As relações entre a aliança militar da OTAN e a Federação Russa foram estabelecidas em 1991 no âmbito do Conselho de Cooperação do Atlântico Norte. Em 1994, a Rússia aderiu ao programa Parceria para a Paz e, em 27 de maio de 1997, o Ato de Fundação OTAN-Rússia (NRFA) foi assinado na Cúpula da OTAN de Paris de 1997, na França, permitindo a criação do Conselho Conjunto Permanente OTAN-Rússia (NRPJC). No início da década de 2010, a OTAN e a Rússia assinaram vários acordos adicionais de cooperação. O NRPJC foi substituído em 2002 pelo Conselho OTAN-Rússia (NRC), que foi estabelecido em um esforço para fazer parcerias em questões de segurança e projetos conjuntos.

Apesar dos esforços para estruturar fóruns que promovam a cooperação entre a Rússia e a OTAN, as relações, a partir de 2024, tornaram-se severamente tensas ao longo do tempo devido aos conflitos pós-soviéticos e disputas territoriais envolvendo a Rússia, muitos dos quais ainda estão em andamento, incluindo:

Azerbaijão (1988–2025) Moldávia (1990-presente) Geórgia (2008–presente) Ucrânia (2014–presente) Síria (2015–2024) Turquia (2015–2016) Cazaquistão (2021–2022)

As relações Rússia-OTAN começaram a deteriorar-se substancialmente após a Revolução Laranja Ucraniana em 2004-05 e a Guerra Russo-Georgiana em 2008. Deterioraram-se ainda mais em 2014, quando em 1 de abril de 2014, a OTAN decidiu por unanimidade suspender toda a cooperação prática como resposta à anexação russa da Crimeia. Em outubro de 2021, após um incidente em que a OTAN expulsou oito funcionários russos da sua sede em Bruxelas, em retaliação, a Rússia suspendeu a sua missão na OTAN e ordenou o encerramento do escritório da OTAN em Moscovo.

A invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 causou uma rutura nas relações OTAN-Rússia ao ponto mais baixo desde o fim da Guerra Fria em 1991. A Cimeira da OTAN em Madrid de 2022 declarou a Rússia como "uma ameaça direta à segurança euro-atlântica", enquanto que o Conselho OTAN-Rússia foi declarado extinto. Embora autoridades e propagandistas russos tenham afirmado que estão "em guerra" com toda a OTAN e o Ocidente, a OTAN manteve que o seu foco é ajudar a Ucrânia a defender-se, e não lutar contra a Rússia.

Desde 2022, as tensões passaram de disputas diplomáticas e posturas militares para ações secretas. Autoridades da OTAN têm alertado repetidamente sobre uma campanha híbrida em curso da Rússia contra os Estados-membros, que inclui sabotagem, planos de assassinato, ataques cibernéticos e desinformação com o objetivo de desestabilizar a aliança e interromper a ajuda à Ucrânia.

Contexto Após o Tratado sobre a Regulamentação Definitiva referente à Alemanha, que dissolveu o Conselho de Controlo Aliado e o Conselho de Ministros das Relações Exteriores, a OTAN e a União Soviética começaram a envolver-se em negociações a vários níveis, incluindo um impulso contínuo por tratados de controlo de armas, como o Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa. Também houve conversas sobre o papel da OTAN no cenário de segurança em mudança na Europa, com o presidente dos EUA, George H. W. Bush, o secretário de Estado dos EUA, James Baker, o chanceler da Alemanha Ocidental, Helmut Kohl, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha Ocidental, Hans-Dietrich Genscher, e Douglas Hurd, o ministro das Relações Exteriores britânico. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha Ocidental, Hans-Dietrich Genscher, numa reunião em 6 de fevereiro de 1990, sugeriu que a aliança deveria emitir uma declaração pública dizendo que "a OTAN não pretende expandir o seu território para o Leste". Em 1990-91, os formuladores de políticas ocidentais de facto operaram com a premissa de que a OTAN não tinha o propósito de se expandir para a Europa Oriental e que tal movimento prejudicaria gravemente as perspectivas de longo prazo para a estabilidade e segurança na União Soviética e na Europa Oriental. De acordo com vários relatos de notícias e memórias de políticos, em 1990, durante as negociações sobre a reunificação alemã, a administração do então presidente dos EUA, George H. W. Bush, fez uma "garantia categórica" ao então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev: Se Gorbachev concordasse que uma Alemanha reunificada fazia parte da OTAN, a OTAN não se expandiria mais para o leste para incorporar os países do Pacto de Varsóvia na aliança. A justificativa era permitir "uma zona-tampão não alinhada" entre a fronteira soviética e a dos estados da OTAN. Após a queda da União Soviética e a dissolução do Pacto de Varsóvia, Gorbachev negou estas alegações e afirmou que a promessa da OTAN de não se expandir para o leste é um mito. Gorbachev também disse: "A decisão dos EUA e dos seus aliados de expandir a NATO para o leste foi tomada de forma decisiva em 1993. Chamei a isto um grande erro desde o início. Foi definitivamente uma violação do espírito das declarações e garantias que nos foram feitas em 1990." Em 1992, ou seja, apenas alguns meses após a desintegração da URSS, os EUA expressaram abertamente a intenção de convidar os antigos países do Pacto de Varsóvia para a NATO.

Ver também

Relações internacionais da Rússia Relações internacionais da OTAN Alargamento da NATO Política de portas abertas da OTAN Relações Armênia-OTAN Relações Azerbaijão-OTAN Relações Bielorrússia-OTAN Relações Geórgia-OTAN Relações Moldávia-OTAN Relações Ucrânia-OTAN Relações Rússia-Ucrânia Relações Rússia-Estados Unidos invasão russa da Ucrânia Relações Rússia-União Europeia Relações Ucrânia-Comunidade de Estados Independentes

Leitura adicional

Asmus, Ronald. Opening NATO's Door: How the Alliance Remade Itself for a New Era (2002) excerpt Asmus, Ronald D., Richard L. Kugler, and F. Stephen Larrabee. "Building a new NATO." Foreign Affairs (1993): 28-40 online. Asmus, Ronald D. "Europe's eastern promise: Rethinking NATO and EU enlargement." Foreign Affairs (2008): 95–106. online Asmus, Ronald, Stefan Czmur, Chris Donnelly, Aivis Ronis, Tomas Valasek, and Klaus Wittmann. NATO, new allies and reassurance (London: Centre for European Reform, 2010) online. Baker III, James A. "Russia in NATO?" The Washington Quarterly, (2002) 25:1, 93-103 Russia in NATO?

Bordachev, Timofei. Europe, Russia and the Liberal World Order: International Relations after the Cold War. (Routledge, 2022), by a senior aide to Putin online book review Braun, Aurel, ed. NATO-Russia relations in the twenty-first century (Routledge, 2008). Forsberg, Tuomas, and Graeme Herd. "Russia and NATO: From Windows of Opportunities to Closed Doors." Journal of Contemporary European Studies 23#1 (2015): 41–57. Goldgeier, James, and Joshua R. Itzkowitz Shifrinson. "Evaluating NATO enlargement: scholarly debates, policy implications, and roads not taken." International Politics 57 (2020): 291–321. Goldgeier, James M. Not Whether But When: The U.S. Decision to Enlarge NATO (1999) excerpt Hanson, Marianne. "Russia and NATO expansion: The uneasy basis of the founding act." European Security 7.2 (1998): 13–29. online Holas, Lukáš. "Prospects for Russia-NATO relations: The SWOT analysis." Communist and Post-Communist Studies 51.2 (2018): 151–160. Kropatcheva, Elena. "NATO–Russia relations and the Chinese factor: An ignored variable." Politics 34.2 (2014): 149–160. Kupchan, Charles A. "NATO's Final Frontier: Why Russia Should Join the Atlantic Alliance" Foreign Affairs 89#3 (2010), pp. 100–112 online Marten, Kimberly. "NATO enlargement: evaluating its consequences in Russia." International Politics 57 (2020): 401–426. Ozkan, Ozgur. "NATO-Russia Relations in the Twenty-First Century: Obstacles and Opportunities for Strategic Partnership". (Naval Postgraduate School Dept Of National Security Affairs, 2012) online. Pouliot, Vincent. International security in practice: the politics of NATO-Russia diplomacy (Cambridge UP, 2010). RAND, Russia's Hostile Measures: Combating Russian Gray Zone Aggression Against NATO in the Contact, Blunt, and Surge Layers of Competition (2020) online Covers Moldova/Transnistria (1992–2016); Georgia (2004–2012); Estonia (2006–2007); Ukraine (2014–2016); and Turkey (2015–2016) Ratti, Luca. "Back to the future? International relations theory and NATO-Russia relations since the end of the Cold War." International Journal 64.2 (2009): 399–422. ; online review Sushentsov, Andrey A., and William C. Wohlforth. "The tragedy of US–Russian relations: NATO centrality and the revisionists’ spiral." International Politics 57 (2020): 427-450. Talbott, Strobe. The Russia Hand: A memoir of Presidential Diplomacy (2002) online Tsygankov, Andrei P. "The sources of Russia's fear of NATO." Communist and Post-Communist Studies 51.2 (2018): 101–111. online Tsygankov, Andrei P. "NATO, Russia, and regional security in Europe and Eurasia. Introduction to the issue." Communist and Post-Communist Studies 51.2 (2018): 89–90. online Unverdi, Gurbet Behram. "To what extent is the gradual deterioration in NATO-Russia relations between 1991-2014 causally related to NATO's eastward expansion in Eastern-Europe?." (MA thesis, Leiden University 2015). online Vancouver, C. A. S. I. S. "NATO and Canadian Responses to Russia since its Annexation of Crimea in 2014." Journal of Intelligence, Conflict and Warfare 1.1 (2018). online Wohlforth, William, and Vladislav Zubok. "An abiding antagonism: realism, idealism and the mirage of Western-Russian partnership after the Cold War." International Politics (2017) 54#4 pp 405–419. Daramola Luke, The Informant247. "ANALYSIS | NATO membership: Will Russia invade Finland and Sweden too?"

Categoria:Relações entre Estados Unidos e Rússia Categoria:!CS1 russo-fontes em língua (ru) Categoria:OTAN