O massacre de Heliópolis foi um tiroteio escolar ocorrido em 18 de outubro de 2024, na Escola Municipal Dom Pedro I, localizada no povoado da Serra das Correias, em Heliópolis, Bahia. O estudante de 14 anos, Samuel Santana Andrade, atirou contra três colegas de 15 anos, matando-os, antes de se matar.
O tiroteio escolar ocorrido em Heliópolis se tornou o massacre em escola mais mortal da Bahia e da região nordeste do Brasil, superando o ataque na Escola Sigma.
Ataque Por volta sas 17h, próximo do fim das aulas da instituição, o estudante, Samuel Santana Andrade, um aluno da 9° série de 14 anos, estava sentado na sua cadeira, dentro e no fundo da sala de aula e sem ter uma discussão aparentemente, sacou um revólver calibre 38, onde estavam outros oito estudantes e a professora de artes, antes de atirar e atingir fatalmente duas meninas e um menino, as três vítimas tinha 15 anos de idade. Antes que Santana se matasse com um tiro no peito. De acordo com sobreviventes, Santana não tinha alvo específico e atirou em todas as direções para atingir todos.
Durante os tiros, os estudantes e a professora de artes, Lindelia de Almeida, que estavam no local fugiram da sala de aula, quando Santana iniciou os tiros. Almeida relatou que Santana não apresentava nervosismo e, durante o início dos tiros, achou que fosse uma bombinha.
Após o massacre, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar (PM) foram acionados pelos moradores locais e demoraram cerca de 30 minutos para chegarem ao local, mas quando chegaram, os quatro estudantes já estavam sem vida. A escola foi isolada e o revólver e a munição de Santana foram apreendidos após o ataque.
A sala em que Santana estudava tinha cerca de dez estudantes, incluindo o próprio atirador, mas um deles não veio no dia do massacre, pois estava de licença de maternidade.
Autor O atirador foi identificado pelas autoridades como Samuel Santana Andrade, que no dia do crime tinha 14 anos. Ele estudava no 9.º ano do ensino fundamental da instituição. Santana era um estudante sociável e participativo, tinha boas notas, de acordo com a diretora da instituição, Jinelma Maria dos Santos. Já o professor de matemática da instituição disse que ele ficava mais "na dele".
A mãe de uma das vítimas fatais, Elisangela Alves de Sousa, disse que Santana era amigo das outras vítimas e faziam crisma juntos.
Vítimas Quatro estudantes tiveram ferimentos de arma de fogo e morreram no local, antes que pudessem ser socorridos. Duas das vítimas fatais, Fernanda e Jonathan, eram primos e morreram na sala de aula. As vítimas fatais foram identificadas como:
Samuel Santana Andrade, 14 Adriele Vitória Silva Ferreira, 15 Fernanda Sousa Gama, 15 Jonathan Gama dos Santos, 15
Consequências Após o ataque, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, decretou luto oficial de três dias pelas mortes dos estudantes. No mesmo dia, a escola teve as aulas suspensas por um tempo indeterminado.
O celular e o notebook de Santana foram apreendidos e investigados pelas autoridades. Após o ataque, os quatro estudantes mortos foram velados, as duas meninas mortas e o atirador foram velados na Serra dos Correias. Já o menino morto foi enterrado na Serra da Farmácia.
Os cinco estudantes que sobreviveram ao fugir dos tiros receberam apoio especializado no dia 21. Um novo inquérito foi instaurado contra o pai de Santana, por porte ilegal de arma de fogo. Após ele confessar que é o dono do revólver que foi utilizado por seu filho para matar os três alunos e se suicidar.
No dia 28, os porteiros das instituições receberam uma palestra para o Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc), ligado à Polícia Militar. E tinha como objetivo reforçar a segurança nas escolas.
Após o ataque, foi programado que a escola terá as aulas retomadas com a presença de psicólogos e atividades entre alunos e professores da instituição atacada, no dia 29. Mas no dia 30, onze dias após o ataque, as escolas de Heliópolis foram reabertas.
Reações O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, lamentou o ataque e comentou nas suas redes sociais: “Acabo de receber a triste e lamentável notícia da morte de quatro jovens, estudantes da rede municipal da cidade de Heliópolis. Meus sentimentos a todos os familiares e colegas dos estudantes. Determinei à Secretaria de Segurança Pública a imediata apuração do fato"
O prefeito de Heliópolis, Mendonça, se manifestou sobre o ataque: "Este é um momento de dor imensurável para as famílias e amigos, além de toda a comunidade", disse ele. Mendonça ainda informou que psicólogos de Heliópolis e cidades vizinhas estão oferecendo apoio às famílias das vítimas e à comunidade escolar.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também comentou sobre o ataque: "É devastador pensar nas vidas inocentes que foram interrompidas de forma tão trágica", escreveu Costa no X (antigo Twitter).
Ver também Ataque na Escola Estadual Berilo Wanderley – outro tiroteio escolar ocorrido no mesmo ano, em Natal, Rio Grande do Norte Tiroteio da Escola Sigma – ocorrido em 2002, foi o ataque escolar mais mortífero da Bahia, até ser superado pelo massacre de Heliópolis Tiroteio no Colégio Municipal Eurides Sant'Anna – outro tiroteio escolar na Bahia no município de Barreiras Lista de ataques e invasões escolares no Brasil
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