Antártida é um filme brasileiro de drama dirigido por Bruno Safadi, com roteiro de Claudia Jouvin. Produzido pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, foi lançado nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026, com estreia em segunda janela no Globoplay.

Estrelado por Andrea Beltrão, Leandra Leal, Tatiana Tiburcio, Marina Ruy Barbosa, Antonio Calloni, Renan Monteiro e Lázaro Ramos, o filme acompanha os integrantes de uma base brasileira na Antártida que têm suas rotinas completamente transformadas após um crime brutal cometido na primeira noite de uma missão durante o inverno polar. Em meio ao isolamento extremo, cientistas e militares passam a conviver com a desconfiança, enquanto a subcomandante Elisabeth lidera uma investigação que revela conflitos, segredos e ameaças muito além das condições climáticas.

A première nacional do filme ocorreu em 12 de junho de 2026, quando a produção integrou a programação da 1ª Mostra de Filmes dos Estúdios Globo. Em julho de 2026, foi anunciada como a produção de abertura da 54.ª edição do Festival de Cinema de Gramado, onde terá exibição hors concours durante a cerimônia de abertura.

Sinopse Em uma base brasileira isolada, cientistas e militares se preparam para enfrentar um inverno extremo. O clima hostil, no entanto, é apenas o começo dos desafios. Na primeira noite, um crime brutal contra Inês (Marina Ruy Barbosa) abala a rotina da base e transforma todos os homens em suspeitos — incluindo o Comandante Barros (Antônio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos).

Diante do medo e da desconfiança crescente, a subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) assume a liderança da investigação, contando com o apoio das outras mulheres da base, como Marina (Leandra Leal) e Rose (Mariana Sena). Em meio ao isolamento, à tensão e às incertezas, elas precisam buscar respostas, e proteger umas às outras, antes que o rigor do inverno seja o menor dos perigos.

Elenco Andrea Beltrão como Elisabeth Leandra Leal como Marina Tatiana Tiburcio como Soraya Marina Ruy Barbosa como Inês Antonio Calloni como Comandante Barros Renan Monteiro como Gaspar Lázaro Ramos como Vicente Adélio Lima como Viriato João Vitor Silva como Josué Gero Camilo como Dimas Henrique Barreira como Santiago Mariana Sena como Rose

Produção O projeto Antártida marca mais uma colaboração entre a roteirista Claudia Jouvin e os Estúdios Globo, sendo que em 2017 foi inicialmente desenvolvido como série. Com a decisão de transformá-lo em longa-metragem, a narrativa foi condensada e adaptada para o novo formato. A direção é de Bruno Safadi, que liderou uma equipe técnica para registrar imagens nas paisagens congeladas da Patagônia, utilizadas como base para a ambientação visual do filme.

As cenas com o elenco foram filmadas em estúdios da emissora equipados com tecnologia de produção virtual, semelhante à utilizada em grandes produções internacionais. O uso desse recurso permitirá criar uma representação imersiva e realista da Antártida, sem comprometer a logística e segurança das gravações.

O filme ganhou suas primeiras imagens oficiais durante o Upfront 2026 da Globo, realizado em 13 de outubro. A prévia destacou os protagonistas Marina Ruy Barbosa, Lázaro Ramos, Leandra Leal e Antônio Calloni em cenas imersivas, ambientadas com o suporte da avançada tecnologia de produção virtual dos Estúdios Globo.

Recepção Resposta da crítica Antártida recebeu avaliações variadas da crítica especializada. Entre os aspectos elogiados estão as atuações de Andréa Beltrão e Marina Ruy Barbosa, a atmosfera de isolamento criada pela narrativa e o uso de produção virtual para representar a paisagem antártica. Em contrapartida, algumas críticas apontaram problemas no desenvolvimento dos personagens, no excesso de diálogos explicativos e na condução do suspense, especialmente pela alternância entre o thriller psicológico e o melodrama. Escrevendo para o Lagoa Nerd, Jhow Foster destacou a força das interpretações, especialmente de Marina Ruy Barbosa e Andréa Beltrão, além das contribuições de Leandra Leal, Lázaro Ramos e Antônio Calloni. O crítico considerou que a resolução do mistério pode ser previsível para espectadores habituados ao gênero, mas avaliou que isso não compromete a experiência, uma vez que o roteiro consegue manter a tensão e entregar um desfecho satisfatório. A direção de Bruno Safadi também foi elogiada pela atenção à intimidade das relações entre os personagens, aos diálogos e aos silêncios, construindo uma atmosfera marcada pelo isolamento e pela desconfiança.

Em outra crítica publicada pelo Lagoa Nerd, Alexandre Salazar apresentou uma avaliação mais negativa, apontando fragilidades na construção dos personagens e na ambientação do isolamento. Para o crítico, a sensação de confinamento é mais informada pelo roteiro do que construída pela direção, enquanto os personagens masculinos seriam pouco desenvolvidos. Salazar também considerou que as discussões sobre violência sexual e violência de gênero assumem um caráter excessivamente didático e avaliou que a atuação de Marina Ruy Barbosa fica abaixo daquela apresentada por Andréa Beltrão, Leandra Leal e Lázaro Ramos.

Em crítica publicada pelo Admiradores da Sétima Arte, Raphael Ritchie destacou o suspense construído a partir do confinamento da estação e a maneira como o crime altera as relações entre os personagens. A análise ressaltou a atuação de Andréa Beltrão e a vulnerabilidade apresentada por Marina Ruy Barbosa, além de considerar eficiente o contraste entre a vastidão do ambiente externo e a claustrofobia dos espaços internos. Como ressalva, apontou que determinados diálogos explicam de maneira excessiva questões que poderiam ser transmitidas pela própria encenação, reduzindo a naturalidade de algumas situações. A crítica também destacou o uso da produção virtual e a construção da paisagem antártica como elementos relevantes da realização técnica do longa.

Para Vicente Marinho, da Sétima Cabine, o principal destaque de Antártida está na realização técnica, especialmente na produção virtual dos Estúdios Globo e na construção da estação e da paisagem gelada. O crítico também elogiou o trabalho de Andréa Beltrão e, em menor medida, de Marina Ruy Barbosa. Em contrapartida, apontou que o roteiro sofre com a indecisão entre o melodrama e o suspense investigativo, além de criticar algumas reviravoltas e o desenvolvimento dramático. Segundo Marinho, a realização técnica se sobressai em relação à condução do suspense e da discussão temática proposta pelo filme.

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