Dom João, Príncipe Regente de Portugal é uma pintura realizada por Henri-François Riesener por volta de 1815, nela, D. João, o então príncipe regente é retratado apontando para um globo, sinalizando Portugal Continental, o qual repousa sobre um mapa que representa o Brasil. É muito pouco provável que D. João tenha posado para o retrato, tanto quanto se sabe, o monarca não gostava nada de posar para os retratos.. Foi uma comissão privada do Marquês de Marialva, e o pintor teria se baseado em gravuras e descrições orais fornecidas pelo marquês para compor a fisionomia e o porte do monarca.
Iconografia A pintura, atribuída ao artista francês Henri-François Riesener e datada aproximadamente de 1815, representa D. João VI, então príncipe regente de Portugal, Brasil e Algarves, em trajes de gala, revestido de toda a simbologia régia e militar que reforça sua autoridade e legitimidade soberana. Riesener, tio do célebre Eugène Delacroix, foi um renomado retratista da corte napoleônica, responsável por retratar figuras como Napoleão Bonaparte, a imperatriz Josefina e o príncipe Eugênio de Beauharnais..
miniaturadaimagem|esquerda|O retrato em exibição no Palácio Nacional de Queluz. Na composição, o monarca é retratado de corpo inteiro, com uniforme ricamente ornamentado, portando insígnias de ordens honoríficas, entre as quais se destacam as Ordens de Cristo, de São Bento de Avis e de Santiago da Espada. Sobre o peito, atravessa-lhe o Tosão de Ouro e uma faixa multicolorida, representando as três ordens militares portuguesas supracitadas. Sua postura é imponente e serena, reforçada pelo gesto da mão direita, que se estende sobre um globo terrestre apoiado sobre um mapa; o globo, onde o rei aponta para Portugal Continental, repousa sobre um mapa que representa o Brasil, constituindo um poderoso emblema da união entre os dois territórios sob o mesmo soberano.
Segundo investigações realizadas pela equipe do Palácio Nacional de Queluz, a obra teria sido encomendada pelo Marquês de Marialva, embaixador de Portugal em Paris à época. Por não ter estado no Brasil, onde a família real residia desde 1807, em consequência das invasões napoleônicas, Riesener teria se baseado em gravuras e descrições orais fornecidas pelo marquês para compor a fisionomia e o porte do monarca.
Técnica Este imponente retrato de D. João, pelo pintor francês Riesener, é executado a óleo sobre tela, apresenta craquelamento e foi restaurado profissionalmente. A assinatura do artista encontra-se no canto inferior direito da obra. Há remendos no verso da pintura, que podem fazer parte de uma restauração anterior. O objeto está emoldurado em uma moldura decorativa dourada, e as dimensões com a moldura são 133 x 104 cm, o que dá ao espectador uma ideia do tamanho impressionante e da presença da obra.
Leitura adicional
Schultz, Kirsten, Tropical Versailles. Empire, Monarchy, and the Portuguese Royal Court in Rio de Janeiro 1808-1821. Routledge 2001. THIEME, Ulrich / BECKER, Felix, Allgemeines Lexikon der bildenden Künstler von der Antike bis zur Gegenwart, ed. por VOLLMER, Hans, vol. 28: Ramsden-Rosa, (reimpressão 1953), Leipzig 1934, p. 342 f.
Ver também Palácio Nacional de Queluz Ordem do Tosão de Ouro
Categoria:Retratos de monarcas Categoria:Pinturas no Palácio de Queluz Categoria:Pinturas de 1815 Categoria:Retratos de homens Categoria:Globos terrestres nas artes