​ Itaberli Lozano Rosa foi um adolescente de 17 anos de idade que foi assassinado por sua própria mãe, Tatiana Ferreira Lozano Pereira, e dois comparsas, Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, em 29 de dezembro de 2016 no município de Cravinhos, interior de São Paulo, Brasil, em um crime motivado por homofobia.

Assassinato

Na noite de 29 de dezembro de 2016, Itaberli foi atraído pela mãe até sua casa após uma suposta reconciliação após uma briga, mas foi atacado com golpes de faca no pescoço dentro do imóvel.

Ele foi espancado por dois comparsas contratados pela mãe, Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, que não conseguiram matá-lo, o que levou Tatiana a desferir o golpe fatal.

Após a morte, Tatiana e o padrasto, Alex Canteli Pereira, tentaram ocultar o cadáver incendiando-o em um canavial nas proximidades. O corpo carbonizado de Itaberli foi encontrado apenas em 7 de janeiro de 2017, e confirmado como sendo dele por meio de exame de DNA pelo Instituto Médico Legal (IML).

Prisão, investigação e julgamento

Segundo o depoimento de Tatiana apósser presa, a relação conturbada com o filho e seus conflitos anteriores motivaram o crime; ela chegou a afirmar, à época, que “não aguentava mais ele” e alegou que ele a teria agredido.

O Tribunal do Júri de Ribeirão Preto condenou em novembro de 2019 a mãe, Tatiana Ferreira Lozano Pereira, a 25 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, também julgados, receberam cada um 21 anos e oito meses por participação no crime.

O padrasto de Itaberli, Alex Canteli Pereira, teve seu julgamento adiado por conflito de interesses, já que o defensor era o mesmo que representava Tatiana.

Ver também Homofobia no Brasil

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