O Prémio Gazeta de Imprensa é um dos oito Prémios Gazeta entregues anualmente na área do jornalismo e dos mais antigos. Premeia individualmente os jornalistas que produziram os melhores trabalhos no âmbito do jornalismo de imprensa, ou seja, dos jornais impressos. Até 1994, teve como título "Prémio “Gazeta” Reportagem de Imprensa", e não foi atribuído entre 1995 e 2009. Durante esse período, era atribuído o Grande Prémio Gazeta, que também substituiu os prémios Gazeta de Rádio, Televisão e Fotografia.
O prémios são atribuídos por um júri nomeado pelo Clube de Jornalistas.
Vencedores
1984: Ex aequo, Carlos Cáceres Monteiro (O Jornal) e Rui Cartaxana (Diário Popular). 1985: Armando Baptista-Bastos 1986: Paulo David 1987: Benjamim Formigo e José Júdice (Expresso), com uma série de artigos de investigação sobre o escândalo Irão-contras, a venda ilegal de armas ao Irão pelos Estados Unidos e que muitas das armas vendidas passavam por Portugal. 1988: Joaquim Vieira (Expresso) 1989: Agostinho Santos, com a série de reportagens “Viana é porta aberta ao tráfico de droga”. 1990: Fernando Dacosta (Público) 1991: Victor Bandarra (Público) 1992: José António Cerejo (Público) 1993: José Pedro Castanheira (Expresso) 1994: Maria Augusta Silva 1995-2009: Não houve atribuição do prémio 2010: Sofia Lorena (Público)Prêmio 2010. Clube de Jornalistas 2011: Paulo Moura (Público), "pelo conjunto de reportagens “Diário da Primavera Árabe” realizadas no Egipto e na Líbia e publicadas no Público e na revista Pública, entre Fevereiro e Setembro de 2011".Prêmio 2011. Clube de Jornalistas 2012: José António Cerejo (Público), "pelo conjunto de reportagens, publicado no jornal Público, intitulado "Tecnoforma", que se revela um reconfortante exemplo do bom jornalismo de investigação, caracterizado pelo competente cruzamento entre a recolha de depoimentos e uma minuciosa busca documental, pelo cuidadoso cruzamento de fontes, pela escrita simples, clara, rigorosa e escorreita".Prêmio 2012. Clube de Jornalistas 2013: Paulo Pena (Visão), "na senda do melhor jornalismo de investigação, Paulo Pena apresenta dados e ligações inéditas e essenciais para compreender melhor os tempos que atravessamos. “Bancocracia”, mas também “O lado oculto dos mercados” são trabalhos rigorosos, de grande qualidade jornalística, que contribuem para uma maior informação da opinião pública portuguesa".Prêmio 2013. Clube de Jornalistas 2014: Manuel Carvalho e Manuel Roberto (Público). "O trabalho premiado, “A Guerra que Portugal quis esquecer”, série de “reportagens históricas” publicadas no Público, resgata do esquecimento o trágico confronto dos militares portugueses com as tropas alemãs, durante a I Grande Guerra, no norte de Moçambique. A recuperação de relatos e reflexões de participantes e estudiosos cruza-se, no próprio local dos acontecimentos, com testemunhos actuais, herdeiros de uma tradição oral que nos reconduz aos acontecimentos de então, dando assim corpo a uma investigação jornalística digna das melhores tradições da nossa imprensa e que hoje, mais do que nunca, importa preservar". 2015: Ricardo J. Rodrigues (Diário de Notícias), com o trabalho “Um milagre na Guerra ou as muitas vidas de Isabel Batata Doce". "Com sensibilidade e rigor jornalístico, conta-se a história de uma bebé de 2 anos, encontrada por soldados portugueses no mato, em Angola, no tempo da guerra colonial. Acolhida no quartel e trazida depois para Portugal, aqui cresceu com o apoio desses militares. No dia 29 de Setembro de 2015, cinquenta anos depois, Isabel Jacinto procurou no arquivo do Diário de Notícias um exemplar da edição que meio século antes noticiara, na primeira página, o baptismo da menina, no Sameiro, em Braga. Isabel queria levar uma cópia do jornal ao almoço de convívio dos antigos militares e, também, fazer perguntas, tentar reconstruir a memória desse passado de que sabia tão pouco e “gostava tanto de saber mais.".Prêmio 2015. Clube de Jornalistas 2016: Luciana Leiderfarb (Expresso) "pelo trabalho “O Nome do Pai” – publicado a 13 de agosto de 2016 na revista E do semanário Expresso– sobre a herança familiar de descendentes de altos dignatário do regime nazi, dando a voz a quem não apagou apelidos e lidou com tal fardo. Alguns cederam fotos inéditas, permitindo, nomeadamente, a publicação da imagem de filhos de Rudolf Hoss, comandante de Auschwitz, junto à piscina do seu jardim, no próprio campo de concentração, sendo visíveis, ao fundo, as chaminés dos fornos crematórios. 2017: Joana Gorjão Henriques (Público), "viu distinguida a primeira de uma série de seis reportagens, sob o título genérico “Racismo à portuguesa”, dedicada à Justiça. O trabalho, publicado entre agosto e outubro de 2017, implicou a realização de entrevistas a cerca de 50 pessoas, entre procuradores, advogados, professores, ativistas, investigadores e artistas".Prémios 2017. Clube de Jornalistas 2018: Virgílio Azevedo (Expresso), "graças à “Investigação na Ilha Terceira – Contaminação nos Açores”, que deu origem a sete peças publicadas na versão impressa, entre 10 de março e 21 de abril, e a mais seis no Expresso Online, a última das quais a 14 de setembro de 2018. Incide sobre o impacto da contaminação de solos e aquíferos pela Base das Lajes na saúde e na qualidade de vida da população. 2019-2020: António Marujo (freelancer), galardoado com a reportagem “A caixa de correio de Nossa Senhora”, publicada nas edições de 4 de janeiro e 1 de fevereiro de 2020, do Expresso. "Baseada em correspondência recebida pelo Santuário de Fátima, alojada nos seus arquivos, aborda facetas desconhecidas do país que encontra no divino o último recurso – incluindo para as angústias causadas pela guerra colonial". 2021: Joana Pereira Bastos, pela reportagem “As férias da liberdade”, publicada a 6 de agosto de 2021 na revista E, do Expresso. "O trabalho puxa pelas memórias de filhos de presos políticos – crianças com idades entre 3 e 14 anos – envolvidos em 1972, em plena ditadura marcelista, numa inédita colónia de férias nas Caldas da Rainha". 2022: Ex aequo, Miguel Carvalho (pela reportagem “O braço armado do Chega”, publicada em 17 de novembro de 2022 na Visão) e Pedro Caldeira Rodrigues (com um conjunto de reportagens sob o título genérico “Chove em Kiev”, pela Lusa). 2023: Marta Vidal (Expresso), pela reportagem “A liberdade, lá em cima: os pássaros de Gaza”, publicada no semanário em 30 de junho de 2023. "O trabalho, realizado antes do ataque do Hamas, a 7 de outubro, adotou uma perspetiva original: acompanhar palestinianos que persistiam no esforço de proteger aves migratórias, apesar dos perigos associados às restrições impostas pelo bloqueio militar israelita. Os locais que visitou foram, entretanto, arrasados por bombardeamentos e alguns dos seus interlocutores mortos." 2024: Clara Teixeira, Joana Loureiro, Luísa Oliveira, Rui Antunes, Sara Rodrigues, Sónia Calheiros, Paulo M. Santos, João Amaral Santos e Filipe Fialho (textos), Lucília Monteiro, Luís Barra e José Carlos Carvalho (fotos), "que em “Imigrantes – Os braços que nos alimentam”, reportagem publicada em 1 de fevereiro de 2024 na revista Visão, demonstram – através de uma abordagem exaustiva – quão positivo é para a riqueza do país, em diversos domínios, o contributo de “quem veio de longe, à procura do seu pedaço de sol”."
Vencedores por órgão de comunicação social # Órgão 8 Público 8 Expresso 3 Visão 1 O Jornal 1 Diário Popular 1 Diário de Notícias 1 Lusa
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