Marília Barbara Fernandes Garcia Moschkovich, também conhecida como Marília Moscou, é uma socióloga brasileira, professora do Departamento de Sociologia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo. Suas principais áreas são estudos de gênero e feminismos, estudos críticos da família, da parentalidade e do parentesco (incluindo não-monogamia, conjugalidades e relacionamentos), e estudos da sexualidade (especialmente a bissexualidade).

Vida pessoal Marília Moschkovich é filha de Maria do Carmo, que a ensinou sobre feminismo ainda na infância e apoiou suas atividades políticas e acadêmicas. O pai também é feminista e busca a igualdade de gênero. Ela tem uma irmã, Isabela, e um irmão, Diego. Ela é casada com Raphael Sponton Peres.Marília Bárbara Fernandes Garcia Moschkovich. Feminist gender wars   [recurso eletrônico] : the reception of the concept of gender in Brazil (1980s-1990s) and the global dynamics of production and circulation of knowledge. 2018. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, 2018.

Ela é militante feminista, de relações livres e do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ela coleciona quadrinhos e é fã das escritoras e poetisas estadunidenses Gertrude Stein e Sylvia Plath e do poeta, dramaturgo e teórico russo Vladimir Maiakovski.

Carreira

Marília Moscou já foi colunista e freelancer de sites de opinião, professora de Ensino Médio na disciplina de Sociologia, professora de inglês e assistente de pré-escola. Desde 2023, é Professora do Departamento de Sociologia, da FFLCH/USP, e continua seus estudos que focam em feminismo, casamento e modelos não tradicionais de relacionamento.

De acordo com ela, monogamia e família são estruturas opressivas de poder que afetam sobretudo as mulheres, e o Capitalismo dita como afetos e desejos devem ser. Casamento está ligado a direitos sociais e família a aceitação social, e a monogamia é um contrato de centralidade do casal na vida das duas pessoas e de instituição da traição. A monogamia / o casamento é uma instituição tão forte no Brasil que é inclusive defendida pelo Estado.

Por outro lado, a ideia de não-monogamia ainda é pouco difundida.

Entre 2020 e 2022, pesquisou sobre a criação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no início da Presidência de Jair Bolsonaro. Analisou qual era a ideia de família nas políticas públicas do período, com base em documentos e publicações digitais do Ministério.

Trajetória acadêmica Sua formação acadêmica foi a seguinte:

2023 - Atual - Coordenadora do "Ímpar - Laboratório de Estudos Críticos da Família" 2023 - Atual - Docente do Departamento de Sociologia, da FFLCH/USP 2022 - Pesquisadora de pós-doutorado no Centro de Estudos da Metrópole (CEM/USP), com bolsa FAPESP 2020 - 2022 - Pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Antropologia, da USP 2020 - 2022 - Colaboradora do Instituto Gerar de Psicanálise 2021 - 2022 - Fellow de pesquisa temática do Mecila (Maria Sibylla Merian Centre - Conviviality-Inequality in Latin America) 2020 - 2021 - Docente na Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (FLACSO) 2018 - 2020 - Fellow da Alexander von Humboldt Stiftung, com trabalho junto à Berlin Feminist Film Week 2018 - Doutorado em Educação, Unicamp, com período sanduíche na École des Hautes Études de Sciences Sociales (EHESS), e estágio de pesquisa no Museo de Antropología da Universidad Nacional de Córdoba (UNC) 2013 - Mestrado em Educação, Unicamp 2009 - Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais, Unicamp

Polêmica Em maio de 2024, período em que a maioria das cidades do estado do Rio Grande do Sul sofria com enchentes, Marilia Moscou publicou uma postagem na plataforma X (Twitter), onde abordava o direito à sexualidade da multidão de pessoas que viviam nos abrigos improvisados em barracões. Segundo ela,

Diante dos inúmeros ataques à sua fala provindos de pessoas politicamente posicionadas tanto à esquerda quanto à direita, Marília se pronunciou indicando que existe um debate de várias décadas sobre o direito à sexualidade em campos de refugiados, já que ela é parte de ser tratado como um ser humano.

No dia 11 de maio, a socióloga publicou outro post em seus redes sociais, afirmando:

No dia seguinte, 12 de maio, a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof) publicou uma nota em defesa da professora, reforçando a importância da reflexão sobre as questões que envolvem a sexualidade de adultos dentro de campos de refugiados (de guerra ou climáticos), que incluem masturbação, o que é sexo consentido entre adultos e a diferença dele para o abuso sexual. A Anpof ainda indicou que necessidades e desejos sexuais permanecem em épocas de catástrofes; bem como a existência e ação de abusadores dentro dos campos de refugiados.

Obras selecionadas

2025 - 'Mulher' e 'família': o senso-comum como política pública no governo Bolsonaro. ESTUDOS AVANÇADOS 2025 - Amor & Monogamia: políticas da branquitude e do gênero. Tempo Social (com R. Fernandes) 2024 - A tríplice semântica do gênero: tensões e disputas na teoria feminista. Fólio - Revista de Letras 2024 - Nasce um corpo: transformações contemporâneas no conhecimento produzido entre a Sociologia e a Saúde. Cadernos de Saúde Pública 2023 - ?Família? e a nova gramática dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro. Mecila Working Paper Series 2023 - Scientific Production and Gender Inequalities in Two Academic Elites: Brazil and Argentina. Revue d'Histoire des Sciences Humaines (com outros autores) 2020 - Notas para um Materialismo Bi-Alético. Revista Brasileira de Estudos da Homocultura 2017 - “Gênero”, em português. Cadernos Pagu 2015 - Desigualdades de Gênero na Carreira Acadêmica no Brasil. DADOS-REVISTA DE CIENCIAS SOCIAIS (com Ana Maria Fonseca de Almeida)

Ligações externas

BlueSky - Imperatriz Paulista da Não-Monogamia Instagram

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