Tetrâmetro iâmbico, em um poema é o ritmo composto por 4 iambos em um verso, numa métrica de octossílabo, ou seja, verso com 8 sílabas poéticas.

Os versos octossílabos, já considerados de arte maior,CAMPOS, Geir. Pequeno Dicionário de Arte Poética - Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1960. são menos utilizados que os decassílabos e os dodecassílabos, também de arte maior, e bem menos do que as redondilhas, em 7 sílabas, versos de arte menor.

O poeta Glauco Mattoso, a esse respeito, afirmou:

Exemplos Em inglês Entre os 154 Sonetos de Shakespeare, onde foi usado preferencialmente o pentâmetro iâmbico, o Soneto 145 (en:Sonnet 145) fugiu à regra, sendo composto em tetrâmetro iâmbico.

Those lips that Love's own hand did make, Breathed forth the sound that said 'I hate', To me that languished for her sake: But when she saw my woeful state, Straight in her heart did mercy come, Chiding that tongue that ever sweet Was used in giving gentle doom; And taught it thus anew to greet; 'I hate' she altered with an end, That followed it as gentle day, Doth follow night, who like a fiend From heaven to hell is flown away. 'I hate', from hate away she threw, And saved my life, saying 'not you'.

Em português É exemplo de tetrâmetro iâmbico o poema Divagações, de Paulo Camelo, construído em ritmo de tetrâmetro iâmbico. A Navegar,, do mesmo autor, também em octossílabos, apresenta ritmo de dímetro peônico.

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