Miguel Loureiro (n. 1970, Lourenço Marques) é actor, encenador e director artístico português, sendo reconhecido como uma das figuras mais relevantes do teatro contemporâneo em Portugal. Desde a temporada de 2023–2024 exerce as funções de Director Artístico do Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, uma das mais importantes instituições culturais do país.
Percurso A sua formação em teatro realizou-se no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT) e na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, dando início a um percurso artístico marcado por uma prática transversal que articula interpretação, encenação e criação.
Enquanto actor, desenvolveu um trajecto amplo e consistente no teatro, na ópera, no cinema e na televisão, colaborando com encenadores, colectivos e estruturas centrais da cena portuguesa e internacional, entre os quais se destacam Nuno Carinhas, Luís Miguel Cintra, Jean-Paul Bucchieri, o Teatro da Comuna, a ZDB, A Mala Voadora, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional São João e o Teatro Nacional de São Carlos.
No cinema, participou em filmes como Morrer como um Homem (2009) e Fogo-Fátuo (2022), ambos realizados por João Pedro Rodrigues, e protagonizou Ubu (2020), de Paulo Abreu. Na televisão, integrou diversas séries e produções, entre as quais Boys, Ministério do Tempo, Sara, 3 Mulheres e Lusitânia.
Enquanto encenador e criador, o seu trabalho percorre um amplo espectro estético, do repertório clássico à escrita contemporânea e à experimentação cénica. Entre as suas encenações contam-se Nova, Caledónia, Do Natural (a partir de W. G. Sebald), O Impromptu de Versalhes de Molière, Paris-Sarah-Lisboa (apresentado no Théâtre de la Ville, em Paris, e no Teatro São Luiz), A Fera na Selva de Marguerite Duras e Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, bem como várias criações no domínio da ópera contemporânea.
Ao longo do seu percurso foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Globo de Ouro SIC/Caras para Melhor Actor de Teatro (2017), pela sua interpretação em Esquecer, e o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores para Melhor Actor (2019), por Timão de Atenas. Recebeu ainda distinções da crítica e foi nomeado para o European Theatre Award – New Theatrical Realities.
Para além da actividade cénica, desenvolve igualmente trabalho no campo da escrita, tendo publicado em 2018 o livro Confissões de um Exilado no Barreiro.
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