As relações Dinamarca-Estados Unidos são as relações diplomáticas estabelecidas entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos. A Dinamarca possui uma embaixada em Washington D.C, enquanto os Estados Unidos possuem uma embaixada em Copenhagen. Dinamarca tem um escritório comercial em Atlanta e um consulado geral em Nova Iorque. Ambos países são membros da OTAN.

História As relações diplomáticas remontam-se a 1783, quando a Dinamarca assinou um tratado comercial com os Estados Unidos. Em 1792, a Dinamarca reconheceu a independência dos Estados Unidos. Em 1801, estabeleceram-se relações diplomáticas e a Dinamarca autorizou a abertura de uma embaixada estadunidense no país. As relações diplomáticas nunca têm experimentado uma interrupção, desde 1801.

Em 1916, a Dinamarca vendeu suas Índias Ocidentais Dinamarquesas aos Estados Unidos, e ambos países assinaram o Tratado das Índias Ocidentais Dinamarquesas. O acordo foi encerrado em 17 de janeiro de 1917, quando Estados Unidos e Dinamarca trocaram suas respectivas ratificações de tratados. Em 31 de março de 1917, os Estados Unidos tomaram posse das ilhas e o território passou a se chamar Ilhas Virgens Americanas. Durante a Segunda Guerra Mundial, em abril de 1941, os Estados Unidos estabeleceram um protetorado provisório na Groenlândia.

Relações políticas miniaturadaimagem|Primeira-ministra da Dinamarca Mette Frederiksen e o presidente Donald Trump na reunião de cúpula da OTAN em 2019. A Dinamarca é uma aliada próxima da OTAN, e as relações são descritas como "excelentes". ADinamarca é ativa em Afeganistão e Kosovo, bem como um líder na região báltica. O ex primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, reafirmou que Dinamarca permaneceria comprometida com o Iraque inclusive quando seus níveis de tropas diminuam. O país foi o único da Escandinávia a aprovar a invasão do Iraque em 2003, e Dinamarca e os Estados Unidos consultam de perto sobre assuntos políticos e de segurança europeus. A Dinamarca compartilha as opiniões dos Estados Unidos a respeito do projeto de expansão da OTAN. Dinamarca é um sócio ativo da coalizão na Guerra ao Terror, e as tropas dinamarquesas estão a apoiar os esforços de estabilização liderados pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.

Comércio A ativa política comercial liberal de Dinamarca na União Européia, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico, e Organização Mundial do Comércio coincide em grande parte com os interesses dos Estados Unidos. O país representa o maior sócio comercial não europeu de Dinamarca com aproximadamente o 5% do comércio dinamarquês de mercadorias. O papel de Dinamarca nos assuntos ambientais e agrícolas europeus e sua localização estratégica na entrada ao Mar Báltico têm feito de Copenhaga um centro para as agências de EE. UU. E o setor privado que se ocupa dos Nórdicos/Região báltica.

Groenlândia Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos desenvolveram um interesse geopolítico no território autônomo da Groenlândia, e em 1946, o país norte-americano se ofereceu para comprar o território da Dinamarca por U$ 100.000.000, com o país nórdico rejeitando a proposta.

A Base aérea de Thule, da Força Aérea dos Estados Unidos e o radar de alerta temporã em Thule, um território de governo autónomo dinamarquês, servem como um enlace vital nas defesas ocidentais. Em agosto de 2004, o governo dinamarquês e a Autoridade Nacional de Groenlândia deram sua permissão para que o radar de alerta temporã se atualizasse em relação com um papel no sistema de defesa antimísseis dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, assinaram acordos para melhorar a cooperação económica, técnica e ambiental entre os Estados Unidos e a Groenlândia.

Acidente do B-52 da Base Aérea de Thule em 1968 O acidente da Base Aérea de Thule de 1968 foi um acidente que envolveu a Força Aérea dos Estados Unidos B-52. O avião transportava quatro bombas de hidrogênio na "Operação Chrome Dome" durante a Guerra Fria sobre a Baía de Baffin quando um incêndio na cabine obrigou à tripulação a abandonar a aeronave antes de que pudessem levar a cabo uma aterrissagem de emergência na Base aérea de Thule. Um membro da tripulação que não tinha um assento ejetor faleceu enquanto tentava escapar. A bomba colidiu com o gelo marinho na Baía de North Star, causando o vazamento da carga nuclear, o que resultou em uma contaminação radioativa no local. Ambos os países lançaram uma operação intensiva de limpeza e recuperação, mas o secundário de uma das armas nucleares não se pôde contabilizar após que se completasse a operação.

Compra da Groenlândia miniaturadaimagem|Tweet de Donald Trump anunciando o adiamento de sua primeira visita à Dinamarca como presidente Em 2019, o presidente Donald Trump trouxe em pauta a ideia de comprar a Groenlândia com conselheiros sêniores. Numerosos políticos groenlandeses e dinamarqueses, incluindo o primeiro-ministro da Gronelândia e o primeiro-ministro da Dinamarca, rejeitaram a ideia, alegando que a ilha não está à venda. Alguns dias depois, Trump adiou abruptamente uma visita de Estado planeada à Dinamarca poucos dias antes, ressaltando a sua relutância em discutir a sua proposta de comprar a Gronelândia.

No final de 2024, Trump escreveu no Truth Social que os Estados Unidos têm uma necessidade absoluta de possuir e controlar o território dinamarquês, citando razões de “segurança nacional” e “liberdade em todo o mundo”. As declarações de Trump foram contestadas pelo governo dinamarquês.

Visitas de Estado direita|miniaturadaimagem|200x200px|A rainha Margarida II e o Príncipe Henrique da Dinamarca dão as boas-vindas a George W. Bush e Laura Bush. Em 1967, Margarida II da Dinamarca e o Príncipe Henrique de Laborde visitaram os Estados Unidos.

O 42° presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, visitou Dinamarca em 1997, e novamente em 2007. O presidente George W. Bush realizou uma visita oficial à Dinamarca com o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen em Camp David em junho de 2006.

O presidente Barack Obama e a primeira dama Michelle Obama viajaram a Dinamarca para apoiar a candidatura de Chicago para os Jogos Olímpicos de 2016 em outubro de 2009, e em dezembro de 2009, Obama visitou o pai´s novamente para a Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática de 2009.

O 9 de março de 2011, o presidente Barack Obama marcou uma reunião com o primeiro-ministro da Dinamarca Lars Løkke Rasmussen na Casa Branca, onde debateram assuntos relacionados a contraterrorismo, a Primavera Árabe e questões ambientais.

O 30 de março de 2017, Lars Løkke visitou o presidente Donald Trump nos Estados Unidos. Os pontos de discussão foram o estado das relações bilaterais, bem como o antiterrorismo, as oportunidades económicas e aOTAN.

Referências

Ligações externas

Categoria:Comércio exterior da União Europeia