O Aeroporto da Serra Gaúcha será o novo aeroporto de Caxias do Sul, que será construído no distrito de Vila Oliva.
A construção do novo terminal é um passo para incrementar o turismo e desembaraçar a movimentação de cargas no Estado, tendo a função de atender à crescente demanda de passageiros na região da Serra Gaúcha e beneficiar diretamente Caxias do Sul e municípios próximos como Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi, Gramado e Canela, estimulando, especialmente, a vinda de turistas de fora do Rio Grande do Sul, o que contribui para a atração de recursos adicionais à economia gaúcha e representa um novo alento para a superação de dificuldades enfrentadas nos últimos anos por conta da pandemia de COVID-19 e das enchentes.
História Nos anos de 2003 e 2004, o Instituto de Aviação Civil começou a avaliar possíveis áreas para novo aeroporto em Caxias do Sul. Em maio de 2003, um levantamento por satélite do Departamento Aeroportuário do Rio Grande do Sul (DAP) destacou o relevo, a rara neblina, tempo bom e a possibilidade de expansão.
Em 2006, o Governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, autoriza o levantamento topográfico em Vila Oliva, área com relevo favorável, distante de conflitos urbanos, com boa localização geográfica e de fácil acesso. Esses foram alguns dos aspectos que favoreceram a escolha da localidade de Tabela, como a sede do novo aeroporto.
Em 2007, o Ministério da Defesa dá parecer favorável ao processo de viabilidade operacional do projeto do novo Aeroporto Regional da Serra Gaúcha. Os 445,53 hectares destinados ao novo aeroporto, na localidade de Tabela, Vila Oliva, são gravados no Plano Diretor do Município de Caxias do Sul.
Em 2010, a então governadora Yeda Crusius recebe um estudo do DAP. A análise dá nota 9,69 para Vila Oliva e descarta Monte Bérico, no interior de Farroupilha, com nota 5,34, que também havia sido analisada.
Em 2011, o prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori, assinou o Decreto nº 15.485, que declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, a área para implantação do novo Aeroporto Regional da Serra.
Em 2012, o Aeroporto da Serra Gaúcha foi incluído no plano de incentivo à aviação regional, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), que abrange mais de 200 aeroportos. Em 2013, o governo estadual assinou o termo de cooperação com o município, destinando R$ 15 milhões para as desapropriações em Vila Oliva. Acima desse valor, o valor seria pago pelo município.
Em 2014, o Consórcio de empresas projetistas IQS Engenharia & PJJ Malucelli, subcontratado pelo Banco do Brasil, elabora Estudo de Viabilidade Técnica (EVT) e apresenta quatro alternativas de investimento à Secretaria da Aviação Civil. No mesmo ano o Aeroporto Regional Hugo Cantergiani foi declarado pela SAC inviável para receber investimentos.
Em 2016, a SAC autoriza a execução da fase de anteprojeto para o Aeroporto Regional em Vila Oliva. Em 2017, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (FEPAM) emite Termo de Referência para elaboração do EIA/RIMA.
Em 2018, foi protocolada junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a Ficha de Caracterização de Atividade do empreendimento e emitido o Termo de Referência Específico e o Centro Nacional de Arqueologia aprova Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico.
Em 2019, a SAC realizou a apresentação e a entrega do anteprojeto do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha. No mesmo ano, o IPHAN-RS emite a Anuência da Licença Prévia. o Município elaborou laudo de avaliação para desapropriação das áreas do sítio aeroportuário, no valor de R$ 20.656.682,65. Nesse ano também foi assinatura do Termo de Compromisso entre Ministério da Infraestrutura e Município de Caxias do Sul para a construção do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha.
Em 2020, o Município realizou audiências públicas visando a licença prévia EIA/RIMA, concedida ao final dos trâmites. Nesse ano também foi realizado o pagamento do Município, via depósito judicial, do montante avaliado para desapropriação, pela Caixa Econômica Federal por meio do programa FINISA (Financiamento de Infraestrutura e Saneamento).
Em 2021 foi contratada a empresa Iguatemi Consultoria e Serviços de Engenharia Ltda. para a elaboração dos projetos para o Aeroporto, com base no anteprojeto fornecido pela SAC. Foi entregue também a análise e aprovação pelos técnicos da SAC das etapas do projeto do Aeroporto.
Em 2023 ocorre a análise e aprovação pelos técnicos da SAC da 2ª e 3ª Entrega das etapas do projeto do Aeroporto. O SAMAE começa a implantação da adutora de 13,3 km de extensão que levará água ao futuro Aeroporto; o investimento é de R$ 9,7 milhões. É publicada a Licença de Instalação do Aeroporto Regional pela FEPAM.
Em 2024 acontece a análise e aprovação pelos técnicos da SAC Entrega das etapas do projeto de Infraestrutura do Aeroporto. Ainda em 2024, o IPHAN apontou necessidade de novos estudos arqueológicos da área em Vila Oliva, aprovando em 2025 o relatório complementar enviado pelo Município sobre os estudos arqueológicos da área.
Em 2025 ocorre a oficialização da inclusão do Aeroporto da Serra Gaúcha no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. É concluída a análise e aprovação pelos técnicos da SAC das etapas do projeto de Infraestrutura do Aeroporto, incluindo o orçamento previsto. SAC autoriza Município a iniciar estudos para a licitação das obras do novo aeroporto.
No dia 17 de dezembro de 2025, foi lançado o edital para construção da primeira etapa do aeroporto, que envolve os serviços de terraplanagem, implantação da pista de pouso e decolagem, pistas de táxi, pátio de aeronaves e estacionamento de veículos. Em 18 de março de 2026, a Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seplan), informou que o consórcio liderado pela Construtora Artec S/A, de Brasília, foi o primeiro colocado na licitação para a construção da primeira etapa do aeroporto. A primeira etapa da construção é chamada de Lado Ar, com investimento na ordem de R$ 200 milhões do PAC do Governo Federal.
No dia 6 de julho de 2026, foi assinado o contrato para construção.
Instalações Terminais O terminal de passageiros ocupará uma área de 6.011 metros quadrados, contra 4,7 mil metros quadrados do projeto inicial. O projeto final já prevê a possibilidade de implantação de pátio para aeronaves de carga e terminal de cargas, e também uma área de hangares. São estruturas que não serão construídas no primeiro momento, mas que no futuro serão essenciais para ampliar a capacidade do aeroporto.
Pista A pista de pouso e decolagem de 1.930 metros por 45 metros de largura, tendo capacidade de operação para Boeing 737-8 MAX, Airbus A321neo e Embraer E195-E2. O aeroporto também contará com pátio de aeronaves de mais de 31 mil metros quadrados e estacionamento com capacidade aproximada para 500 veículos. Os estudos técnicos indicam a possibilidade de ampliação futura da infraestrutura, com extensão da pista para até 2.200 metros, implantação de pista de táxi paralela, terminal de cargas, áreas destinadas à aviação geral, hangares e estrutura para abastecimento das aeronaves.
A pista de Táxi A terá 183,38 metros por 25 metros (15 metros de pavimento, com 5 metros de acostamento em cada lado), a pista de Táxi B: 183,38 metros por 25 metros (15 metros de pavimento, com 5 metros de acostamento em cada lado) e o pátio de aeronaves terá 31.650 m² (316,5 metros por 100 metros).
Caxias Sul Categoria:Construções de Caxias do Sul Categoria:Aeroportos inaugurados em 1941