A Academia Goncourt é uma sociedade literária, oficialmente fundada em 1903, seguindo o desejo de Edmond de Goncourt (1822-1896) em seu testamento. Ele e seu irmão desaparecido, Jules de Goncourt (1830-1870), haviam, desde 1962, decidido deixar suas memórias e uma academia em seu nome. Tinham como objetivo principal a atribuição de um prêmio anual a "uma obra de imaginação em prosa lançada no mesmo ano", mas também procuravam oferecer subsídios aos membros da sociedade. miniaturadaimagem|Os oito primeiros membros da Academia Goncourt: Alphonse Daudet, Gustave Geffroy, Paul Margueritte, Joris-Karl Huysmans, Léon Hennique, J.-H. Rosny aîné, J.-H. Rosny jeune et Octave Mirbeau.|esquerda|271x271px Além do prestigioso Prêmio Goncourt, atribuído pela primeira vez no início de novembro, a Academia passou a oferecer o Prix Goncourt de la poésie "Robert Sabatier", consagrado à poesia; o Prix Goncourt du premier roman; dedicado a romances e o Prix Goncourt de la nouvelle, que premia contos. Em junho, proclamou o Prix Goncourt de la biografia "Edmonde Charles-Roux", dedicado a biografias. Outra variedade do prêmio é o Goncourt des lycéens, destinado à literatura infanto-juvenil e organizado pelo Ministério da Educação francês e pela Fnac. Atualmente, é o prêmio literário mais cobiçado por autores francófonos.
Em conjunto com os Institutos franceses, alguns países escolhem uma dessas obras premiadas como "Choix Goncourt" (Escolha Goncourt. Essa operação promove a literatura francesa e permite que os livros sejam traduzidos rapidamente pelo mundo.
Choix Goncourt no Brasil Choix Goncourt Brésil, criado em 2019, é uma iniciativa anual vinculada ao prêmio Goncourt. Em geral, universidades brasileiras se reúnem para ler e analisar os romances finalistas do ano anterior. Após a leitura, os estudantes decidem juntos o vencedor, que é anunciado em uma cerimônia.
Escolhidos no Brasil
2024: Triste Tigre, de Neige Sinno 2023: Une Somme humaine, de Makenzy Orcel 2022: La plus secrète mémoire des hommes, de Mohamed Mbougar Sarr 2021: L’anomalie, de Hervé Le Tellier 2020: Tous les hommes n'habitent pas le monde de la même façon, de Jean-Paul Dubois 2019: Frère d’âme, David Diop
Presidência A Academia é presidida por um membro do juri.
Alphonse Daudet (1897) Joris-Karl Huysmans (1900-1907) Léon Hennique (1907-1912) Gustave Geffroy (1912-1926) J.-H. Rosny aîné (1926-1940) J.-H. Rosny jeune (1940-1945) Lucien Descaves (1945-1949) Colette (1949-1954) Roland Dorgelès (1954-1973) Hervé Bazin (1973-1996) François Nourissier (1996-2002) Edmonde Charles-Roux (2002-2014) Bernard Pivot (2014-2019) Didier Decoin (2019-2024) Philippe Claudel (desde 2024)
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Ligações externas
Site oficial Reportagens sobre o prêmio e vencedores
Referências
Categoria:Literatura da França Categoria:Organizações fundadas em 1903 Categoria:Fundações na França em 1903 Categoria:Prêmio Goncourt