O sequestro de Edevair de Souza Faria, pai do jogador de futebol Romário, ocorreu em 2 de maio de 1994, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu às vésperas da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, na qual Romário foi peça fundamental para a conquista do tetracampeonato pela seleção brasileira. Os sequestradores exigiram sete milhões de dólares como resgate, mas a vítima foi libertada pela polícia após seis dias de cativeiro, sem que o resgate fosse pago. Vários indivíduos foram presos em conexão com o crime.

Sequestro Edevair de Souza Faria, proprietário de um bar chamado Garota do Quitungo, foi sequestrado por três homens armados e encapuzados ao deixar o estabelecimento na Vila da Penha, em 2 de maio de 1994. Os criminosos entraram em contato com a família dois dias depois, em 4 de maio, exigindo sete milhões de dólares pelo resgate. O valor foi considerado elevado pelas autoridades, que classificaram a quadrilha como amadora. Romário, que jogava no Barcelona na época, retornou ao Brasil para acompanhar o caso e declarou que não teria condições emocionais de participar da Copa do Mundo se o pai não fosse libertado.

Investigações A Polícia Militar do Rio de Janeiro, por meio da Divisão Anti-Sequestros (DAS), investigou o caso. A família, incluindo Ronaldo de Souza, irmão de Romário, buscou auxílio junto a traficantes da Favela do Jacarezinho para localizar o cativeiro. Romário afirmou que traficantes ajudaram na busca, motivados pela admiração pelo jogador. O cativeiro foi descoberto em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a cerca de 30 km do Rio de Janeiro.

Em 8 de maio de 1994, a polícia invadiu o local e libertou Edevair, que relatou ter sido bem tratado, com alimentação incluindo bife com batata frita e cerveja, embora tenha sofrido machucados nos pulsos devido às algemas. Na operação, foram presas Lina Célia de Oliveira (24 anos), Marlúcia Gomes (35 anos) e um menor de 17 anos, J.S., responsáveis por vigiar o refém. Em 11 de maio, Marco Aurélio Pereira, conhecido como Marquinho da Muleta (28 anos), acusado de ser o chefe da quadrilha, foi preso. Ele negou envolvimento e mencionou possível participação de Serginho da Brahma, ligado ao Comando Vermelho.

Uma das presas acusou Ronaldo de Souza de ser o mandante, mas o Ministério Público investigou e nada foi comprovado. Em 1997, José da Silva Pereira, conhecido como Doda, foi preso como outro mentor do sequestro. Não há indícios de que o resgate tenha sido pago.

Após a libertação, Romário retornou à Espanha em 10 de maio de 1994 e prosseguiu com sua carreira, contribuindo para a vitória do Brasil na Copa do Mundo.

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