Il Popolo d'Italia () foi um jornal italiano publicado de até . Foi fundado por Benito Mussolini como um periódico pró-guerra durante a Primeira Guerra Mundial, e mais tarde se tornou o principal jornal do movimento fascista na Itália pós-guerra. Publicava edições todos os dias, com exceção de Segundas-feiras.

Fundação e Primeira Guerra Mundial O jornal foi fundado em Milão em Novembro de 1914, com o foco de apoiar a entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial. Em Novembro de 1914, o empreendedor Giuseppe Pontremoli, um maçom de grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito, ofereceu 20 mil libras para a compra da imprensa rotativa com a qual o novo jornal foi impresso.

A guerra começou vários meses antes, mas a Itália era neutra naquela época e continuaria assim até Maio de 1915. Il Popolo d'Italia defendeu o militarismo e a irredentismo e recebeu vários fundos financeiros de companhias maiores, incluindo Ansaldo e outras, especialmente das indústrias elétricas e de açúcar, as quais queriam a entrada da Itália na guerra.Denis Mack Smith (1997) . Modern Italy: A Political History. Ann Arbor: University of Michigan Press. ISBN 0300043422. pg. 284. O jornal também foi subsidiado por fundos governamentais da França, no pretexto de influenciar a Itália a entrar aos Aliados na guerra.O'Brien, Paul (2005). Mussolini in the First World War: The Journalist, The Soldier, The Fascist. Berg Publishers. ISBN 1845200519. pg. 36. Em seus primeiros dias, durante a Primeira Guerra, o mastro do jornal trazia citações de Louis Auguste Blanqui ("Quem tem ferro, tem pão") e Napoleão Bonaparte ("A Revolução é uma ideia que encontrou baionetas!").

Investigações para identificar os fundos da fundação para o jornal de Mussolini continuaram mesmo após a Guerra Mundial. Os documentos encontrados testemunham ambas as proviniências e os financiadores. Em 1917, o Reino Unido financiou o periódico: Mussolini fez um acordo, pela soma de 100 libras por semana, para boicotar qualquer demonstração pacifista na Itália. Hoje, os documentos encontrados atestam para o pagamento de contribuidores das indústrias italianas interessadas no crescimento do gasto militar para a desejada entrada da Itália na guerra; entre estes, destaca-se o nome de Carlos Esterle (Compania Edison), Emilio Bruzzone (Società siderurgica di Savona e Sociedade Italiana para a Indústria de Açúcar Indígena, da qual Eridania era o mais importante membro), Giovanni Agnelli (Fiat), Pio Perrone (Ansaldo) e Emanuele Vittorio Parodi (Acciaierie Odero)

No entre-guerra Após a guerra, Il Popolo d'Italia se tornou associado com o novo movimento fascista, que também era liderado por Mussolini. O jornal serviu como um caminho de unir vários grupos fascistas autônomos na Itália no começo da década de 20, e encontrou maneiras de atrair novos aliados políticos e fundos financeiros. Mussolini deixou o serviço editorial do jornal quando se moveu para Roma e se tornou primeiro-ministro em 1922, mas manteve controle ao apontar seu irmão mais novo Arnaldo como novo diretor, e por comunicar-se regularmente com os editores-chefes.

Durante o período do governo fascist sob o Reino da Itália, Il Popolo d'Italia oficialmente continuou como um jornal independente e privado, separado do Partido Nacional Fascista e do Estado Italaino. Entretanto, recebia fundos do partido e do Estado, bem como continuou recebendo apoio de setores privados, e constantemente promoveu o ponto de vista fascistas do dia. Durante seu tempo no poder, Mussolini frequentemente escreveu anonimamente ao periódico, inclusive zombando de uma proposta a um equivalente italiano da saudação nazista "Heil Hitler".

Segunda Guerra Mundial e o fim De 1936 a 1943, o jornal ficou sob edição de Giorgio Pini. Seguindo a queda do regime fascista na Itália, o periódico foi banido pelo primeiro-ministro Pietro Badoglio em 24 de julho de 1943. Após a invasão alemã da Itália e a criação da República Social Italiana (RSI), Mussolini explicitamente recusou-se a reviver o jornal, pois não queria que se tornasse um porta-voz das forças de invasão alemãs. Ao invés disso, Mussolini geralmente escrevia ao Corriere della Sera, quando sentia que era necessário publicar declarações.

Em 1944, Mussolini vendeu a sede do Il Popolo d'Italia para o empresário italiano Gian Riccardo Cella e, após a libertação da Itália, a sede foi utilizada para publicar o Corriere Lombardo. Em 1946, o governo pós-guerra invalidou a venda de Mussolini e confiscou as instalações.

Contribuidores

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Benito Mussolini Giuseppe Ungaretti Luigi Barzini Luigi Razza Umberto Saba

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