Esta Não é a Sua Vida é um documentário de curta-metragem de 1991, escrito e produzido pelo cineasta Jorge Furtado e pela Casa de Cinema de Porto Alegre, com apoio da Kodak do Brasil, Curt-Alex Laboratórios e Álamo Estúdios de Som.
Fazendo uma cobertura do cotidiano e das impossibilidades de pessoas anônimas na rua, o documentário seleciona ao acaso uma pessoa para ser entrevistada e contar um pouco de sua história, a qual é revelada o cotidiano e a vida desta personagem, aqui, retirada do anonimato para as telas.
O curta-metragem foi laureado com diversos prêmios, dentre eles, o de Melhor Filme pelo 4º Festival Internacional do Curta-metragem, Clermont-Ferrand, França, em 1992, e Melhor Curta-metragem, pelo 1º Festival de Cinema da América Latina e do Caribe, Caracas, Venezuela, em 1993.
Sinopse Com uma narração cheia de negações absurdas sobre pessoas anônimas nas ruas, como: “este homem não come vidro” ou, “na última quarta-feira, esta mulher não deu a luz a sêxtuplos”, o documentário mostra o cotidiano nas ruas e pessoas comuns vivendo seu dia-a-dia. Ao acaso, escolhem a dona de casa Noeli Joner Cavalheiro, a qual a equipe bateu em sua casa e a convidou para fazer parte de um filme, onde a mesma relata que nunca tinha aparecido na televisão. Com sua simplicidade, Noeli relata um pouco de sua humilde vida, em como foi sua relação com os familiares na infância, a perda precoce do pai, e a criação pela madrinha, além de como cresceu com os afazeres domésticos e a vida no campo. A entrevistada também relata sobre seus relacionamentos na adolescência e juventude, bailes, noivados, até que se muda para Porto Alegre, e conhece então o homem que viria a ser seu marido e constituir uma família. Noeli relata que nos poucos dias que veio conversando com a equipe de produção, sentiu que sua vida mudou, e que sentia a necessidade de, a partir daquela entrevista, fazer sua vida diferente.
Elenco
Noeli Joner Cavalheiro José Mayer
Recepção A crítica recebeu a obra de Jorge Furtado destacando as possibilidades que as pessoas no anonimato possuem para contar histórias em obras documentais, longe dos clichês de grandes centros, ou figuras notáveis socialmente, apenas o simples da vida, a qual é semelhante à vida da maioria das pessoas que possam vir a ter alguma identificação. Algumas das críticas caracterizam o documentário como uma “releitura high-tech do neo-realismo.”
Em 1991, o filme recebeu o suas primeiras premiações no 19° Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Música. E também as categorias de Melhor Curta Gaúcho, Melhor Direção de Curta Gaúcho, Melhor Montagem de Curta Gaúcho e Melhor Fotografia de Curta Gaúcho.
A lista dos 100 melhores documentários brasileiros reúne o resultado de uma inquirição realizada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) com a participação dos principais críticos de cinema do Brasil. A lista foi publicada em um livro em edição de luxo chamado "Documentário Brasileiro - 100 Filmes Essenciais". Seu lançamento ocorreu em outubro de 2017. O livro também tem ensaios sobre as obras eleitas.
Prêmios
19º Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, 1991: Melhor Filme (Prêmio da Crítica), Melhor Direção, Melhor Música. Melhor Curta Gaúcho, Melhor Direção de Curta Gaúcho, Melhor Montagem de Curta Gaúcho, Melhor Fotografia de Curta Gaúcho. 4º Festival Internacional do Curta-metragem, Clermont-Ferrand, França, 1992: Melhor Filme. 1º Festival de Cinema da América Latina e do Caribe, Caracas, Venezuela, 1993: Melhor Curta-metragem. 28° Festival de Cine de Huesca, Espanha, 2000: Menção Especial do Júri. Integrante da Mostra "Os 30 Clássicos do Curta Brasileiro na Década de 90", a partir de seleção feita por personalidades do cinema do país.
Ligações externas
Categoria:Documentários do Brasil Categoria:Filmes do Brasil de 1991 Categoria:Filmes dirigidos por Jorge Furtado