Areeiro é um dispositivo instalado nos veículos ferroviários, que vai lançando jactos de areia sobre os carris, a fim de melhorar a aderência e o atrito entre as rodas e os carris, minorando os riscos de descarrilamento. miniaturadaimagem|O areeiro de um comboio eléctrico dos caminhos-de-ferro britânicos. A tampa diz: «fill with dry sand only» (Encher só com areia seca). Este dispositivo faz parte da categoria do material circulante dos comboios e é especialmente útil quando o comboio está parado, uma vez que que aumenta o esforço de tracção, prevenindo derrapagens. No entanto, também é passível de se utilizar, noutras circunstâncias, essencialmente, sempre que o veículo ferroviário precise de aumentar a aderência das rodas ao carril.

Funcionamento O areeiro funciona deitando quantidades controladas de jactos de areia sobre a superfície do carril.

Isto permite incrementar a superfície de atrito e, por conseguinte, aumentar a aderência das rodas ao carril. O areeiro pode ser activado manualmente, pelo maquinista ou através de dispositivos de controlo automáticos, com recurso ao chamado «ejector do areeiro». Nos sistemas modernos, se o travão de emergência for accionado, o areeiro activa-se automaticamente, a fim de mitigar a distancia de travagem. A areia tanto pode ser lançada sobre o carril por acção de ar comprimido, água ou, no caso das locomotivas a vapor, servindo-se da pressão do vapor da caldeira.

Para o adequado funcionamento do areeiro, as caixas do areeiro, isto é, o recipiente que armazena a areia, deve ser capaz de mantê-la seca e sem humidade, caso contrário, corre-se o risco de obstruir o mecanismo ejector do areeiro.

São várias as estratégias que se aplicam para evitar que a areia fique inutilizável. Nas locomotivas a vapor, posicionam-se as caixas do areeiro junto à caldeira, para as manter com a mínima humidade possível. Há alguns fabricantes que dotam as caixas dos areeiros de dispositivos pneumáticos que evitam a coagulação da areia.

História Em 1868, no relatório anual de trabalhos da Sociedade de Engenheiros Civis francesa indicava-se que os areeiros eram tão comuns que já se tinham tornado universais nas locomotivas da época, de tal modo que se afiguravam um material circulante ubíquo em todas as máquinas apresentadas na Exposição Universal de 1867.

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