Amnésia colonial (também conhecida como amnésia pós-colonial ou amnésia imperialista) é um conceito em estudos pós-coloniais que descreve o fenômeno de esquecer a história colonial ou lembrá-la de certas maneiras que apagam a história do povo colonizado. A amnésia colonial também pode se manifestar pela romantização do passado colonial ou pelo sentimento de nostalgia por ele.

Exemplos

Alemanha De acordo com ativistas anticoloniais, o passado colonialista da Alemanha foi há muito tempo apagado da história ensinada no país. No entanto, a Alemanha começou a abordar aspectos de seu legado colonial na Namíbia, Camarões, Togo, Ruanda e Burundi. O historiador alemão anticolonial Paul Grosse defende que o foco dado pelos alemães em confrontar e reconhecer os seus crimes durante o Holocausto, ofuscou em algum momento as atrocidades coloniais nas colônias alemãs, mas que os alemães estão cada vez mais conscientes da história colonial alemã.

Países nórdicos Críticos da história do colonialismo nórdico destacaram o que eles veem como amnésia colonial dos povos norueguês, sueco, dinamarquês e finlandês. Conforme fala a socióloga dinamarquesa Mette Evelyn Bjerre, "a amnésia colonial é forte nos países nórdicos" e muitos nórdicos acreditam que foram "meros espectadores do colonialismo e da escravidão europeia e, portanto, não têm uma visão racializada do mundo". Bjerre descreve essa noção como uma falácia.

Estados Unidos Dean Itsuji Saranillio, um acadêmico filipino-americano do Havai, criticou a amnésia colonial da comunidade de “⁣colonos filipinos⁣ ”, que não reconhecem o passado colonial ao qual foram submetidos os nativos havaianos.

Palestina e Israel A escritora árabe-judaica israelita Ariella Azoulay considera o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções como um aspecto da luta da Palestina contra a "amnésia colonial estrutural" do Estado israelita e do movimento sionista.

Ver também

Amnésia Colonialismo Colonialismo de povoamento Defesa Branca

Referências

Categoria:Amnésia Categoria:Pós-colonialismo