100 metros com barreiras é uma prova olímpica do atletismo feminino. Seu equivalente masculino são os 110 metros com barreiras.

A prova é disputada numa reta onde raias de corrida estão demarcadas. A largada é feita a partir de blocos de partida no chão da pista, como as demais provas de velocidade do programa olímpico. Nos seus cem metros de extensão são dispostas 10 barreiras; a primeira surge treze metros depois da linha de partida, as seguintes têm 8.5 metros de intervalo entre si e depois da última barreira há um percurso de 10.5 metros até à linha da meta. As barreiras têm 83,8 cm e são colocadas de modo a que caiam para a frente, caso sejam tocadas pela corredora. O toque ou mesmo a derrubada de barreiras não é motivo de desqualificação já que, geralmente, afeta de forma negativa o tempo obtido pela concorrente. A competidora pode ser desclassificada caso invada a raia de outra atleta ou tenha um tempo de reação ao sinal de largada inferior a 0.1s, considerado uma largada falsa.

História As provas de barreira derivam de uma corrida disputada numa distância de cem jardas com barreiras de madeira colocada a intervalos dela, na Inglaterra na década de 1830. Os primeiros Jogos Femininos Mundiais, em 1922, tiveram uma prova destas. Ela apareceu pela primeira vez na maneira como é hoje em Los Angeles 1932, com distância de 80 metros e foi disputada como modalidade olímpica assim até Cidade do México 1968, sendo estão esticada e padronizada para 100 m a partir dos Jogos de Munique 1972. A primeira campeã olímpica da distância foi Annelie Ehrhardt da extinta Alemanha Oriental. O recorde mundial é 12.12 e pertence à nigeriana Tobi Amusan, conseguido na semifinal da prova no Campeonato Mundial de Atletismo de 2022 em Eugene, Estados Unidos.

Na Rio 2016, os Estados Unidos conseguiram pela primeira vez na história da prova em Olimpíadas conquistar as medalhas de ouro, prata e bronze e foi também a primeira vez que atletas norte-americanas conquistaram todos os lugares no pódio em qualquer evento olímpico de qualquer esporte.

Recordes De acordo com a World Athletics – IAAF.

<center>Recorde <center>Tempo <center>Atleta <center>País <center>Data <center>Local 12.09Masai Russell27 agosto 2026Zurique 12.26Jasmine Camacho-Quinn31 julho 2021Tóquio 2020

Melhores marcas mundiais As marcas abaixo são de acordo com a World Athletics.

PosiçãoTempoAtletaPaísDataLocal 1 12.09Masai Russell27 agosto 2026Zurique 2 12.12Tobi Amusan24 julho 2022Eugene 3 12.14Masai Russell23 maio 2026Xiamen 4 12.17Masai Russell2 maio 2025Miami 5 12.19Tia Jones2 maio 2025Miami 12.19Masai Russell16 agosto 2025Chorzów 7 12.20Kendra Harrison22 julho 2016Londres 12.20Masai Russell10 julho 2026Mônaco 12.20Masai Russell5 setembro 2026Bruxelas 10 12.21Yordanka Donkova20 agosto 1988Stara Zagora 12.21Grace Stark20 junho 2025Paris

Melhores marcas olímpicas As marcas abaixo são de acordo com o Comitê Olímpico Internacional – COI.

PosiçãoTempoAtletaPaísMedalhaLocal 1 12.26Jasmine Camacho-Quinn Tóquio 2020212.33Masai Russell ouro Paris 2024 3 12.34Cyréna Samba-Mayelaprata Paris 2024 12.34Alaysha Johnson Paris 2024 5 12.35Sally Pearson ouroLondres 201212.35Jasmine Camacho-Quinn Paris 2024712.36Jasmine Camacho-Quinn bronzeParis 2024 812.37Joanna Hayes ouro Atenas 200412.37Jasmine Camacho-Quinn ouroTóquio 202012.37Dawn Harperprata Londres 2012 * As marcas de Jasmine Camacho-Quinn (12.26 e 12.35) foram obtidas nas semifinais de Tóquio 2020 e Paris 2024. A marca de Alaysha Johnson foi obtida nas semifinais de Paris 2024.

Marcas da lusofonia País Marca Atleta Ano Local12.68 Vitória Sena2026Lima13.14Isabel Abrantes2000Coimbra13.97Olímpia Barbosa2014Braga14.01Witney Barata2012Lisboa14.06Fatoumata Baldé2018Leiria14.09Telma Cossa2006Macau14.97Claudia Moreira2002Lisboa

Ver também Medalhadas dos 100 metros com barreiras (inclui evolução do recorde mundial)

Ligações externas

Categoria:Competições de atletismo feminino