Dia Internacional das Lésbicas, celebrado anualmente em 8 de outubro, é um dia de celebração das lésbicas, juntamente com sua cultura, história e diversidade. Este dia é comemorado principalmente na Nova Zelândia e na Austrália por lésbicas e pessoas aliadas com vários eventos comunitários, danças e conferências. Não se sabe quando foi comemorado pela primeira vez. Alguns dizem que começou na Nova Zelândia em 1980, mas outros dizem que começou na Austrália em 1990.

Em diferentes países, o Dia Nacional das Lésbicas pode ocorrer em datas distintas, mas com o mesmo propósito de promover a visibilidade e fortalecer o diálogo sobre a pluralidade existente dentro da própria comunidade. No Brasil, além do Dia Nacional do Orgulho Lésbico (19 de agosto), celebra-se também o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, criado para ampliar o debate sobre direitos, fortalecer a organização política e combater a invisibilidade das mulheres lésbicas.

As datas e seus significados variam conforme o contexto de cada país. Na Argentina, o Dia da Visibilidade Lésbica é celebrado em 7 de março, em memória de Pepa Gaitán, vítima de lesbocídio em 2010. No México, o Dia das Rebeldias Lésbicas Latino-americana e Caribenha é celebrado em 13 de outubro, em referência ao primeiro Encontro de Lésbicas Feministas da América Latina e do Caribe, realizado no país em 1987. Nos Estados Unidos, o Lesbian Visibility Day, comemorado em 26 de abril, promove campanhas de valorização das identidades lésbicas dentro do movimento LGBTQIA+.

O Dia Internacional das Lésbicas e da Visibilidade Lésbica reforçam a importância de reconhecer a interseccionalidade, considerando que a vivência de mulheres lésbicas é atravessada não apenas pela orientação sexual, mas também por questões relacionadas a gênero, raça, classe social, origem, maternidade, entre outras. Assim, uma mulher lésbica pode enfrentar desafios múltiplos e sobrepostos, especialmente em contextos marcados pelo patriarcado e por desigualdades estruturais.

Brasil O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é comemorado em 19 de agosto e marca a primeira grande manifestação de mulheres lésbicas no país, ocorrida em 1983, em São Paulo. O episódio ficou conhecido como o “pequeno Stonewall brasileiro” e teve como cenário o Ferro’s Bar, importante ponto de encontro de grupos oprimidos e contrários à ditadura militar, além de espaço para apresentações artísticas e comercialização de trabalhos independentes. Naquele ano, integrantes do Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) foram impedidas de vender o boletim ChanacomChana, primeira publicação ativista lésbica do Brasil e expulsas do local. Em resposta, no dia 19 de agosto, cerca de cem manifestantes, entre militantes lésbicas, gays, feministas, parlamentares e representantes da imprensa, ocuparam o bar e garantiram o direito de distribuir o material. A liderança do protesto coube à antropóloga e ativista Rosely Roth, que discursou no interior do estabelecimento.

O Ferro’s Bar, ativo durante as décadas de 1970 e 1980, foi posteriormente reconhecido como lugar de memória LGBTQ+ pelo Laboratório Outros, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). A data de 19 de agosto foi oficializada como Dia do Orgulho Lésbico pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em 2008.

Após o “levante do Ferro’s”, o GALF e outras militantes intensificaram sua participação no movimento LGBTQ+, incluindo a luta pela visibilidade da palavra “lésbicas” em encontros nacionais. Essa mobilização resultou, em 1996, no 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), atual Senalesbi, realizado no Rio de Janeiro, que estabeleceu o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica em 29 de agosto. O evento, criado para promover encontros, debater demandas e fortalecer o movimento, segue sendo organizado por coletivos e associações, com edições em diferentes cidades do país.

Nova Zelândia Diz-se que o Dia Internacional Lésbico na Nova Zelândia começou em 8 de março de 1980. A primeira Marcha do Dia Lésbico teria ocorrido no Dia Internacional da Mulher, com a participação de 40 mulheres, que marcharam pelo Central Park de Wellington.miniaturadaimagem|Marcha do Orgullo LGBT em Lima, em 2022 Austrália O primeiro evento internacional do Dia Lésbico na Austrália foi realizado no Collingwood Town Hall, em Melbourne, em 13 de outubro de 1990. O evento contou com músicos, barracas de mercado, leituras e dança ao som de música ao vivo. Desde então, a comunidade lésbica de Melbourne celebra este dia em 8 de outubro.

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