obrigatória.

Política estadunidense miniatura|Musk com o primeiro-ministro irlandês Enda Kenny

As visões políticas de Musk são geralmente descritas como de direita e conservadoras. Embora anteriormente fosse considerado relativamente apolítico e moderado, ele passou a se posicionar mais a direita do espectro político e se tornou mais expressivo sobre suas opiniões, principalmente desde que adquiriu o Twitter em 2022. Ele é um caso isolado entre os executivos de mídia social que normalmente evitam a defesa política partidária. Musk compartilhou informações enganosas sobre as eleições norte-americanas e outras teorias da conspiração. Apesar disso, Musk ainda se descreve como politicamente moderado, rejeitando o rótulo de conservador.

Musk tem descrito os Estados Unidos como "[indiscutivelmente] o maior país que já existiu na Terra," descrevendo-o como sendo "a maior força do bem que qualquer país já foi." Musk acredita completamente que "não haveria democracia no mundo se não fosse pelos Estados Unidos," argumentando que houve "três ocasiões separadas no século XX onde a democracia teria caído - Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, e Guerra Fria - se não fossem os Estados Unidos". Musk também declarou que acha "que seria um erro dizer que os Estados Unidos são perfeitos, certamente não são. Tem havido muitas coisas estúpidas e ruins que os Estados Unidos fizeram". thumb|Musk com Donald Trump em 2024 thumb|Javier Milei e Musk

Antes da eleição de Donald Trump como Presidente, Musk criticou o candidato ao dizer: "Estou um pouco certo de que ele provavelmente não seja o indivíduo certo. Ele não parece ter o tipo de caráter que reflete bem os Estados Unidos." Seguindo a inauguração do Donald Trump, Musk expressou aprovação pela escolha de Rex Tillerson por Trump como sendo Secretário de Estado e aceitou o convite de aparecer num painel consultivo do Presidente Trump. Sobre sua cooperação com Trump, Musk subsequentemente comentou: "Quanto mais vozes da razão o Presidente ouvir, melhor". Subsequentemente Musk demitiu-se de sua posição em Junho de 2017, como protesto à decisão de Trump de remover os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudança climática.

Na eleição presidencial americana de 2024, Elon Musk anunciou apoio a Donald Trump e sua plataforma, doando dinheiro para sua campanha e participando de um comício na Pensilvânia. Trump venceu e foi empossado em janeiro de 2025. Musk foi nomeado por Trump como Administrador do Departamento de Eficiência Governamental, um órgão consultivo do governo que planejava "reduzir regulamentações excessivas e cortar gastos desnecessários".

Saudação nazista

Musk esteve presente na posse de Donald Trump onde fez um discurso, durante o qual fez um gesto similar à saudação nazista, embora ele tenha negado a natureza do gesto. Vários meios de comunicação, incluindo a Associated Press, relataram que, independentemente do que Musk intencionou, seu gesto foi bem recebido por extremistas de direita e neonazistas.

Netanyahu defendeu Elon Musk e afirma que Musk foi "falsamente difamado" por suposta saudação nazista na posse de Trump: "Grande amigo de Israel".

Lobbying thumb|Musk com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi Numa entrevista no The Washington Post, Musk declarou ser um "significante (embora não de primeira linha) doador dos Democratas," mas também doa em grande quantidade aos Republicanos. Musk ainda declarou "para ter sua voz ouvida em Washington, é preciso fazer uma pequena contribuição."

Um relatório de 2012 da Sunlight Foundation, um grupo não partidário que rastreia os gastos do governo, descobriu que "a SpaceX investiu mais de 4 milhões de dólares em lobbying no Congresso desde que foi fundada em 2002 e distribuiu mais de 800 000 dólares em contribuições políticas" a Democratas e Republicanos. O mesmo relatório notou que "a campanha da SpaceX para ganhar apoio político tem sido sistemática e sofisticada," e que "ao contrário de muitas startups tecnológicas, a SpaceX tem mantido uma presença lobista significante em Washington desde o primeiro dia". O relatório ainda notou que "o próprio Musk doou cerca de 725 000 dólares para várias campanhas desde 2002. Em 2004, ele contribuiu 2 000 dólares à campanha de reeleição do Presidente George W. Bush, aumentando-a (para mais de 100 000 dólares)Timothy P. Carney, "Carney: Green stimulus profiteer comes under IRS scrutiny", WashingtonExaminer.com, October 14, 2012. para a campanha de reeleição do Barack Obama e doou 5 000 dólares para o senador Marco Rubio, que representa a Flórida, um Estado crítico para a indústria aeroespacial. (...) Somado, Musk e SpaceX investiram cerca de 250 000 dólares no ciclo eleitoral de 2012". Adicionalmente, SpaceX contratou o ex-líder partidário Trent Lott para representar a empresa, via o grupo lobista de Washington Patton Moggs LLP. Junto da Patton Boggs LLP, SpaceX usa várias outras firmas lobistas externas, que trabalham com os lobistas da SpaceX.

Musk tem sido um apoiante do Political action committee dos EUA, FWD.us, que foi iniciado pelo empreendedor Mark Zuckerberg e advogados para a reforma da imigração. Entretanto, em Maio de 2013, Musk publicamente retirou seu apoio em protesto contra as propagandas que o PAC estava fazendo que apoiavas causas como o óleoduto de Keystone. Musk e outros membros, incluindo David O. Sacks, também saíram, criticando a estratégia como "cínica".Steven Kovach, "Elon Musk Says He Quit Mark Zuckerberg's PAC Because It Was Too Cynical", BusinessInsider.com, 31 de maio de 2013. Musk ainda declarou que, "não devemos dar isso à política. Se fizermos isso, teremos o sistema político que merecemos".

Em dezembro de 2013, Sean Becker, do website midiático/político Mic, chamou Musk de um "completo hipócrita," declarando que "[para] a época eleitoral de 2014, Musk contribuiu para o Longhorn PAC e o National Republican Congressional Committee - ambos que já financiaram campanhas de candidatos anticientíficos e antiambientalistas como a Rep. Michele Bachmann (R-Minn)". Musk já contribuiu diretamente com o Senador Republicano Marco Rubio, que já foi acusado de ter posições parecidas sobre a mudança climática.

Subsídios Musk já declarou não acreditar que o governo americano deva subsidiar empresas, mas em vez disso, deveria usar o imposto de carbono para cobrar a externalidade da poluição atmosférica e desencorajar "mau comportamento". Musk argumenta que o livre mercado conseguiria a "melhor solução" e que produzir veículos danosos ao meio ambiente viria com suas consequências. no entanto, suas empresas recebem bilhões de dólares de subsídios governamentais.

As declarações do Musk tem sido grandemente criticadas, com o professor Fred Turner, da Universidade Stanford, notou que "se você é um empreendedor como Elon Musk, você vai pegar o dinheiro onde conseguir, mas acreditar ao mesmo tempo, como uma matéria de fé, que empreendedorismo e tecnologia são fontes de mudança social, não o estado. Não é tanto autoilusão, mas há o hábito de pensar que um indivíduo como sozinho, independente e não reconhecendo os subsídios que recebeu. Isso ocorre direto no Vale do Silício". O autor Michael Shellenberger argumentou que "no caso do Musk, é difícil não ler isso como algo na defensiva. E acho que há um motivo financeiro para isso. Eles estão lidando com um monte de investidores quais subsídios não são bases para um negócio viável de longo prazo, e eles muito exageram a velocidade onde serão capazes de se tornarem independentes." Shellenberger continua, "todos iriamos ficar melhores se esses empreendedores fossem um pouco mais agradecidos, um pouco mais humildes." Enquanto o jornalista e autor Jim Motavalli, que entrevistou Musk para High Voltage, seu livro de 2011 sobre a indústria dos veículos elétricos, especulou que "Elon agora está olhando a partir do ponto de vista de um vencedor, e não quer ver outras pessoas vencerem porque elas receberam dinheiro do governo – E eu acho que as pessoas tem uma tendência, uma vez que foram bem sucedidas, de querer tirar a escada depois que subiram".

Em 2015, as declarações de Musk passaram por ainda mais escrutínio quando um artigo do LA Times alegou que SpaceX. Tesla, SolarCity e os que compraram seus produtos estavam projetados para receber em conjunto um total estimado de 4,9 bilhões de dólares em subsídios do governo no decorrer de vinte anos. Um exemplo é o estado de Nova Iorque, que está gastando 750 milhões de dólares para construir uma fábrica de painéis solares que serão arrendados à SolarCity por 1 dólar por ano. O acordo ainda inclui nenhum imposto de propriedade por uma década, numa avaliação de 260 milhões de dólares. Musk emprega um ex oficial do Departamento de Estado Americano como negociador chefe para a Tesla.

A Tesla Motors Inc., SolarCity Corp. e Space Exploration Technologies Corp., conhecidas como SpaceX, juntas se beneficiaram de um apoio governamental estimado em 4,9 bilhões de dólares, de acordo com dados compilados pelo The Times, uma variedade de incentivos governamentais que incluiu subsídios, incentivos fiscais, construção de fábricas, empréstimos com desconto e créditos ambientais que a Tesla pode vender, também inclui créditos fiscais e descontos para compradores de painéis solares e carros elétricos.

Golpe de Estado na Bolívia Em julho de 2020, após ser questionado no Twitter por um usuário que disse que "não estava no melhor interesse do povo" o "governo dos EUA organizar um golpe contra Evo Morales" para Musk "obter o lítio" da Bolívia, o empresário respondeu: "Nós daremos golpe em quem quisermos. Lide com isso". A mensagem foi apagada em seguida. Em outubro de 2020, Luis Arce, do mesmo partido de Evo Morales, foi o vencedor das eleições presidenciais da Bolívia, o que marcou o retorno do Movimento ao Socialismo (MAS) ao poder depois da deposição de Morales em 2019.

Destino e religião