A Operação Transparência foi iniciada pela Polícia Federal do Brasil no dia 12 de dezembro de 2025, para apurar irregularidades na destinação de verbas públicas de emendas parlamentares. Mariângela Fialek (nascida em 12 de dezembro de 1974), a "Tuca", ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira do Progressistas de Alagoas, foi alvo da operação, embora Lira não tenha sido investigado. Os investigadores da PF encontraram e apreenderam várias joias no apartamento da funcionária da Câmara, durante a operação em Brasília. O inquérito, que resultou na operação contra a ex-assessora de Lira, contou com os depoimentos de seis parlamentares.

Histórico Primeira fase Deflagrada em 12 de dezembro de 2025. Cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Brasília.

Segunda fase No início de julho de 2026, como desdobramento da primeira fase da operação, o ministro do STF Flávio Dino ordenou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do ex-deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por "direcionar emendas parlamentares mesmo sem mandato no Congresso Nacional". Determinou também o bloqueio de R$ 6 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por "suspeita de desvio de emendas parlamentares".

Terceira fase Em 14 de setembro de 2026, foi deflagrada a terceira fase, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e em São Paulo. Um dos visados pela operação foi o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP).

Investigados A tabela abaixo relaciona todos os indiciados cujos nomes foram divulgados pela imprensa, independentemente de terem ou não sido presos durante a operação.

Nome Ocupação Envolvimento Situação atualEduardo Cunha ex-deputado federal (Republicanos-MG) crime de peculato Investigado na segunda fase da operaçãoMariângela Fialek assessora parlamentar "controle de indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto" Investigada na primeira fase da operaçãoCezinha de Madureira deputado federal (PL-SP) responsável por realizar "contatos diretos com ministros" das cortes superiores Investigado na terceira fase da operaçãoValdemar Costa Neto presidente do PL controle de um "arranjo decisório paralelo" para desvio de verbas públicas Investigado na segunda fase da operaçãoValéria Rodrigues Linhares advogada "encarregada de redigir, revisar e firmar instrumentos contratuais de prestação de serviços e cessões de créditos milionários" Investigada na terceira fase da operação

Ver também Lista de operações da Polícia Federal do Brasil

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