Anthurium é um género botânico com aproximadamente 1.000 espécies de plantas herbáceas floríferas, pertencente à família das aráceas (Araceae),. constitui o maior género desta família. Nomes comuns incluem antúrio, flor-flamingo, flor-de-tailândia e folha-de-renda.
O género é nativo das Américas, com distribuição que se estende do norte do México ao norte da Argentina, abrangendo também partes das Caraíbas.
Descrição e biologia As espécies de Anthurium são ervas que frequentemente crescem como epífitas sobre outras plantas, embora algumas sejam terrestres. As folhas, geralmente agrupadas, apresentam formas variáveis e textura algo coriácea. A inflorescência consiste num espádice central, em forma de espiga, globoso ou clavado, coberto por flores pequenas e perfeitas (bissexuadas), dispostas em espirais densas. Abaixo do espádice encontra-se a espata, uma bráctea colorida e brilhante, frequentemente lanceolada, plana ou curvada, que pode cobrir o espádice como um capuz. Os frutos são bagas suculentas, de cores variadas, contendo geralmente duas sementes.
A espata e o espádice são os principais atrativos para os melhoristas, que desenvolvem cultivares com cores intensas e formas distintas. Anthurium andraeanum e A. scherzerianum, as espécies mais cultivadas, produzem espatas vermelho-vivas e têm sido hibridizadas para gerar variedades em tons de branco, rosa, salmão e outros padrões.
As plantas do género são tóxicas devido à presença de cristais de oxalato de cálcio, cuja seiva pode irritar a pele e os olhos.
Cultivo thumb|right|Inflorescência de Anthurium scherzerianum Como outras aráceas, numerosas espécies de Anthurium são cultivadas como plantas de interior ou, em climas amenos, ao ar livre em locais sombreados. Espécies valorizadas pela folhagem incluem A. crystallinum e A. clarinervium, com folhas grandes, aveludadas, verde-escuras e venação branca prateada. A maioria dos híbridos comerciais deriva de A. andraeanum ou A. scherzerianum, devido às espatas coloridas. Prosperam em solos húmidos ricos em matéria orgânica, com temperaturas entre 16–22 °C e luminosidade moderada. A limpeza das folhas com água remove poeira e insetos; plantas bem enraizadas beneficiam-se de fertilização diluída quinzenal. Formas trepadoras requerem suporte para escalada.
Propagação A propagação pode ser realizada por sementes ou vegetativamente por estacas. No comércio, predomina a cultura de tecidos para produção em escala.
Espécies
thumb|right|Anthurium andraeanum ‘Princess Amalia Elegance’ Em 1860 eram conhecidas 183 espécies, que Heinrich Wilhelm Schott classificou em 28 secções no livro Prodromus Systematis Aroidearum. Em 1905 o género foi revisto, com a descrição de 18 secções. Em 1983 o género foi dividido nas seguintes secções:
Belolonchium Calomystrium Cardiolonchium Chamaerepium Cordatopunctatum Dactylophyllium Decurrentia Digitinervium Gymnopodium Leptanthurium Pachyneurium Polyphyllium Polyneurium Porphyrochitonium Schizoplacium Semaeophyllium Tetraspermium Urospadix Xialophyllium
Galeria
Descobertas recentes no Brasil (2026) A biodiversidade deste gênero continua a ser mapeada em biomas brasileiros. Em março de 2026, uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), em parceria com a UFES e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, publicou a descoberta de uma nova espécie endêmica do Espírito Santo. Batizada de antúrio-das-pedras (Anthurium petraeum), a planta foi descrita a partir de exemplares rupícolas localizados em Linhares e Marilândia. Apresentando folhas grandes em formato de coração e flores avermelhadas, a espécie já foi listada como ameaçada de extinção devido à sua ocorrência extremamente restrita a pequenos fragmentos florestais, fora de unidades de conservação.
Descobertas recentes no Brasil (2026) A biodiversidade deste gênero continua a ser mapeada em biomas brasileiros altamente ameaçados. Em março de 2026, uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), em parceria com a UFES e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, publicou a descoberta de uma nova espécie endêmica do Espírito Santo na revista científica Phytotaxa. Batizada de antúrio-das-pedras (Anthurium petraeum), a planta foi descrita a partir de exemplares que crescem diretamente sobre rochas nos municípios de Linhares e Marilândia. Apresentando folhas grandes e firmes em formato de coração e flores avermelhadas, a espécie já é considerada em risco de extinção devido à sua ocorrência extremamente restrita a pequenos fragmentos florestais fora de unidades de conservação.
Ligações externas
ITIS
Categoria:Géneros de plantas Categoria:Araceae