O adze é um ser vampírico no folclore Jeje, contado pelo povo de Togo e Gana. Na natureza, o adze toma a forma de um pirilampo, embora possa se transformar em forma humana quando capturado. Quando na forma humana, o adze tem o poder de possuir humanos.

Pessoas, homens ou mulheres, possuídas por um adze são vistas como bruxas (). A influência do adze afetava negativamente as pessoas que viviam ao redor do hospedeiro. Uma pessoa é suspeita de estar possuída numa variedade de situações, incluindo: mulheres com irmãos (especialmente se os filhos do irmão forem melhores que os seus), pessoas idosas (se os mais jovens começarem a morrer e os mais velhos continuarem vivos) e os pobres (se invejarem os ricos). Os efeitos do adze são geralmente sentidos pela família da vítima possuída ou por aqueles de quem a pessoa possuída tem inveja.

Na forma de pirilampo, o adze passa pelas fechaduras, rachaduras em paredes, ou por baixo de portas fechadas à noite. Uma vez na casa, suga o sangue das pessoas enquanto elas dormem, fazendo-as adoecer e morrer. Contos da criatura e dos seus efeitos são provavelmente uma tentativa de descrever os efeitos potencialmente fatais dos mosquitos e da malária. Não existe defesa contra um adze.

Referências

Leitura adicional

Arens, William, The Man-Eating Myth: Anthropology and Anthropophagy, Oxford University Press, 1979. Blood Read: The Vampire as Metaphor in Contemporary Culture, editado por Joan Gordon e Veronica Hollinger. University of Pennsylvania Press, 1997. Guiley, Rosemary Ellen, The Encyclopedia of Vampires, Werewolves, and Other Monsters, Checkmark Books, 2004. Venkatachalam, Meera, Slavery, Memory and Religion in Southeastern Ghana, c.1850–Present, Cambridge University Press, 2015. Categoria:Povo jeje Categoria:Insetos mitológicos Categoria:Hematófagos mitológicos