Sirsoe methanicola é uma espécie de verme poliqueta que habita depósitos de clatratos de metano no fundo do oceano. Os vermes colonizam o gelo de metano e parecem sobreviver recolhendo bactérias que, por sua vez, metabolizam o clatrato.
Em 1997, Charles Fisher, professor de biologia na Universidade Estadual da Pensilvânia, descobriu o verme vivendo em montículos de gelo de metano a uma profundidade de meia milha (~800 m) no fundo do mar, no Golfo do México. Fisher relatou que experimentos com espécimes vivos mostraram que os vermes adultos podiam sobreviver em um ambiente anóxico por até 96 horas. Os experimentos também mostraram que as larvas eram dispersas por correntes e morriam após 20 dias se não encontrassem um local para se alimentar.
Descobriu-se que o verme é capaz de utilizar uma gama de compostos de nitrogênio, enxofre e carbono orgânico através de táxons microbianos. Esses táxons permitem que o verme tire vantagem do ambiente severo, possibilitando que ele se alimente e obtenha nutrição através de compostos orgânicos encontrados nos depósitos de clatrato de metano.
Referências
Categoria:Phyllodocida