Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, — Recife, ) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

Filho de José Feliciano da Mota de Albuquerque e de Aline Ramos da Mota e Albuquerque, estudou na Escola Dom Vieira, em Nazaré da Mata, no Colégio Salesiano e no Ginásio do Recife. Diplomou-se na Faculdade de Direito do Recife, em 1937.

Tornou-se professor de História e Geografia do Ginásio do Recife e em várias escolas particulares; catedrático de Geografia do Brasil, por concurso público, do Instituto de Educação de Pernambuco. Desde os anos universitários colaborava na imprensa. Foi secretário, redator-chefe e diretor do Diario de Pernambuco; colaborador literário do Correio da Manhã, do Diário de Notícias e do Jornal de Letras do Rio de Janeiro. De 1956 a 1971, foi diretor executivo do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais; diretor do Arquivo Público de Pernambuco, de 1973 até 1983; membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação Joaquim Nabuco. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e do Conselho Federal de Cultura.

Como poeta, destaca-se por suas Elegias, publicadas em 1952. Nessa obra figura também o "Boletim sentimental da guerra do Recife", um dos seus poemas mais conhecidos. Sua poesia é de fundo simbólico, sobre temas nordestinos, retratando dramas do cotidiano em linguagem natural e espontânea.

Estudou no Grupo Escolar João Barbalho - RECIFE Academia Brasileira de Letras Eleito para a cadeira 26 da Academia Brasileira de Letras em 8 de janeiro de 1970, tomou posse em 27 de agosto do mesmo ano.

Academia Pernambucana de Letras Eleito para a Academia Pernambucana de Letras em 21 de junho de 1955, tomou posse em 13 de março de 1957, sendo seu presidente por pouco mais de dez anos.

Livros publicados Elegias (1952) Os epitáfios (1959) Capitão de fandango (1960) Imagens do Nordeste (1961) Geografia literária (1961) O galo e o cata-vento (1962) Terra e gente (1963) Canto ao meio (1964) O navegante Gilberto Amado (1970) Itinerário - Poesia (1975) Modas e modos (1977) Os bichos na fala da gente (1978) Pernambucânia (ou cantos da comarca e da memória) (1979) Pernambucânia dois (1980) A estrela de pedra e outros ensaios nordestinos (1981) O cajueiro nordestino (1982) Antologia em verso e prosa (1982) Barão de Chocolate e companhia (1983) O pátio vermelho - Crônica de uma pensão de estudantes (1984) Alfinetes e bombons - Aforismos (1984)

Prefácios Caminhos do Sertão, Luís Cristóvão dos Santos, 1970

Prêmios Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por suas Elegias (1952) Catedrático da Geografia Prêmio Jabuti (Poesia), da Câmara Brasileira do Livro Prêmio Pen Clube do Brasil, pelo livro de poesias Itinerário'' (1975).

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