Arthur Galletti (Imaruí, 22 de junho de 1887 – Florianópolis, 18 de abril de 1949) foi um alfaiate, orador, escritor teórico político, folclorista e ativista anarcossindicalista brasileiro aspirante ao jornalismo.LEUCHTENBERGER, Rafaela. Liga Operária Beneficente de Florianópolis e União Beneficente Recreativa Operária: uma História de Mutualismo e Resistência. TCC. Florianópolis: UFSC, 2004.

Biografia Natural de Imaruí, Arthur Galletti passou toda sua infância e adolescência convivendo com as comunidades de pescadores e ribeirinhos que viviam no entorno da Lagoa, onde aprendera desde cedo o ofício de alfaiate com seu próprio pai que também atuava nos ramos da alfaiataria e do comércio têxtil na região de Laguna.

Visando aprimorar-se nos saberes de seu ofício é que em 1904, Arthur Galletti com apenas 17 anos se muda para São Paulo, onde tem seus primeiros contatos com os movimentos sindicais de caráter revolucionário anarquista presentes na capital. É durante esse período também, que os interesses de Arthur Galletti passam a dividir-se entre o ofício da alfaiataria e sua dedicação quase que exclusiva à sua própria formação teórico filosófica e intelectual nas horas vagas de seu serviço frequentando com assiduidade a bibliotecas, palestras, conferências e demais círculos intelectuais vestindo seus melhores trajes sempre que possível.

Em 1913, volta para Santa Catarina só que passando a residir dessa vez na capital Florianópolis. Em Florianópolis, tornou-se orador oficial e secretário da União Beneficente Recreativa Operária (UBRO) da qual era também um de seus fundadores. Também fez parte da Liga Operária e participou ativamente como membro na formação das reuniões locais do Socorro Vermelho durante a década de 1920.

Publicou duas extensíssimas obras escritas durante esse período: Lucubrações (1922) no qual ele nos traz uma coletânea de suas principais matérias e artigos de opinião de maior sucesso já publicadas anteriormente pelo jornal A Gazeta; bem como o livro Na Seara do Pensamento (1928), onde são expressas suas principais linhas teóricas de pensamento, onde são discutidas acerca do papel da religiosidade e cultura dentro do processo revolucionário de emancipação do individuo. Infelizmente, acabou falecendo poucos dias antes do lançamento oficial de seu último livro O Boitatá - Mitologia Autochtone (1949), onde o autor procura aplicar suas prerrogativas teóricas de forma prática a partir do conto do Mito de Criação da Lagoa do Imaruí com base na cosmovisão indígena guarani preservada através de lendas e causos contados pelas comunidades ribeirinhas e de pescadores presentes na região.

Principais obras

Lucubrações: ensaio de theorias e ideas (1922) Na Seara do Pensamento (1928) O Boi Tatá - Mitologia Autochtone (1949)

Categoria:Naturais de Imaruí Categoria:Anarcossindicalistas Categoria:Anarcocomunistas Categoria:Anarquistas do Brasil Categoria:Teóricos do anarquismo Categoria:Escritores de Santa Catarina Categoria:Mortos em 1949 Categoria:Nascidos em 1887